FÉNIX

 

LOGOS Nº 13

MARÇO 2015

 

 

 
 

Eliza Augusta Gouveia Gregio

 

DEPRESSÃO
Eliza Augusta Gouveia Gregio


Que vazio e este, de onde vem
tantas tristezas que em mim faz a morada?
Tenho tudo e não tenho nada!
Sempre procuro, nunca alcanço!

Que sonhos são estes que nunca encontro?
Onde se escondem dentro de mim?
Tenho uma alegria triste,
um amor meio descontente,
uma felicidade vazia,
machucada sem feridas.

Não consigo mais andar sozinha.
Tanto amores que me sufocam...
sinto-me doente!

Um mal sem cura, teima
em me torturar aos poucos.
Luto e choro contra este mal
que em mim já fez morada,
esta dor que me mata aos poucos,
faz-me sofrer e até adoecer

e os médicos a me mutilarem aos poucos!
Já não sei mais o que fazer!
Isto me sufoca, não nem deixa viver!

Tudo passa rápido!
Vivo sempre a buscar
em uma ansiedade sem fim,
não consigo estancá-la
para que este mal
não possa me alcançar.

Eliza Augusta Gouveia Gregio
S.João da Boa Vista - Brasil

 

 
 

Enio Batista Filipini

 

PENSAMENTOS
Enio Batista Filipini


A paz que se inicia com palavras que vem da boca,
Devemos telas sempre em nossos corações.
Principalmente estas três coisas:
Paz, comunidade e escola.
Porque elas são o presente e o futuro da criança,
porque trazem união.
Paz é a nossa fraternidade, é a pureza da nossa alma.
Comunidade são as nossas famílias;
E a escola é o nosso segundo lar.

Enio Batista Filipini
Formigueiro - RS - Brasil

 

 
 

Eugênia Diana da Silva Camargo

 

PROTAGONISTAS DA VIDA
Eugênia Diana da Silva Camargo
(Um tributo aos jovens vítimas da violência)


Ah, esses meninos
Tão jovens...
Protagonistas da vida
Que na pressa de viver intensamente
Partem antes de nós...
E no inverso da razão
Deixam-nos órfãos.
Como entender?
Mas é preciso...
Como breves personagens
Cumpriram sua história.
E Deus os chama...
Tem para estes anjos
Quem sabe
Outra missão...
No plano celestial
Serão guardiões fieis
De outros tantos meninos
Pelos quais rogamos todos os dias
Quando deixam nosso aconchego...
Anjos de luz,
Guardem esses meninos...
Confortem nosso coração.

Eugênia Diana da Silva Camargo
São Sepé - RS - Brasil

 

 
 

Ezi Assumpção

 

MÃOS
Ezi Assumpção

 
Vi
mãos fazendo pão
mãos calejadas
com tijolos
colhendo grãos
mãos com canetas
cuidando vidas
mãos que trabalham
que abençoam
mãos que tocam piano
violão
sujas de tinta
pincéis, telas
mãos que juntam letras
poesias
mãos artesãs
que moldam
a arte
mãos armadas
agressivas,
fechadas
mas nunca VI
mais triste
mais doído
que mãos de criança
no trabalho
e mãos vazias
em filas
de emprego!

Ezi Assumpção
Rosário do Sul - RS - Brasil

 

 
 

Fabiana Juvêncio Aguiar Donato

 

A SAPECA NORDESTINA
Fabiana Juvêncio Aguiar Donato


menina astuta em sua labuta
cabelos cacheados e de olhos da cor de melado,
pele cor de clara e. em sua beleza não para de
organizar tanta traquinagem

em sua morada há crianças em desmantelo
em demasia articular estripulias
seu velho e bom pai, homem bravo, valente
e casamenteiro, logo cedo aos quartoze anos
o primeiro amor conquistou e após esse
vários outros e, por aí não parou...

só que entao após enviuvar
decidiu mais uma vez casar e parece que dessa vez
resolveu se acalmar

de seus matrimônios frutificaram filhos e filhos
e sua pequena sapequinha, elenira se chamar
sua vida em demasia aperriar.

oh! menina danada!
vê se fica parada e deixa a minha vida aperriar
sempre dizia: o velho pai.

que destino darei a essa menina
para que todos possam um pouco descansar.
aí, então surgiu vò guilhermina
uma amada senhorinha que como toda vovozinha
queria sua netinha abençoar dando amor e carinho
a esse ser tao pequenino.

a sapequinha nordestina
passava seu tempo a pensar o que farei dessa vez
para traquinar com seus meio irmãos e companheiros.

então corria pelo quintal mexendo com os animais
e plantações de seus vizinhos aos arredores todos
ficavam a lastimar com muito estresse e sofrimento
que não continham de aperreio com os desvaneio da
sapeca o dia inteiro por toda vizinhança.

seu ananias, homem bravo que todos temiam não aguentava
traqquinagem de suas crias e botava todos para dentro de
sua casa e para um belo castigo preparar.

mas a peralta da lenira que temor não sentia preparava
mais bagunça para todos que em sua liderança e morada
a seguiam com temperança a vida de todos a contrariar.

porém, os anos se passaram e pelo cupido seu coração foi
flechado e dessa vez a traquinagem se evadiu para dar
espaço os devaneios de uma paixão.
e, por josé seu amado seu coração foi bombardeado...

josé explodiu o coração de elenira, avassalando em demasia
e para o matrimônio a convidou,
nesse importante momento a menina que cresceu acatou
com emoção o pedido do amado e
a sua vida o entregou...e, após uma fuga improvisada
contraiu o casamento e uma vida começou...

Fabiana Juvêncio Aguiar Donato
Cabedelo, Paraíba/Brasil

 

 

 

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