Carmo Vasconcelos

-Rodolfo Amoedo

"Despida de Segredos"

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NOTA DA AUTORA

Amigo/a que me lês:

Quando iniciei minha Biblioteca Virtual, foi meu ensejo doar-me inteira a cada um dos numerosos amigos que tive o privilégio de ganhar neste mundo a que, incorrectamente, chamam “Virtual”. Aqui encontrei apoio e carinho bem “Reais”. Homens e mulheres que, inteiros, se nos entregam através das letras que desenham em momentos de emoções várias. Catarses da alma, necessidade comum a todos nós, poetas, face à humanidade que nos reveste. E é como retribuição, literária e fraterna, que sinto como dever partilhar convosco tudo o que foi e vem sendo por mim gerado – o melhor e o menos bom – consciente de que o caminho se vai fazendo progressivamente, seguindo um percurso próprio e inerente a cada um de nós, na diferença que, afinal, nos completa.
Leituras atentas levam-nos a descobrir, para além do pretenso escritor ou poeta, o ser humano que se veste de prosa ou de verso para transmitir, não só sentimentos e estados de alma pessoais, mas também as mensagens que recebe do Cosmos, ainda que, na maioria das vezes, o faça, inconsciente da sua missão de agente transmissor da Voz do Universo.
Partilhando se ensina e se aprende, não apenas na via literária, mas, sobretudo, como seres humanos cujas vidas se cruzaram nesta mesma estrada, onde, empunhando as mesmas armas (nossas letras), buscamos tornar-nos a nós mesmos e ao mundo que nos rodeia, cada vez menos imperfeitos, abraçando os altos ideais de Amor e Fraternidade, conducentes à União Cósmica e Divina.

De mim para ti, companheiro de estrada
Com amor


Carmo Vasconcelos

 

A PRAIA DOS DESEJOS
Carmo Vasconcelos


Eu era a praia azul dos teus desejos
onde brincavas qual criança louca,
nas minhas dunas inventavas beijos
que devolvias ao mar da minha boca.

E era o meu corpo imenso areal ardente,
leito de algas e conchas encobertas,
que descobrias tacteando lentamente,
morenas curvas de delícias certas.

E havia perlas de nácar nos sorrisos,
e uma gruta sensual e de magia,
forrada de brancuras de narcisos,
onde bebias volúpia e fantasia.

Porém, esquecido, à praia não voltaste,
e desde então já nada é como dantes,
em vendavais de espera derrubaste
meus tesouros outrora fascinantes.

A praia azul esmaeceu de te esperar,
e o areal ardente em gelo se tornou.
Ruíram as dunas… escapou-se o mar,
e a gruta para sempre se fechou!


Carmo Vasconcelos

 

 

ÍNDICE

(Linque em "pág.x")

Pág.2 Pág.3 Pág.4 Pág.5
A ROSA DESTAS MÃOS DESERTAS FICA COMIGO ESTA NOITE MIGALHAS
ALMA SALGADA DISPERSÃO FUMO DOCE MINHA POESIA
AMORES VÊM E VÃO É TARDE PARA NÓS... GRAVIDEZ DO AMOR MORTE POÉTICA
ASA NEGRA ENCONTRO MARÉ ALTERADA NÃO QUERO MAIS…
DESASSOSSEGO ERUPÇÃO MATAR SAUDADES SEM IR… NÃO RECORDES…

Pág.6 Pág.7 Pág.8 Pág.9
NAS LETRAS CANTADAS PARA QUÊ?... RUMO À INCERTEZA TE ESPERO , MEU GATO!
NOCTURNO PENAS... SE ESTOU FELIZ?... TENHO MEDO, MEU AMOR…
NUVEM PREMONIÇÃO SEJAM MEUS VERSOS… TUDO ME DÓI
O GRITO QUANDO ME DEIXASTE, AMOR... SOMBRAS “UM POEMA” ME CHAMASTE
O QUE QUERO... E O QUE NÃO! REBENTANDO AS GRADES SONHO AFRICANO URGÊNCIA

 

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