FÉNIX

 

LOGOS Nº 13

MARÇO 2015

 

 

 
 

Donna Boris

 

FINITO MAR... INFINITO
Donna Boris


Cobri-me com o manto da certeza
Nessa minha finita busca
Encontro pegadas na areia
A indicar-me o caminho do tempo... infinito.
Não me distancie oh Mar!
Da existência que parece ilusória
No sólido abstratismo
Em que me acostumei a caminhar
Entre o tempo e o vento... no pensamento
Sobre tuas águas...
Conforto maleável... distantes de margens
Nada interferindo no curso.
Não findas Mar...
Porque nascestes antes de me saber
E vou apenas descobrindo
Que sempre te soube... em nossa sintonia.
Aprender é despertar o inconsciente
No código caminheiro.
Assusta a tua descoberta para alguns
Na surpresa da tua imensidão.
Infinitivamente não findas... Mar
E não paras.
Deixas visível o alongamento real
Que abrigas a abrigar.
Recolhendo pegadas direcionadas
Eternizando a liberdade
Que habita em tuas águas.
Mar...
Não finde... infinitamente!

Donna Boris -“Do livro... Simplesmente poemas”
Salvador - Brasil
poetisadonnaboris.blogspot.com

 

 
 

Donzília Martins

 

FOI POR TI
Donzília Martins


Foi por ti que ergui as paredes da casa,
Que deixei a pedra da lareira na cozinha,
É em mim que ouço em cada sopro tua asa
Quando no quarto te rezo à noitinha.

É por ti que olho as pedras da calçada
Escutando o som dos velhos madrigais
É por ti que rompe em cada madrugada
O mais puro mar de oiro, ao vento, nos trigais.

É por ti que em cada noite a lua brilha
Entrando no meu quarto, deitada no chão
Escuto as histórias, mil e uma maravilha(s)!
E sinto ainda em mim palpitar teu coração.

É para ti que vou colher as vermelhas rosas
Tão purpuras, tão veludo ao meu olhar
E as levo com os lírios e as mimosas
Ao teu chão, onde ris do meu sonhar.

É por ti que cada dia seco o pranto
Sentindo a tua mão na minha mão
Bebo as palavras, ouço a música do teu canto
Com que forraste as pedras do meu chão.

Os figos já secaram! À poça já não vou lavar!
As pavias e os pêssegos agora têm outra cor e nome.
Por nós cumpri os sonhos com muito caminhar…
Não tenho mais sede, só dos teus beijos é que tenho fome.

Donzília Martins
Paredes - Potugal

 

 
 

Dora Lúcia Couto de Magalhães

 

PRINCIPES
Dora Lúcia Couto de Magalhães


São muitos os príncipes
Grandes e pequenos
Tem até pequenininhos
Todos eles um encanto.

São uns doces de meninos
Cada um é especial
Todos eles aparecem
Sempre com um diferencial.

Chegam de mansinho
Querendo um chamequinho.
E a dindinha sempre pronta
A agradá-los com carinho.

Vão crescendo os danadinhos
Ficam maiores que dindinha.
E o carinho cresce junto
Cada dia um pouquinho.

Eles chegam e ficam
Eles vão e continuam
Na vida da Dindinha
O lugar é cativo.

Dá gosto apreciar
Este amor sem igual.
E para terminar
Fica aqui o meu tchau.

Dora Lúcia Couto de Magalhães
Belo Horizonte - MG - Brasil

 

 
 

Dulce Helena Couto Alves

 

VITÓRIA RAINHA
Dulce Helena Couto Alves


Distinta senhora Vitória
É rainha de tanta história
Memória contada ao vento
Vindo do sul em desalento

Sua voz tinha tronco Tupi
Cantada ora aqui e ora ali
Dançava em alegria de festa
O seu corpo ainda nos resta

Ela é enfeitada por rochas
Bromélias brotam em tochas
Os montes são suas muralhas
Esculturas erguidas sem falha

Sempre pintada de sol e mar
Convida o céu a enamorar
Seu crepúsculo encena beleza
Palco de encanto da natureza

As flores arranjadas no jarro
Moqueca em panela de barro
Comida bem quente na mesa
Compota é doce sobremesa

Generosa mãe em realeza
Útero quente de grandeza
Seu manguezal é imperioso
Tem caranguejo apetitoso

Cidade com cauda em ponte
Unindo-se à terra defronte
Embaixo desfilam os barcos
Com proas formando arcos

Lugar onde os filhos se juntam
No mercado entoa a pergunta
Quanto é hoje a saca do café?
Tem mesmo o cheiro de rapé?

Vitória é morada de glória
Com ruas de leve trajetória
Vivê-la é grande presente
Amá-la é sentir-se gente.

Dulce Helena Couto Alves
Belo Horizonte – MG - Brasil

 

 
 

Eda Carneiro da Rocha

 

VIVENDO DE SAUDADE
Eda Carneiro da Rocha - " Poeta Amor"


Não sou mais o que era
Não és mais o que foste!

Duas almas paralelas,
perdidas,
desaparecidas,
achadas,
neste torvelinho
que nos leva,
nos embala
nos mesmos braços
de outrora!..

Vivo de saudade.
de mim, de ti,
de nós
de nosso amor!

Saudade,
de nossas rimas gastas,
mofadas, vazias,
nesta tarde fria
em que tudo sobeja vida!

Saudade
de tempos idos,
do pássaro na janela,
da borboleta na flor,
esperando seu amor!

Resta apenas nesta vida,
acabar com esta saudade
que me embriaga, me mata,
me alucina!

Vem!
Dá-me teu calor!..
Toma-me, em teus braços
num abraço de amor.

Viveremos de saudade,
para não morrer de dor!

Eda Carneiro da Rocha - " Poeta Amor"
São José dos Campos - Brasil
www.albumpoetiiiiiicoeda.com.br

 

 

 

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