"FÉNIX"

Colectânea Literária

POESIA

 

 

MONGIARDIM SARAIVA

 

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" O AMOR É A ESSÊNCIA DA VIDA "

Mongiardim Saraiva

 
 
 

 

BIOGRAFIA

Autor: António Carlos Mongiardim Gomes Saraiva
Pseudónimo: mongiardimsaraiva

Português, nascido em Lisboa no ano de 1957.
Residente no Brasil, desde 1995.
Professor e Tradutor da Língua Francesa.
Artista Plástico e Escritor.

Cidade: Mogi das Cruzes - São Paulo – Brasil


Publicações:
Entre o Céu e a Terra (Poesias, Crónicas e Pensamentos)
Uma Dieta Quânt
ica (Ensaio)
Imagens Escritas (Poemas e Imagens)
)

Entre o Céu e a Terra

Uma Dieta Quântica

Imagens Escritas


Sites:
http://meujardimpoetico.blogspot.com.br/
http://planetarioterra.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/mongiardimsaraiva

 
 
 

 

BIOGRAFIA DO AUTOR

por

Oscar D'Ambrosio *


As paisagens mentais
O mestre espanhol Pablo Picasso já alertava que "A arte torna-se uma mentira que nos faz ver a realidade". Em poucos casos a máxima é tão verdadeira quanto na pintura do português Carlos Saraiva. Em suas telas, a realidade é apenas o ponto de partida para uma distorção pictórica e visual que obriga o fruidor a ver o mundo circundante com novos olhos.
Nesse processo, quando o observador tira os olhos da tela, percebe que a fatia que consegue captar do mundo é ínfima. Apenas ampliando seus sentidos, como ocorre por meio da arte, ele consegue captar filigranas de sonho e de fantasia num mundo que tantas vezes se revela árduo e intransponível à sensibilidade e à inteligência.
Nascido em Lisboa, Portugal, em 9 de setembro de 1957, Saraiva, filho de um oficial do exército português, viajou pelas províncias ultramarinas lusas, até o falecimento do pai, em 1967. Acumulou assim passagens de três anos na Índia e cinco anos em Angola, além de períodos passados no Egito, Guiné Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Saraiva viajou ainda pelos Estados Unidos, Finlândia, Espanha, França, Itália e Tunísia, acumulando um amplo repertório. Embora demonstrasse talento para o desenho, ele confessa que nunca pensou em ser artista plástico. Talvez por isso, sua carreira começou apenas, em 1982, em Portugal.
Oito anos depois, casou-se com uma brasileira, passando a morar no Brasil, em Mogi das Cruzes, SP, definitivamente, a partir de 1995. Paralelamente ao seu trabalho com as tintas, Saraiva é professor de artes marciais (Karate-do). "Ele é minha filosofia de vida. Procuro nele o equilíbrio e a energia necessárias para toda a minha conduta e minha carreira artística, principalmente no que diz respeito à criatividade", afirma.
Nas primeiras exposições, quando o artista apresentava um trabalho mais figurativo e com grande apelo a questões ligadas à natureza, ele teve como maior incentivador o dramaturgo e romancista português Romeu Correia, que escreveu: "O verde e o castanho escuro estão sempre presentes em sua obra, lembrando o afeto pelo reino vegetal e pela terra-mãe."
Correia define Saraiva como "criador de paisagens mais mentais que observadas". A afirmação permanece atual, embora o artista realiza hoje um trabalho mais conceitual, enraizado e vivido pelas experiências pessoais, geralmente levadas à tela em pinceladas gestuais e rápidas. "São descargas emanadas em momentos aleatórios. Não há projetos pré-definidos e a fluidez dos traços é orientada para uma conclusão através de estímulos", diz. "À medida que vou pintando, componho as cores e traços, procurando uma harmonia satisfatória."
O próprio Saraiva relaciona seus pincéis com outras artes, como as partituras. "Presumo que esse processo seja semelhante ao vivido por aquele que compõe música", declara. E também com a literatura: "Depois de concluir a obra, faço uma releitura do trabalho e quase sempre escrevo algo sobre o que fiz."
Brota de todo esse compromisso artístico com a qualidade, a beleza e a expressão um estilo contemporâneo, que Saraiva chama de "expressionismo gestual (abstrato figurativo e puro)", que tem como objetivo primordial a simplificação do real em busca de elementos essenciais. Fixa-se assim uma postura crítica em relação ao real, que rejeita qualquer simplismo.
O próprio Saraiva reconhece três etapas de seu trabalho. Inicialmente, figurativo e preciso, com recurso à cópia, passou para uma representação da natureza, com realce à cor e ao movimento e ênfase ao traçado e as técnicas. Atualmente, o traço do artista, mais solto e espontâneo, permite captar flashes das vivências e ocorrências mais marcantes, além de permitir um maior processo de pesquisa e experimentação.
O segredo da arte de Saraiva está em seu poder de acrescentar sempre algo à imagem ou ao sentimento que é o ponto de partida de seu trabalho. Nesse processo, deixa-se de lado aquilo que é facilmente percebido num primeiro momento. Busca-se um mergulho no cotidiano das pessoas e, para isso, para gerar uma interação, torna-se indispensável, oferecer um algo a mais.
Um exemplo é a tela Nostalgia, que recebeu o Troféu Lúcio Bittencourt 2000 pela Sociedade de Cultura Latina no Brasil. O céu, em amarelo, com um sol pujante, as montanhas em verde salpicado de marrom e os traços das três cores, que sugerem a existência de uma cidade com algumas áreas arborizadas, compõem uma imagem original de uma paisagem, obrigando o espectador a refletir sobre aquilo que vê.
O quadro, exibido na Bienal do Alto Tietê, realizada no Memorial do Alto Tietê, em 2001, evento que reuniu artistas de cidades como Mogi das Cruzes, Suzano, Guararema, Arujá, Ferraz de Vasconcelos e Poá, revela o talento de Saraiva em tornar imagens aparentemente simples e econômicas em densas reflexões sobre o ser/ parecer.
A naturalidade presente nas telas de Saraiva corresponde ao ideal picassiano de transportar o observador de artes plásticas a novas paragens por intermédio de imagens. Para o artista português, o chamado real e as suas emoções são o mote de um mundo bem mais importante que se esconde entre as aparências.
Cada quadro é uma paisagem mental que gera novas dimensões de análise. O que está na tela não é o referente concreto, mas o ultrapassa. Ver o mundo pelos traços de Saraiva é, portanto, mergulhar numa nova realidade. Suas cores e formas apontam sempre para outra coisa, para a porta entreaberta, para os grãos de areia que escapam entre os vãos dos dedos. Apontam assim para o intangível e tocam na essência de cada um de nós.

Oscar D'Ambrosio

 * Oscar D’Ambrosio é jornalista, crítico de arte e autor de Os pincéis de Deus: vida e obra do pintor naïf Waldomiro de Deus (Editora UNESP).

 
 
 

 

NOTA DO AUTOR:
(Agradecimento)


Sempre gostei muito de ler e de escrever.
Esta oportunidade, surgiu de uma forma muito interessante e oportuna, já que nos últimos anos tenho me dedicado bastante à escrita, naquilo que considero ser um excelente canal de comunicação, comigo próprio e com os outros.
A poesia, talvez seja a expressão mais íntima e intensa que encontrei para exprimir sentimentos e estados de espírito.
Acredito que tudo o que escrevi seja um produto derivado das minhas experimentações, observações e maturidade adquirida através da vida que construí.
Creio também que durante todas essas etapas, muitos ciclos foram criados, vividos, explorados e fechados para sempre de uma forma natural, deixando um rasto de sabedoria e intensidade.
A proposta desta Colectânea Individual é reunir aproximadamente 100 trabalhos em poesia (escritos entre 1995 e 2014) e representativos de todo o meu percurso de vida, até 2014. A ordem cronológica da apresentação, segue a partir dos poemas mais antigos, até aos mais modernos (contemporâneos).
Desejo agradecer e enaltecer esta bela oportunidade que não teria sido possível acontecer, não fosse o trabalho e a ajuda de dois amigos que me honraram com o seu prestígio e dedicação.
São eles, os escritores; Carmo Vasconcelos e Henrique Lacerda Ramalho, aos quais eu dedico esta colectânea e agradeço de todo o coração.
 

mongiardimsaraiva

 
 

 

ÍNDICE

(clique no nº da página)

PÁG.2

  PÁG.3   PÁG.4   PÁG.5
RENOVAÇÃO   DOCE MISTÉRIO   RECANTO DAS LETRAS  

O ENCONTRO DO MAR

TRISTEZA E SOLIDÃO   CELEBRAÇÃO   MEMÓRIAS  

GANGORRA

MAR DE LUZ   METRÓPOLE   UMA BELA ILUSÃO   ASAS DE UM SONHO
ESPERANÇA E FÉ  

VIAGEM

  AS MARÉS   O CASAMENTO DA LUA
NOSTALGIA   NOSSAS VIDAS  

LUSITANO

  TITANIC
 
 

PÁG.6

  PÁG.7   PÁG.8   PÁG.9

HAJA CORAÇÃO

 

CONCHA VAZIA

 

O INVERNO

  MIRAGEM
NO MEIO DO NADA   NÉVOA  

VERSOS SUAVES

  MARGENS PLÁCIDAS
LÁGRIMAS DO MEU FADO  

SER ALADO

  IDEIAS E AMEIAS   O OUTRO

DECLÍNIO

  PENSANTE   CONEXÃO   OS PEIXES

QUIMERA

  MAR SAUDOSO  

ESSA ÁGUA QUE CORRE

  POETAR
 
 

PÁG.10

  PÁG.11   PÁG.12   PÁG.13

AS PEDRAS DO RIO

  A TRÉGUA  

UMA PENA SEM PENA

  O VÉU
LAÇOS   O CÉU DA MINHA RUA  

A SERPENTE

  UMA GAIVOTA
CRUA ESSÊNCIA   ASAS DO NORTE   ÁFRICA   ENCONTRO
A FALA DO MEU SER  

SONHEI CONTIGO

  SINTONIA   CALMARIA
TÚMULO VAZIO   SOBREVIVÊNCIA   O AMOR   SOU DO PÓ
 
 

PÁG.14

  PÁG.15   PÁG.16   PÁG.17

OLHO NO OLHO

  A PESCA   O NOSSO CAIS   TERRA NUA, CASTA E CEGA

CONECTADOS E ILHADOS

  TRANSCENDENTAL  

UMA OUTRA FALA

  ALTERNÂNCIAS
O MEU ALTAR   BREVE ENCONTRO   O MILAGRE   HOMEM AO MAR

A MINHA CARNE

  PALAVRAS SEM FREIO  

ENTRELINHAS

  POEMA DO VAZIO
SEM NEXO   CAMPO DE TRIGO   FLOR DO CERRADO   O CURSO DO RIO
 
 

PÁG.18

  PÁG.19   PÁG.20   PÁG.21
UM BEIJO NA REALIDADE   A PASSAGEM   ENTREGA   O RISO DAS CONCHAS
CONSTRUÇÃO   AS FASES DA LUA   USINA POÉTICA   TEATRALIZAÇÃO
LÁGRIMAS SUSPENSAS   ODE AO SILÊNCIO   SENTINELA ALERTA   O BEIJO DA INCERTEZA
O CASULO   A CROSTA DAS MÁGOAS   A CARNE   ESPAÇO EM BRANCO

A GRANDE MÓ

  ENTRE QUATRO PAREDES   TRANSPARÊNCIAS  

PERMANECE ENTRE NÓS

 
 
 

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