"FÉNIX"

Colectânea Literária

POESIA

 
   
   
 

PAISAGEM DE UM RIO


RIO
-fruta cultivada
(perfume e diamante) na longa estrada
RIO
ali terra ávida
onde os cantos
são cantos amigos
RIO
chama viva – onde o amor
é uma fonte preservada
RIO
toda vez que te encontro
o teu ENCANTO segue comigo.

Alberto Araújo

 
   
   
 

ASAS DIVINAS


Ó divindade
que se destrança em luz –
luz que vive e cresce no meu CÉU ÍNTIMO
é uma nascente bela,
bela claridade intangível
e dentro da tua integridade
a flor
a água
os pássaros descansam.

Alberto Araújo

 
   
   
 

ESTRADAS DO SUL


Na estrada
entre o norte e o sul
de teus lábios – ao sol
ao natural lírico – tudo é assim
muita paisagem e vida.
Na estrada
entre o desejo e a flora – o branco
do teu sorriso, é puro sol – sol cravado intensa (mente)
na poesia
na estrada
.
entre conchas – a flauta
cavalos – peixes – azul mar
e muita alegria.

Alberto Araújo

 
   
   
 

DA BOCA QUE BEIJA


Boca que beija
beija e fala do poema
(e o poema é multidão)
boca que beija
anjo em desalinho
e delira entre mim e tu
(delírios e ternura)
– boca que beija
a boca nua – nudez cálida
sentimentos expostos
no EU-NU

Alberto Araújo

 
   
   
 

LÁPIS DE COR


O amor
Integralmente exposto
no chão da sala
do quarto
da cozinha
lúcida árvore
a germinar
a ouvir o canto
do pássaro
(é nessa hora
que a infância – juventude
vão além do pensamento)
são tantos amores
são tantas estradas percorridas
que estão além do esquecimento.

Alberto Araújo

 
   
   
 

INTIMIDADE VELADA


Acordar
os pássaros
os peixes – os lagos – e todos os animais
as manhãs já existem
o amor existe
a magia dos anjos
e os canaviais
o tempo não espera
o verbo – a geometria – palavras iguais
o barco
está de partida no cais
e tudo que pulsa agora
amanhã não pulsará mais.

Alberto Araújo

 
   
   
 
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