"FÉNIX"

Colectânea Literária

POESIA

 
   
   
 

BORBOLETA NA JANELA


borboleta
asa alada

:

de incentivo
borboleta
mão aberta
ao vento – paraíso
borboleta
água e vinho
pétala e sépala
do meu fruto.

Alberto Araújo

 
   
   
 

TEMPO PERDIDO


O vento
o sol
a chuva
tudo se vai – tudo
palavras vivas
unguento e sais
e que nunca retorna
é o tempo deixado
na beira do cais – oceano
de água e sal – sobejo e
lâminas.

Alberto Araújo

 
   
   
 

E ASSIM FALO DE AMOR


.................................. E assim
falo de amor

:

deixo minha alma
viver em matilhas explícitas
sou lobo indubitável e
inserido nas rajadas e símbolos
da introspecção – agudas sementes
que sustentam o meu coração
lucidez, puro centro que me conduz
vem amor
estou pronto
:
sidera-me e penetra-me
com suas raízes
até a minha vertigem.

Alberto Araújo

 
   
   
 

SEXO / PERFUME DE AMOR


Encanta-me
o jogo de línguas
e malícias
e no apogeu
do vitral o meu abstrato
uma bela
bailando nos meus trigais
entre páginas picantes e
alucinadas ânforas da nudez
o meu coração
jogo ao mar
e nas asas da divina sereia
a minha insensatez
amor lapidado
em papéis timbrados
sim, estou de malas prontas
para me perder no perfil encantado
do côncavo e convexo
:
mulher o teu perfume
é puramente sexo.

Alberto Araújo

 
   
   
 

O AMOR SEMPRE


O amor
sempre aos nossos pés
– amar intimamente
o que é estrela
cristais – imagens
que pulsam serenamente
na textura do ser
o amor
sempre aos nossos pés
deixai-o entrar
é bom de se T.

Alberto Araújo

 
   
   
 

PERFUME DE MULHER


Continuidade
o ímpeto de um anjo – amor vivo
e que traz o coração em chamas
anjo forte
e ereto – no caminho certo
seu campo gráfico
e a louça de seu olhar
é que sempre quero
subsiste uma estrela
e
o
perfume vira flor.

Alberto Araújo

 
   
   
 
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