FÉNIX

 

LOGOS Nº 13

MARÇO 2015

 

 

 
 

Cláudio Bento

 

ILUMINURA
Cláudio Bento


Nasce a palavra
Entre pedras e flores

Pousa sobre águas
Já madura de marés

Percorre sem medo
Os caminhos da solidão

O poema ilumina-se
Em desafio e angústia

E instaura afinal na carne
O enigma da palavra poesia

Cláudio Bento
Jequitinhonha-MG-Brasil

 

 
 

Cláudio D’ Almeida

 

IMAGENS DO MEU SER
Cláudio D’ Almeida


de cantos da memória
surgem como avalanche,
em ímpetos e aos borbotões,
descontroladas histórias

quanto tempo passado,
quantas lembranças,
como um recordar,
e de novo à infância,
uma outra vez voltar
para novamente ser criança

pequenos momentos,
mas de muita intensidade
são inesquecíveis na vida,
em verdadeira verdade

como uma coisa que passa,
uma imagem que se vai,
um nariz contra a vidraça
escutando a chuva que cai
lavando tantos sonhos
e levando esperança...

Cláudio D’ Almeida
Porto Alegre - Brasil

 

 
 

Claudio Roberto Livonius Feijó

 

O ESPELHO
Claudio Roberto Livonius Feijó


Pergunto-me: – Quem sou?
Já não sei dizer.
Será que sabes quem és de verdade?
Teu coração quebrou em mil pedaços.
Será que podes juntar os pedaços?

Ouço uma voz a chamar-me
Como o tempo tivesse a parar.
Repousar em meu peito
Corro pela escuridão a te encontrar.
A ninguém interessa o que vai acontecer
Vamos ver o que há fora dos muros!

Claudio Roberto Livonius Feijó
Porto Alegre - RS - Brasil

 

 
 

Cleide Canton

 

BEIJANDO A ESTRELA
Cleide Canton


Perdida entre as demais tão desiguais,
minha estrela ressurge lá no breu,
mostrando que seu brilho é todo meu,
que fui abençoada entre os mortais.

Esquecidas em meio a vendavais,
um novo elo entre nós permaneceu
em tempo de incerteza, tempo ateu,
na jaula dos desejos passionais.

Embora a procurasse não a via
luzir nos olhos meus, só percebia
que sobre o meu altar permaneceu.

Bendita entre as estrelas, minha guia,
minha força, meu céu, minha poesia
Eu a beijo! Você me engrandeceu!

Cleide Canton
São Carlos - Brasil

 

 
 

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

 

IMPRESSÕES
Clevane Pessoa de Araújo Lopes


Calada noite, madrugada murmurante,
manhã de ruídos próprios da cidade...
A alma que ouve o coração das coisas
e entende o compasso de outros corações,
se anima e se expande
colore-se em grande
estilo a imitar a natureza
e sai a dançar, itinerante
porque não consegue parar
é incapaz de acampar
nos espaços de meu sonho...

Inquieta, essa alma que é porosa
ao passar por invisíveis portais
recebeu em si uma chuva de pétalas
e anda cheirando a rosa...
Enquanto se enrosca e encomprida
espera que o doce aroma atraia
uma alma semelhante
que ao seu encalço saia
e vá com ela nadar na mesma praia...

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte - Brasil
http://asasdeagua.kit.net
http://www.magaamiga.hpg.ig.com.br

 

 

 

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