COLECTÂNEA LITERÁRIA

POESIA e PROSA

 

 

Maura Soares

 

 

Richard S Johnson

 


 

MEU PERFIL


Nasci na cidade de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, em 07 de janeiro de 1943, terceira de uma família de 10 filhos (seis homens e quatro mulheres). Nasci numa casa alugada pela família, no centro da Ilha de Santa Catarina, à rua General Bittencourt, 24, casa geminada com a de número 22, onde morava a família Silva Furtado, também uma grande prole.
Meu pai era operário da luz e força, empresa estatal – CELESC – e minha mãe, que na sua juventude deu aulas no interior do município onde nascera, Anitápolis, ao casar, cuidou da imensa prole e, também, costurava para a família, pois a vida sempre foi muito difícil.
Todos os dez filhos estudaram em escola pública, formando-se em Faculdade. Somente um não concluiu o curso superior preferindo trabalhar em um Banco. Assim, a família Soares teve 3 Advogados (uma também com Administração), 1 Assistente Social e Filósofa, 1 Professora de Artes e Artista Plástica; 1 Licenciada em Letras(Português e Inglês) e Pedagogia(Supervisão Escolar)(eu); 1 Cirurgião Dentista; 1 Médico Cirurgião Pediatra; 1 Professor de Educação Física e 1 Bancário.
Segui minha vida profissional com o primeiro emprego numa firma de produtos farmacêuticos; depois de 8 anos fiz teste na empresa estatal que estava encampando a empresa telefônica, e lá fiquei por 4 anos. Daí passei à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e outras do Estado até que fui para o Conselho Estadual de Cultura exercendo a função de Secretária das Câmaras, por 8 anos. Exerci a função (por concurso público) de Supervisora Escolar e fui presidente em duas gestões da Associação de Classe. Nessa época comecei a escrever para teatro, sobretudo o infantil. Possuo 30 peças teatrais, das quais 15 já foram encenadas.
Trabalhei em teatro pelo Grupo Armação (fui uma das fundadoras), mas nos bastidores, pois minha irmã Zeula é que era a atriz da família, cuja sobrinha Marina está seguindo seus passos.
Tive um filho, João Guilherme, que completa em 2013, 30 anos. Formado em Cinema e Vídeo.
As artes estão presentes na família: meu pai tocava violão; dois irmãos também; a irmã mais velha cantou mais de 40 anos em Coral, e a caçula está atualmente participando de coral; uma irmã atriz e diretora teatral, outra artista plástica; meu filho toca guitarra e canta. Enfim, uma família com veia artística, herança do lado paterno.
E assim pautei minha vida. Desde 15-16 anos comecei a rabiscar poesia, pequenos contos e crônicas, elucubrando amores, pela timidez sempre imaginando finais felizes nos meus romances. Leitora assídua, adquiri muitas obras, ganhei muitos livros e muitos doei para formar bibliotecas.
Atualmente, desde o ano 2000, sou presidente do Grupo de Poetas Livres; edito uma revista Ventos do Sul e o Grupo está lançando nos seus 15 anos a 7ª. Antologia Poética, mas possui duas mini-antologias e uma Antologia de Contos e Crônicas. Ao todo, dez publicações e a revista vai para o número 40.
E agora tenho a satisfação em mostrar o pouco que faço por inspiração para o público leitor da nossa amada Carmo Vasconcelos que me convidou para mostrar as minhas garatujas.
Nas páginas seguintes algo do meu c
oração, dos momentos de dor, de amor, de alegria e de prazer.

Maura Soares
http://www.lachascona.blogspot.pt

 

PIANISSIMO
Maura Soares


O som do piano
se espalha na noite
vazia, soturna...
O artista, solitário,
dedilha a última sonata
antes que a noite acorde.
Seus dedos correm pelo teclado e,
entre as brancas e pretas,
o som invade a obscuridade.
Ao longe, alguém abre a janela.
O som penetra no quarto
invadindo a privacidade de,
quem sabe, outro solitário ser.
O som do piano
se espalha pela madrugada...
Agora em um acalanto
esperando o clarear do dia.
Nos dedos ágeis do pianista
o som do lamento,
quem sabe de dor,
quem sab
e de amor...

Aos 29 de maio de 1999, 23.57h
Maura Soares

 

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ERRANTE UM OLHAR ALÉM DA PAISAGEM JÁ VAI LONGE... PSIU...SILÊNCIO

CANÇÃO

QUANTAS VEZES...NO ENTANTO MELANCOLIA TODOS SORRIRAM
ENTRA SEM BATER – V

MENSAGENS

DE REPENTE, NO ÚLTIMO VERÃO O MARINHEIRO
CONSIDERAÇÕES SOBRE O DIA DO POETA AO TE DIZER ADEUS A POESIA NÃO MORRE... ANTES...
COTIDIANO OUTROS CARNAVAIS

ONTEM

SOU

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SOM NA MADRUGADA

VOLÚPIA

QUERO ME ARREPENDER
MAR DA MINHA ILHA
NÃO QUERO SABER