COLECTÂNEA LITERÁRIA

POESIA

 

 

Ary Franco

 

 

Yves-Gagné

 


 

ARY MENDES FRANCO é natural da cidade do Rio de Janeiro, nasceu em 25 de novembro de 1933 e reside atualmente no município fluminense de Miguel Pereira. Teve um único emprego na vida, na empresa "The Yorkshire Ins. Co. Ltd.", do ramo de seguros, onde começou como "office-boy", em 01/05/1949 (com 16 anos incompletos, portanto) e ali permaneceu até os 60 anos, quando já ocupava o cargo de Superintendente do Grupo.

Frequentando cursos noturnos e sempre levando a sério os estudos, tornou-se bacharel em Letras. Na vida profissional de único emprego, antes de atingir a Superintendência (com sede no Rio de Janeiro) foi Chefe de Seção (no Rio) e Gerente da Sucursal de Belo Horizonte. Diz que é um compulsivo "devorador" de livros e até hoje, com 79 anos bem vividos, tem sempre um deles em sua mesinha de cabeceira. O gosto pela leitura fez do leitor contumaz um poeta de reconhecidos predicados. Ary Franco gosta de escrever e ler poesias e, nesta área, considera-se um autodidata.

Ary Franco (O Poeta Descalço)

 

 

PENSAMENTO
 
NAS PÁGINAS DO TEMPO
Ary Franco (O Poeta Descalço)

Nas páginas do tempo, sempre procurei escrever minha vida à tinta, com letras fortes e sem rasuras. Jamais usei o lápis, tendo ao lado uma borracha.
Esquivando-me de perder tempo com passadas impensadas dadas à frente, obrigando-me a recuos, evitei terrenos alagadiços e sempre procurei terra firme para seguir meu caminhar com o queixo paralelo ao chão.
Nunca virei uma página no livro da minha vida, sem antes meditar sobre o que nela deixei escrito.
Nas primeiras páginas está minha infância querida. Nas seguintes, minha juventude na puberdade vivida. Nas atuais, procuro escrever um honrado presente. Nas últimas, estará meu futuro que a Deus pertence.
A derradeira deverá ficar em branco. Mas nesse branco que não poderei escrever com mãos já trêmulas, exaurido, lá estarão implícitas palavras à tinta, sem rasuras, sem arrependimentos, para quem as souber ler com os olhos do coração!

Ary Franco (O Poeta Descalço)

 índice

(clique no nº de: "Pág."  ou na: "")

Pág. 2 Pág. 3 Pág. 4 Pág. 5
A ROSA ENGANADA ACERCATE MAS ÀS VEZES CONTINUO QUERENDO
A VOLTA DO PESCADOR AMOR À SEGUNDA VISTA CAMINHOS DO DESAMOR CORAÇÃO COMBALIDO
ABDUÇÃO AMOR X PAIXÃO CARTAS RASGADAS CORRA PRA MIM
ABRAÇA-ME AO APAGAR DO INVERNO CHEGA... CANSEI CRISTAIS
ABUNDÂNCIA AS ROSAS NÃO FALAM MAS CONSOLAM CONTIGO NA DISTÂNCIA DANÇANDO ÀS CEGAS

Pág. 6 Pág. 7 Pág. 8 Pág. 9
DANÇANDO E AMANDO DEVOLVA-ME FASCINAÇÃO IMPOSSÍVEL
DANÇANDO NA PRAÇA DOMADOR DE SENTIMENTOS FAZENDO POESIA INCONTIDA E INSENSATA PAIXÃO
DESABAFO PÓS-MORTE ENSAIO DE UMA CONQUISTA FONTES DE MINHA INSPIRAÇÃO INVERNO
DESAVENÇAS ESPERANDO POR ELA GRAMÁTICA DO AMOR IRREVERSÍVEL ADEUS
DEVANEIOS DE UM INSONE EU COM 19 ANOS DE IDADE IMPOSSÍVEL ESQUECER-TE JÁ VOU INDO

Pág. 10 Pág. 11 Pág. 12 Pág. 13
LÁ VAI ELE MARIA-SEM-VERGONHA MINHA NAMORADA NÃO TE AFASTES DE MIM
LÁGRIMAS MEA CULPA MINHA VELHA, MEU AMOR NÃO TE ESQUEÇAS DE MIM
LEVA-ME RIO MEU ANTIGO AMOR MINHAS MÃOS NOITE CHUVOSA
LOUCO MEU INDOMÁVEL CORAÇÃO NADA A POETAR NOSSA LUA, MEU LUAR
MARIA NINGUÉM MEU JARDIM - MEU ÉDEN NÃO FOI POSSÍVEL O DURO ADEUS

Pág. 14 Pág. 15 Pág. 16 Pág. 17
O MELHOR DOS LUGARES PACTO QUEBRADO PRINCIPIO DO OCASO QUERO
OH PASSADO! POR QUE NÃO VOLTAS? PAIXÃO FATAL QUADRINHAS POÉTICAS QUERO-TE, AGORA
OLOR DE AMOR PÁSSAROS NÃO CHORAM QUANDO ME FOR QUO VADIS
ONDE ESTÃO MINHAS FLORES POETA NÃO TEM IDADE QUEM SOU EU RECEITA DA FELICIDADE
ONDE VOCÊ ESTIVER POETAS SÃO IMORTAIS QUERIDA AMADA REDENÇÃO, AINDA QUE TARDE

Pág. 18 Pág. 19 Pág. 20 Pág. 21
RESSURREIÇÃO SE EU FOSSE POETA SUBLIMES SEMENTES TUA AUSÊNCIA
RESSUSCITADO SÓ ME RESTOU SONHAR TEUS OLHOS TUA PARTIDA
ROSA VERMELHA SOB O GUARDA-CHUVA TRAGÉDIA EM SANTA MARIA UMA ESPERANÇA NA DECEPÇÃO
RUGAS E RUSGAS SONHANDO ACORDADO TRISTE CARNAVAL VELHOS TEMPOS
SAUDADE SONHO DE UM PASSARINHO TRISTE DIA VEM

Pág. 22
VIAJOR
VÔ VOLTÁ PRU MEU SERTÃO
VOLTA...
VOLÚPIA
VULNERÁVEL