"FENIX"

Colectânea de Poesia

 

 

 

 

Alfredo Mendes

 

 
APRESENTAÇÃO

Alfredo Mendes nasceu na cidade de Lisboa no ano de 1933, onde viveu até 1995, ano em que resolveu ir residir para a cidade de Lagos, Algarve.
Embora a sua paixão pela poesia tenha começado ainda muito jovem, só em 1998 começou a escrever com maior regularidade, devido à sua colaboração com alguns jornais locais, e simultaneamente a concorrer a “Jogos Florais”.
A sua primeira experiência aconteceu em 1999 nos Jogos Florais de Almeirim, tendo o seu trabalho sido distinguido com uma “MENÇÃO HONROSA”. Acontecendo depois o mesmo no ano 2000, também nos Jogos Florais de Almeirim,
Escusado será dizer, que foram essas distinções que o motivaram a continuar nessa “aventura” poética.
Curiosamente, foi também nos “Jogos Florais de Almeirim” no ano 2001, que viu um trabalho em glosa, subordinado a uma quadra de Florbela Espanca, ser contemplado com o 1º prémio. Entretanto, foi ganhando mais uns quantos prémios, tendo conseguido até agora, cerca de 40 prémios, onde estão incluídos 5 primeiros prémios 3 segundos, sendo que todos os outros, são menções honrosas.
Doze anos passados, diz sentir-se um homem feliz por ter podido confraternizar e ter conquistado a amizade de Ilustres Poetas.
Apenas nomeia três nomes, pedindo que lhes perdoem todos os outros por quem tem admiração e estima, mas receia esquecer-se de alguém.
“TITO OLÍVIO”. Um “EXÍMIO POETA”. Um grande amigo. E o responsável por este pequeno “CADERNO SANTA MARIA”.
Seguidamente, GLÓRIA MARREIROS e CARMO VASCONCELOS, que considera: duas ilustres poetisas, e que fazem o favor de serem suas amigas.
Refere ainda que se sente orgulhoso, por as supracitadas escritoras e poetisas: GLÓRIA MARREIROS e CARMO VASCONCELOS, lhe terem concedido o privilégio de poder ter as suas poesias, num enlace com os seus maravilhosos poemas.
Tem o livro de poemas” RETALHOS DE UMA VIDA”, publicado também pela editora Cadernos Santa Maria.
 

 
 

 

 

PREFÁCIO

A beleza que se deve perseguir na escrita é interior, é a beleza da procura, a beleza da verdade, a beleza da alegria, a intensidade da dor.
Escrever é uma forma de nos conhecermos a nós próprios e de nos darmos através do conhecimento. Não se escreve para se conseguir a aprovação dos outros, mas para lhes mostrar qualquer coisa que eles não vêem.”     (Susanna Tamaro)
A escrita, transformada em poesia, de Alfredo dos Santos Mendes, tem, como descreve este pequeno texto de Susanna Tamaro, a beleza da procura, da verdade, da alegria e da intensidade da dor.
Tenho o grande prazer de escrever algumas palavras sobre este grande homem, exímio poeta e, principalmente, um grande amigo.
Os sonetos deste seu livro: “HERESIA E SENTIMENTOS” são parcelas do seu ser e do ser daqueles que comungam o dom da sensibilidade, deixando-se enlaçar nesta renda formada por alegrias, desânimos, dores, vivências, anseios e tristezas, a bailar em madrugadas e ocasos de esperanças.
O poeta desprende-se de si e dá alma e vida aos seus escritos, de uma forma ímpar. Trabalha-os com a perfeição que lhe é peculiar, mostrando a riqueza das suas imagens poéticas de forma despretensiosa, mas marcando a presença fiel das suas sensações, da autenticidade da sua sublime escrita e dos seus dignos sentimentos.
Estes sonetos brotam, límpidos, da torrente dos afetos generosos e incondicionais. Em cada verso encontramos citações que nos ajudam a interpretar pensamentos que recalcamos nos recônditos da nossa alma, porque o poeta, escrevendo o que sente e o que não sente… testemunha vivências celebradas em liturgias soltas, ou preparadas por tanta gente que não é capaz de as expor no papel.
A leitura desde livro: “HERESIA E SENTIMENTOS” põe-nos em sintonia com a verdadeira poesia, aquela que canta e encanta dentro de nós e nos arrebata para universos onde as estrelas cintilam, dando-nos a conhecer a riqueza desta obra que nos conduz à clareza duma escrita onde o autor emana os seus dotes e valores, fala do tempo e dos tempos que traz dentro do seu âmago, dos sonhos que voaram e encontraram guarida e dos outros sonhos cujas asas se desfizeram no espaço da vida, sem que os valores se perdessem.
“ADEUS JUVENTUDE” é um soneto recheado de esperança. Basta meditar neste verso onde o autor nos diz: Há que sorrir em cada despertar. “MÚSICA DIVINA” tem imagens poéticas transcendentes, repletas de amor sublimado na pureza da verdadeira poesia. “NOSSA VIDA” é um soneto forte e intenso, que nos incita a prosseguir a viagem que nos foi destinada, mesmo que o granizo nos atinja o rosto frágil e cansado, por intempéries injustas. “O MEU DIÁRIO” mostra-nos a dor da saudade. Vi-me neste belo soneto que tão bem espelha os anos que passaram e nos marcaram com suas indeléveis marcas.
O prezado leitor vai encantar-se com a leitura deste livro com que Alfredo dos Santos Mendes nos brinda. Nele se encontram frases, versos, sonetos, que adoçam a existência dos nossos dias e nos oferecem valores que dão sentido e coerência aos encontros connosco próprios. Somos levados por sensações, emoções, sentimentos e sonhos utópicos de fantasias irreais, mas que fazem parte das qualidades do nosso imaginário. São poemas que falam com os sorrisos de âmbar e choram com o néctar que cicatriza as emoções mais dolorosas; são poemas com uma linguagem exata e perfeita, onde se reflete a essência do existir, porque são o espelho da grandeza da alma e da generosidade do coração de quem os escreve.
Além de grande poeta, Alfredo dos Santos Mendes, é o grande amigo, que tenho o prazer de ter. Dá-se aos outros de forma incondicional, chegando a esquecer-se dele próprio. É o amigo disponível, mesmo quando não tem tempo. Conto com ele para um diálogo edificante. Dá sem receber. Sente-se nele a doçura da amizade oblativa, que deixa marcas inapagáveis.
Termino este texto dizendo: Obrigada, Alfredo, por nos pôr nas mãos a riqueza dos afetos que eternizam “HERESIA E SENTIMENTOS”

Glória Marreiros

 

 
 

 

Índice

SONETOS

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Pág 2

Pág 3 * Pág 4 * Pág 5 *
A MEIA LARANJA CORAÇÃO AMANTE FRENESI MEU GRITO
A MENTIRA CORTAR O PASSADO HALLOWEEN MINHA DONA
A NAU DEUS QUEIRA HERESIA MINUTOS PERDIDOS
ADEUS JUVENTUDE DIA DO PAI IGUALDADE MÚSICA DIVINA
AGRADECIMENTO DIREITOS HUMANOS ISTO É AMOR NOSSA VIDA
AMAR O PRÓXIMO DIVA MADRE TERESA DE CALCUTÁ O CESTO DA GLÓRIA
CANÇÃO NAVEGANTE FLOR SEM PECADO MÁSCARA O DILEMA

 

 

Pág 6 *

Pág 7 * Pág 8 *
O EMBRIÃO PARA AÍ NÃO VOU SETENTA E NOVE PRIMAVERAS
O GATINHO PERDOAI-LHES SENHOR SILÊNCIO
O MEU DIÁRIO PINTO - AMOR SIM À LIBERDADE
O PALCO DA VIDA PLAGIADORES SONHO OU PESADELO
O PLÁGIO POBRE CORAÇÃO TEUS SEIOS
O RETRATO RITUAL PERIGOSO TRÊS LETRAS
O VERBO AMAR SEM REI NEM ROQUE TU ÉS A POESIA

 

 

MOTES E GLOSAS

( clicar em Pág. x )

Pág 9 *

Pág 10
A ROSA DÚVIDA
BREVIDADE IRONIA
CARIDADE MASCARADA
CEGUEIRA D’AMOR MÚSICA
DIAMANTES NINFA

 

 
Pág 11 *
O FUTURO
O MEU AMIGO ISIDRO
RECORDAÇÕES
SAUDADE
SEGREDO
SONHADORA

 

OUTROS

( clicar em Pág. x )

Pág 12 *

Pág 13 * Pág 14 * Pág 15 *
A CRIANÇA AMBIÇÃO DESMEDIDA EU SOU AQUELE INCENDIÁRIOS
A FAMÍLIA CÂNTICO À VIDA FELICIDADE INGENUIDADE
A JUVENTUDE DEVANEIO FETICHE LÁGRIMAS
A LÁGRIMA DIA DE S. MARTINHO FORTALEZA LOUCURA POLÍTICA
A SAUDADE ERRANTE IMUNIZADOS MÃE TERRA
 

 

Pág 16 *

Pág 17 *
O FESTIM DA BRUXA PALAVRAS
O SAPATINHO PÁSCOA
O SONHO SANTOS POPULARES
OS NAMORADOS SÃO MARTINHO

 

 

 

 

Livro de Visitas