"FENIX"

Coletânea Literária

POESIA

 

 

 

 

 

Amilton Maciel Monteiro

 

 

 

 

 

V

 

 

 

O AMOR

ACIMA DE TUDO


Quatorze Versos


“O amor constitui a principal essência do poeta”.
“Toda poesia deve conter uma mensagem
em defesa do bem-estar da humanidade”;
Silva Barreto (Decálogo do Poeta, I e II)

 

 

 

 

Dados biográficos


Amilton Maciel Monteiro, brasileiro, advogado, casado, pai de três filhos e avô de sete netos, nasceu na cidade paulista de Guaratinguetá e, há mais de cinquenta anos, reside em São José dos Campos. Nesta cidade trabalhou no Banco do Brasil e, depois de aposentado, também colaborou, no CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e na então Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, onde, em 1969, se formou em Ciências Jurídicas e Sociais. Bacharelado e concursado para Juiz do Trabalho,,ministrou aulas de Educação Moral e Cívica no Colégio Estadual Maria Luiza Guimarães Medeiros e, por mais de dez anos, lecionou Teoria do Estado e Direito Constitucional na mencionada Faculdade de Direito, que hoje integra a Univap, Universidade do Vale do Paraíba. Desde o ano de 1968 participa do Movimento das Equipes de Nossa Senhora (ENS). É autor dos livros: “Estágios D´Alma” (poesias), “Cassiano, fragmentos para uma biografia”, “Elementos Históricos da Univap e de seu Berço”, “Vocabulário Bíblico”, “Poesias Recolhidas”, e “Mitos, Fatos & Memórias”, sobre a origem e os primeiros avanços de São José dos Campos. Pertence à União Brasileira de Trovadores – Seção de São José dos Campos.

 

 

 

 

Meus agradecimentos:

- a Deus, por ter-me concedido a graça de uma longa e saudável permanência neste mundo maravilhoso, em que pude ver, admirar e meditar sobre as belas pessoas e ambientes com os quais convivi. E ainda agora me permite divulgar em versos um pouco do que venho aprendendo diariamente;
- à Professora Wilma Pereira Monteiro, minha inspiradora e amada esposa, que fez as primeiras e pacientes correções em meus versos, incentivando-me ainda a prosseguir nessa labuta vocacional e literária;
- à estimada e competente amiga, Lóla Prata, Professora, Escritora e Poeta inspirada e profícua, autora de inúmeros livros de poesia e de contos, inclusive os excelentes “Arrimo”, Dicionário de Rimas, e o “E Eu Sei Fazer Versos?”, indispensáveis auxiliares de todos quantos, como eu, desejam versejar na atualidade, e que tão bondosamente fez meticulosa correção de meus versos, escoimando-os das impurezas de meu modesto linguajar poético;
- e à querida amiga, Trovadora e Poeta, Declamadora e Escritora, ilustre Professora Myrthes Mazza Masiero, que também bondosamente reviu todos os meus poemas, apresentando inúmeras e valiosas sugestões para o aprimoramento estético e artístico do projeto do livro em que finalmente depositei o conjunto poético em questão.
A vocês, o meu mais profundo e sincero muito obrigado,

O Autor
 

 

 

 

Apresentando...

Os poetas têm comparado o soneto a 14 colunas, 14 torres, 14 catedrais, 14 espadas, 14 espinhos, 14 punhais de ouro, 14 gomos, 14 facetas, 14 remos, 14 pulsações, 14 caminhos, “quatorze passos da paixão de Cristo/ por quatorze degraus da perfeição” (Guilherme de Almeida), e “quatorze versos cheios de emoção” (Amilton Maciel Monteiro).
Incrível como essa forma fixa de 2 quartetos mais 2 tercetos, surgida na Idade Média, período-base da literatura ocidental, se projeta pelos séculos afora e ainda subsiste, permanecendo também no Brasil, enquanto aqui, a imensa maioria dos vates prefere a forma livre e solta de criar versos.
Mas o soneto cativou Amilton.
Sabemos que a inspiração brota do êxtase da alma, nasce selvagem, indomável, invasora, apressada. E como prendê-la, organizá-la, dar-lhe disciplina e cadência, submetê-la às normas do idioma e análises do intelecto, escolhendo cada vocábulo para que o eu-lírico torne interessante o pensamento expresso? Trabalho hercúleo do sonetista Amilton que não se serve apenas do imaginário; faz uso do sentimento concreto, do que experimentou e experimenta da realidade de uma vida feliz segundo os parâmetros teológicos. Transparece na clareza de seus versos, satisfazendo os românticos e os amantes da bela escrita; aflora sem subterfúgios como um espelho da personalidade religiosamente bem formada, tendo como resultado a tela de sua alma em 14 versos, uma pintura feita de palavras.

Ide bem alto, alto, e lá no céu profundo,
Dizei ao Criador que eu peço neste mundo,
Amor, Somente o amor do alguém a quem eu amo!


O autor, consciente de que mora ao lado da musa, cioso de sua “iluminação”, grafa a linha central de pensamento, após o que, suponho, deixa descansar em banho-maria; e, algum dia, ao entrar em processo “zen” ou em “transe” ocupacional..., se lhe deparam 14 espinhos a enfrentar, percorrendo em 14 caminhos, as opções de rimas e a rigidez da metrificação, ainda obedecendo a tradição que ordena ao 14º verso, ser o “fecho de ouro”, o que irá surpreender o ledor.


Para te ver sorrir, quadras reviso
E até mudo um soneto já composto.
Ensaio fazer rimas de improviso
Desde que alegrem teu charmoso rosto!


De outras vezes, (soube de fonte segura), entra direto na escrita, pois é como se Alguém lhe ditasse o soneto, dom de Deus, reconhece ele. Caso raro..., verdadeiro privilégio... Nesses casos, a força telúrica libera o conteúdo da imaginação e / ou de uma vivência que foge aos limites de esconderijo interno, de subconsciente... e se revela... como me parece ser o caso seguinte, de tão suave e fluido texto:


Quero jurar-lhe amor por toda a vida,
Mas não um falso amor do “enquanto dure”,
Como expressou alguém de alma ferida.


É um amor verdadeiro, que não morre
E é fiel! Não há o que o desfigure,
Pois tem o Amor-Maior que inda o socorre!

Quem consegue apresentar ao público sua essência poética nas 14 linhas em decassílabos petrarquianos ou dodecassílabos alexandrinos ou não, é um artista de primeira. Merece a admiração e a vênia respeitosa de todos. E o que dizer da cadência e ritmo? Quem já o ouviu batucar o pandeiro, não se espanta; os “paraparãs” e “cathimcumbuns” se imiscuíram entre suas rimas e hemistíquios, e as sílabas métricas se metamorfosearam em sons para os leitores sensíveis se embalarem.
O fato em si, (parafraseando o crítico Murilo Araújo), se secamente expresso, não comove nem impressiona, é morto. Portanto, se Amilton escrevesse: “desejo que as aves cantem por mim” não seria tão especial, mas quando ele escreve:


Aves! Cantai por mim que não possuo lira!


Eis a poesia na imagem metafórica. Tal artifício literário consagra o artista da pena. A metáfora para Aristóteles, abordada em A Arte Retórica e a Arte Poética, é um “vocábulo ornamental”, característica de um “rico engenho”. No caso, a lira conferiu nobre estilo ao verso de Amilton.
Muito honrada por fazer a apresentação de “O AMOR ACIMA DE TUDO” – Quatorze Versos, termino com as palavras de Silva Barreto; “a simplicidade e a profundidade constituem a grandeza de um poema”. Essas qualidades sobram na lavra desse especial amigo poeta Amilton Maciel Monteiro, que nos presenteia uma coletânea de primeira linha.

Lóla Prata
Janeiro de 2013

 

 

 

 

SOBRE O POETA AMILTON MACIEL

Gosto de citar a bela frase da escritora S. Duboc:
"Quem escreve um livro constrói um castelo, quem o lê passa a habitá-lo".
Amilton Maciel construiu um majestoso castelo, alicerçado na fé e no amor de Deus. Eu, passei a habitar essa misteriosa construção do poeta, desde que iniciei a leitura de seus preciosos versos, espalhados pelos inúmeros cômodos dessa engenhosa arquitetura. Percorri com enlevo os extensos corredores secretos e galerias do castelo de Amilton. Enveredei por diversos cômodos bem iluminados, tropeçando em metáforas, em belas passagens do Evangelho, em figuras de linguagem construídas com maestria, em versos plenos de amor e devoção... Posso garantir que valeu a pena!


"El poeta nace, es verdad, pero una vez nacido, se hace"!


Amilton é poeta, nasceu poeta! É um grande privilégio poder conhecer sua poética forte, poderosa e colecionar as pérolas que ele deixa pelos caminhos!
Revela-nos seu genuíno ofício poético, numa linguagem escorreita, lírica, romântica, derramando, com sutilezas, suas emoções e sua grande religiosidade.
A poesia é a "mais bela forma de ressoar"... E o poeta Amilton "ressoa" cristalinamente, desnudando-nos sua alma sensível, fazendo aflorar seu Eu Lírico, criativo, espirituoso, ora, a brincar com as palavras, ora, a mastigar lembranças e saudades... Seus versos têm conteúdo, são saborosos, ritmados e musicais! No castelo de Amilton há música suave, vozes angelicais, badalejar de sinos, canto de pássaros, serestas, luzes e sombras, magia...
JOHAN HUISINGA, nos ensina que a poesia, ainda, "continua sendo o meio de expressão mais natural para as coisas mais elevadas". O grande poeta mexicano JOSÉ GOROSTIZA , escreveu em 1964, que:

"La poesia es una investigación de ciertas esencias--el amor, la vida, la muerte, Dios-- O poeta Amilton, fala-nos especialmente sobre essas "coisas mais elevadas", que são "as ciertas esencias " da vida!


Para SARTRE, "escrever é aumentar de uma pérola o colar das musas" ..."atrair sobre os homens as bênçãos do céu". Asim, fazemos votos para que Amilton Maciel Monteiro, esse artista da palavra, esse poeta iluminado, lúcido, de espírito atilado, de inteligência brilhante, com seu radar sensibilíssimo e sempre plugado, possa continuar a vasculhar o âmago da alma humana para brindar o mundo com muitas e muitas PÉROLAS e atrair sobre todos nós, as bênçãos de Deus!

PARABÉNS, GRANDE CONSTRUTOR DE CASTELOS!

Myrthes Mazza Masiero,
* Pedagoga, poeta e declamadora;
* Da UBT ( União Brasileira de Trovadores)-
Seção de S. J. dos Campos;
* Membro da ALL (Academia de Letras de Lorena)
* Membro da AJL (Academia Joseense de Letras).

 

 

 

 
 
 
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