FÉNIX

 

LOGOS Nº 14

MAIO 2015

 

 

 
 

Jane Guimarães

 

PALAVRAS QUE FALAM
Jane Guimarães

 

Os encantos das palavras me ladeiam ordenadamente.
Cada uma delas vai falando silenciosamente.
E, secretamente vou ao seu encontro!

Conversando com os livros,
encontro companhia,
e gravo na memória
cada passo da sua história!

Em meio a tantas palavras, surge a força da fala!
Fico a observar em um momento de sintonia,
a conquista que elas me fazem,
uma perfeita harmonia.

Palavras afagam o coração,
no silêncio, posso ouví-las!
Desfruto os sabores dos livros com sabedoria!

A leitura dos livros edifica retratos de tempos passados,
eles falam e a alma responde.
Um diálogo incessante,
tempestade de palavras.

Surge um universo de ideias,
chego a pensar que são os livros que lê a gente.
Palavras que falam, jamais se calam.

 

Jane Guimarães
Aracaju - Se - Brasil

 

 

 
 

Jane Medeiros

 

A ARTE DE ESCREVER
Jane Medeiros

 

Nasci com um dom divino
Um talento literário
Dom de brincar com as letras
E transformá-las num lendário

Durante toda a minha infância
Os meus amigos imaginei
Os reais foram a caneta e o caderno
Deles nunca eu me separei

Não tenho ouro e não tenho prata
Somente em Deus tenho a ?#?Fé?
Dentro do meu coração, o amor
a esperança e os sonhos...
Na mente a arte de escrever
É isso que me põe de pé

Eu sou uma mulher brasileira
Sou simples como um sorriso
A minha maior habilidade
É como a Fênix? renascer
Se eu nascesse outra vez
Queria nascer pra escrever
Pois essa seria a maior riqueza
Tesouro do meu viver.

 

Jane Medeiros
Mossoró - Brasil

 

 

 
 

Janete Sales Dany

 

BENDITA CHUVA...
Janete Sales Dany

 

Bendita chuva que molha os campos
Que ao cair se mistura com o meu pranto
Bendita chuva que causa o florescer
Que ao descer faz a vida renascer
Bendita chuva que traz a bonança
Que enche a nossa vida de esperança!
Bendita chuva que molha as flores
Que ao chegar abranda as minhas dores

Bendita chuva que refresca o calor
Que cai sobre as sementes do amor
Bendita chuva que lava a calçada
Que beija o rosto da pessoa amada
Bendita chuva que desce sobre o ribeirão
Que dá de beber a população
Bendita chuva que lava a existência
Que causa o bem por ser luz na essência

Mas faz nascer uma lágrima...
Quando é ausência!

Bendita...

 

Janete Sales Dany
São Paulo - Brasil
http://danysempre.blogspot.com.br/

 

 

 
 

Jania Souza

 

DOÇURA DE INFÂNCIA
Jania Souza

 

Ah! Quão doces eram meus dias
Quando ainda eu corria
No quintal da goiabeira
Em que da janela eu via
Passar anos em asas borboletas.

Pulava corda e também academia
Apelidada, hoje, de amarelinha.
Feito pipa veloz no ar do espaço
Corria no chão da rua o tica-tica
Atrás de toda a alegre criançada.

Ah! Quando a cascata da chuva caia
Sonhava banhar-me na bica
Feito barquinho de papel
Correr no rego da rua
Na corredeira navegar até a lua.

Escondia-me dentro, bem no centro,
Das sapecas bolinhas de sabão
E com o arco-íris ganhava o infinito
Livre como se fora heroico avião.

Voava na fantasia dos livros
Em visita a castelos, fadas e ao Saci,
Tecidos na almofada de bilros
Pelas ternas mãos de Vovó Joana.

Com amigas, fazia cozinhado.
E brincava de casinha
Bonecas, panelas e estofados.
Era uma grande algazarra.
Minhas irmãs tão pequenininhas
Sempre faziam uma festa renovada.

Na escola respondia com poesia
A sabatina da língua encantada
Até a solução dos problemas
Era feito nos quadrinhos da tabuada.

Mamãe abençoava-me com sorriso
Ensinava-me a conhecer
O segredo da palavra.
Guardava no coração
Tão profundos ensinamentos
De quem só sabe amar e dar-se.

Ah! Quão doces eram os meus dias
Da minha inocente infância
Cheia de bombons carinho.
Lá me foi apresentado o Menino Jesus
Meu companheiro fiel na jornada
Nas horas tristes e também nas felizes.

Ah! Saudades de minha doce infância
Quando pensava que tudo sabia
Mas apenas engatinhava com ternura
Na mágica voracidade da estrada da vida
Que com sua sabedoria me abraçou e engoliu-me.

 

Jania Souza
Natal - RN - Brasil
http://www.janiasouzaspvarncultural.blogspot.com

 

 

 
 

Jarbas Junior

 

IDEAL ALADO
Jarbas Junior

 

Eu vi uma rosa azul cair do alto
da árvore ou do inefável celeste.
Trazia do sol o perfume da luz!

O voo do vento, águia no salto
do penhasco! A gravidade, este
poder sutil da terra que conduz
as nuvens à chuva, Ícaro para
a queda do sonho alado seu.
A borboleta de asas de seda!

 

Jarbas Junior
Brasília-DF - Brasil
Analista literário da editora Thesaurus

 

 

 

 

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