"FÉNIX"

Colectânea Literária

POESIA

 

 

 
 

MATERIAL VULCÂNICO

Ligi@Tomarchio®


Montanha quase inerte
rompe fronteiras internas
arrastando para si
desejos.

Imóvel agora
pode ser observado
calado
em sua redoma.

Envolve ígneo
olhares distantes
atentos ao vento
resfriando lágrimas.

Voragem perdida
derrama sobre si
o magma logo estancado
saciado.

 
Ligi@Tomarchio
 
 

 
 

NATAL

Ligi@Tomarchio®


Natal...
Natividade ativa
viva entre nós
mortais que somos
cruéis realizadores de sonhos
menestréis de amor e fraternidade.

Por que ceifar de alguns
a fome de sonhar
utopia banal, real
dos abastados comedores de mentes
semente do mal
banal?

Não, é Natal!

Vejam as telas soberbas das ceias
carnes, frutas, bebidas virtuais...
Corações e mentes decepadas
sem alegria ou fome...

Sim, é banal!

E não me diga que poeta é louco!
Demente é a humanidade sem coração
mentes dessecadas
onde as partes não se vêem
fecham os olhos para as banalidades
dos que choram
a falta
a ausência de irmandade...

Eles,
vorazes se consomem...

 
Ligi@Tomarchio
 
 

 
 

ANO NOVO

Ligi@Tomarchio®


Ano novo, novo ano...
Renovados sentimentos
a alma, o ser
clamados pelos bons ventos...

A promessa é de paz
vontade de libertar
a bondade hibernada
pelas águas a singrar
qual enxurrada de amor
num show pirotécnico
ao som dos tambores
rumor de uma nova era.

Regenera corações cruéis
lapida seres impuros
expurga todo mal
nas brancas brumas do tempo
num alento para a nova vida!

 
Ligi@Tomarchio
 
 

 
 

VENTOS

Ligi@Tomarchio®


Doces ventos segredam seus rumos
à princesa atenta aos sussurros.
Clarividência é privilégio dos deuses.
Do alto castelo ela pressente o caos.

Não pode mudar o destino
dos súditos, mundo, universo...
Coração em prantos e alquebrado
cora diante da visão dantesca!

Ao redor do castelo, soldados em forma,
aguardam a ordem para glória!
Não há orgulho em seu semblante
tão pouco alegria!

Deixa a mão acenar ao vento
com o olhar fixo no horizonte...
Perdeu-se em seus delírios...
Não há mais príncipe ou trono
apenas as grades da janela!

 
Ligi@Tomarchio
 
 

 
 

O QUE RESTOU DE MIM

Ligi@Tomarchio®


Gosto de amor inacabado
desvarios intensos
seu olhar vago
sufocador perfume
das flores do jardim...

Orvalho daquela flor
esquecida dor
palavra não pronunciada
todos compassos da nossa música
descompassados suspiros meus...

Calado coração
luar, compaixão de Deus
fogos de artifício, artificiais
sentido sem nexo, desconectado...
Apenas virtuais esperanças vãs.

 
Ligi@Tomarchio
 
 

 
 

O RESSURGIR DA SEMENTE

Ligi@Tomarchio®


O ressurgir da "Semente" de Deus
nos deixou uma lavoura de sabedoria.
Restam a nós, seus servos e filhos,
continuar a semear e a plantar.

A Páscoa é símbolo de fertilidade.
Cuidemos da lavoura...
Adubando com amor, paz, luz...
Plantando todos os dias
mudas de amizade e humildade!

Em solo tratado com amor e carinho
não nascem ervas daninhas.
Com compreensão e positivismo
não há pragas que resistam.

Cuidemos para que a "Semente"
continue seu caminho.
Que não seja em vão
o grande trabalho dos Discípulos
que sabiamente conduziram as sementes
espalhando sabedoria pela humanidade.
E não seremos nós a interromper
o curso natural desse feito!

Agora, nesse dia tão comemorado,
explorado comercialmente, oremos.
Por todos e para todos!
Que a paz nos una.
E a "Semente"
continue a ser disseminada
no coração de cada um
com muita fé e esperança...

Só assim poderemos ter paz no mundo
e alegria no coração...

 
Ligi@Tomarchio
 
 

 
 

O MURO

Ligi@Tomarchio®


Desvarios intensos
rumando carinhosos
vislumbram poesia
onde há crueldade.

Mata, não sente
engana e esmola
pedaços do céu
restos de amor.

Hão de nascer
grandes filósofos
que venham abrir janelas
do passado ausente.

Descrentes deverão partir
muros ergueremos
jamais retornem
vãos pichadores de sentimentos.

 
Ligi@Tomarchio
 
 

 

 

 

 
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