FÉNIX

 

LOGOS Nº 13

MARÇO 2015

 

 

 
 

Larissa Moussalle Racic

 

ABANDONO
Larissa Moussalle Racic


Solidão de verão;
Solidão de outono;
Solidão de inverno;
Solidão de primavera;
um querer único de paz interior.

SONS
Ruídos, paixão;
o que penso quando estou num avião.

NOITE ESTELAR
Deitada em meu quarto,
viajei pelo mundo das fadas.
Nele, brinquei e cantei com as estrelas;
tudo era mágico e encantador.

Larissa Moussalle Racic
Porto Alegre - RS - Brasil

 

 
 

Lauro Kisielewicz

 

SEGREDOS DO MAR
Lauro Kisielewicz


Imenso, grandioso e profundo mar
Em cujas águas abriga
Tantas formas de vida;
Milhares ainda desconhecidas,
E seus segredos de batalhas
Aéreas ou navais, cujas armas
Já não disparam mais...

Existes há vários milhões de anos,
Em benefício do planeta e do homem,
Que em seus gestos insanos,
Suas águas nunca deixam de poluir,
Sem nem se dar conta dos danos
Que flora e fauna marinha consomem
Em prejuízo próprio, sem refletir...

Em suas profundezas impenetráveis,
Guardas riquezas incalculáveis,
Que o homem ainda não descobriu
E talvez jamais descobrirá,
Pois a concha que tudo viu e ouviu,
Certamente nada lhes contará;
Embora não cesse de sussurrar
E passe o tempo todo a narrar,
Todos os segredos do mar
Que o homem jamais compreenderá…

Lauro Kisielewicz
Ponta Grossa - Brasil

 

 
 

Liberato Pires Ferreira

 

A GARÇA
Liberato Pires Ferreira


Garça solitária que distante passas
Crucifixo branco que ao longe se some
Qual um lenço no céu apelas à paz,
Há muito afastada da alma dos homens.

Quando segues teu rumo rasgando horizontes
A deitar as estrelas no leito das asas
Derramas no campo os reflexos da lua
Pintando de prata a paisagem da várzea.

Os grilos da noite e as aves do dia
Gargantas e flautas que encantam as matas
Fico a indagar, por que garça esse jeito
Teu canto calado no fundo do peito.

Já sangras o céu num vôo pra longe
Tuas asas sumindo me acenam adeus
Parece que pousas num ninho entre as brumas
Cobrindo de afagos teus sonhos tão meus.

Liberato Pires Ferreira
São Sepé - RS - Brasil

 

 
 

Liégy P. Meneghetti

 

DESEJO
Liégy P. Meneghetti


Não sei explicar
Tenho desejos intrínsecos
Dos quais jamais falei para alguém
Desejos que me consomem
Desejos que me perturbam
Desejos enraizados em meu peito
Que tomam conta da minha mente
Como uma patologia
Um desejo, vários desejos, desejos proibidos
Dotados em sua essência de pecado
E o que resta é saber conviver com eles
Pois, feliz é aquele que possui desejos
Sinal de que está vivo !

Liégy P. Meneghetti
S. Sepé - RS - Brasil

 

 
 

Ligia Tomarchio

 

HÁ CORES?
Ligia Tomarchio


Será que há cor para definir
o desamor
amor dorido
árido
coração partido
estilhaços transparentes
silente soluçar escondido
vão, oco...
pálida alma perdida no deserto
alada, não deixa pegadas
desprendida, no abandono
sem dono
cor, odor... nem é flor...
pálida paixão desterrada
sem chão, onde pisar firme?
sem marcas, deixarei meu perfume?
e o lume das estrelas dispersa
qual será meu lugar
esgar de solidão
rejeição, abandono...
quais as cores do desamor?
lágrimas insípidas escorrem
qual cascata na aridez da vida
dividida, mesmo sendo dádiva
cinza ou roxa é sua cor...
eu e você
sangue a escorrer no mar vermelho...
devaneios na madrugada
criada dos poetas
sitiada pelos amantes
entediada como cavaleiros da morte!

Ligia Tomarchio
São Paulo – SP – Brasil
http://www.ligia.tomarchio.nom.br/

 

 

 

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