"FENIX"

Colectânea de Poesia

 

 

Poesia

Pág. 4 de 5 Pág.s

 



 

 

AS FLORES E AS BORBOLETAS

Antônio Paiva Rodrigues


A vida é bela, a rosa amarela.
A alma é sutil, eterna e bela.
A vida é dom divino do Criador,
Que nos enche de alegrias e amor.
Nos espinhos vem à dor e a flor,
Os acúleos das dores são oferendas.
O espinho por mais rude, mais cruel.
Metamoforseia-se em flores divinas,
Que brilha e embeleza em cada esquina,
De divina e bela é tocada de luz e mel.

As borboletas por encanto e sedução,
Encantam-se, beijam e sugam seu néctar.
Nos polens levam a semente reprodutora.
De uma nova vida em encantamento,
A luz do universo a fortalece e imanta.
A oferenda das borboletas a outras plantas.
Para a divindade transformar em vida nova,
Os polens benditos que geram novas vidas.
É a natureza em flor vencendo as amarguras.

Enchendo nossos corações de vida e venturas.
Delas tiramos os buquês que tem um destino,
Um coração em desatino, repleto de bondade.
De amor e caridade sem espinhos da ingratidão,
É o coração que amo, adoro, é meu viver purificado.
Extasiado pulsa em contraponto e borbulha em amor.
As flores perfumadas têm destino a minha amada,
Que as recebê-las alegra-se como a passarada,
E um beijo descomunal agradece a sensação do querer,
Que dedico ao meu bem-querer, o amor mais puro.
Sensível afável, deslumbrante que transforma o meu viver.

Antônio Paiva Rodrigues

 



DEUS É TUDO.

Antônio Paiva Rodrigues


É mostrar como Nele chegar.
Não duvide! Não duvide! É sublime caminhar
Antes observe as suas próprias obras, aflorar;
 
Deus é tudo. Fora Dele não se concebe desatinar.
Deus é o mundo e Nele há muitas moradas, ninguém

pode duvidar.
Teu peito é sublime se estiver para Cristo para adorar
 
Não duvide da força do Pai e do Nosso Senhor
Porque teu peito é maior que o próprio corpo.
Se teus pequenos olhos não puderem enxergar,
Ainda assim teu peito saberá,
Basta em Jesus, o Cristo, o coração ficar.
 
A verdade consola e veio em espírito.
Por um minuto escute as batidas em teu peito
E talvez as palavras em um João façam algum sentido
Quando leres o catorze aquilo que haveria de ser feito
Depois do Senhor erguido no madeiro.

Antônio Paiva Rodrigues   

 

  
   

ESPERANÇA

Antônio Paiva Rodrigues



   
No véu da esperança
    Vem a lembrança
    Dos sonhos renhidos
    Dos dilemas esquecidos
    Que me fazem sofrer
    Da guarda constante
    Do futuro brilhante
    Que pretendo ter.
    Em constante delírio
    Vi o rastilho
    De fé e esperanças
    Das belas lembranças
    Da vil esperança,
    Esvair-se no ar.
    Minha sina é o mundo
    Não sou moribundo
    Nem vagabundo
    Desejo brilhar
    Nos olhos marejados
    Gotas douradas
    Regentes do bem
    Vou mais além
    Sem desdém,
    Quero alcançar
    No futuro chegar
    Com força e ternura
    Sem freios e frescuras
    A soberba alegria
    Que um dia batia
    Em minha porta eu não via
    O caminho da glória,
    De outras glórias,
    Ser não podia ser,
    E sim saber
    Jamais pensei alcançar
    A glória literária,
    Multifária,
    De belezas buriladas
    Na verve encarnada,
    No viço da vida
    De um ser tão querido
    Sem cangas e opressões
    Não vejo senões,
    Nem alaridos,
    Quero o partido
    Dos poetas esquecidos,
    Tangidos pela insensatez
    Mas, sempre lembrados.
    Nos sonhos dourados
    De uma bela altivez.
    Nos noites de festas,
    Nas lindas serestas
    Do mundo a brilhar
    Afinal, vem o futuro.
   
Que desejei alcançar.

Antônio Paiva Rodrigues

 

 
 

ESTRANHOS DESTINOS

Antônio Paiva Rodrigues



Alma fraterna, singela de donzela.
Bela, excêntrica, altiva e carinhosa,
Do coração emana amor em aquarela,
Num vislumbrar de uma seiva saborosa.
Oh! Bela criatura que nos alegra e seduz,
Carinhos, desejos, ternuras te propus.
Alvitrei por carinhos reluzentes e aparentes,
No esplendor do mundo dos amantes.
Delirante desejo anseios quis ofertar,
Na mais simples introspecção do despertar.
 

Nos momentos calorosos e desejos de amar.
Oh! Donzela bela, estonteante e descomunal.
De recheios belos balizados em tom carnal,
Transforma a visão dos apaixonados em soberba.
Levando riquezas em profusão sem asperezas,
Na terra esbanja beleza guarda tesouros no peito.
A inteligência se alteia em melodias de amor,
No peito esbanja beleza nos corações emoções,
Sem senões aguarda a noite inteira, para brilhar.
De calor ardoroso se reveste como nobre.
Para abrigar meus sentimentos de um coração pobre,
Enchendo de prazer e amor para transfusão.
De um coração ao outro em tom de imensidão,
A imantação do corpo pelo outro a pulsar de energias.
No orgasmo celeste do amor carnal em extasia,
De uma donzela amada, querida e meiga em demasia.

Antônio Paiva Rodrigues   

 

 

LOUCURAS DE AMOR

Antônio Paiva Rodrigues


Ele afirma não ser poeta, mas...

Li no teu semblante
Uma mensagem oculta.
Terna doce e refrescante
Pensei, cá com meus botões
Será que ela esqueceu os senões
Dos prazeres, alegrias e sensações
Que fizerem palpitar nossos corações.

Poetas vivenciam...

A nossa vida é assim: Cheia de virtudes, defeitos e trejeitos
Não esqueçamos jamais, como sofre um coração no peito
De quem ama sem preconceitos, puro como o ar rarefeito.
Que se encontra nas mais altas montanhas, do orbe perfeito sem rejeito. Amar e ser amado, uma arte criada pelo Senhor sem defeitos... Que desprezamos, por ciúme ou despeito e por sermos imperfeitos. Mas a saudade e o aconchego nos deliciam com um amor perfeito.

Poetas não temem...

Sublime, eterna, gloriosa, bela, inteligente e graciosa, amo-te!
Sem ter medo de ser feliz, onde miro te vejo, desejo-te profundamente. Dia e noite sou feliz, mas sem tua presença, pareço uma grande cicatriz. Perturba, machuca, dilacera, dói em minha alma, sinto-me infeliz de longe ao se aproximar, coração a palpitar, desejo te beijar toda fagueira, faceira, semblante a brilhar, pensa é hora de amar.

Poetas amam e sentem...


Amar desesperadamente entre gemidos, sensações e beijos ardentes
Sugar nossas forças com um magnetismo imanente, nossos olhos brilham reluzentes. Pedindo mais carícias, nossos corpos entram em êxtase, e uma sensação nos faz cerrar os dentes é o orgasmo, o prazer, que só o amor proporciona a gente que ama a gente.

Antônio Paiva Rodrigues

 

Livro de Visitas