FÉNIX

 

LOGOS Nº 14

MAIO 2015

 

 

 
 

Vera Passos

 

LETRA É VIDA
Vera Passos

 

Na redoma da memória, um filme DIVINAL!
Uma menina desenhava a magia, no solo do quintal
Chão batido, flores coloridas, paisagem genial
Consoantes e vogais se juntavam no amor fatal.
Espalhava na sala, sonhos no papel,
Letras de jornal, rabiscos sem nexo, fonemas à granel,
Na sacola, lápis, tintas, talões reciclados, eram o farnel
Fez singelas figurinhas, fotografadas no pincel
Eram belas descobertas, desfilando no carrossel
Os versos do Poeta, as estórias encantadas e o cordel
Abriram horizontes viajados a tropel
Jogou sementes no caminho e estrelinhas no céu.
A menina que sonhava, pintou letras no mural
Fez do sonho de criança, fantasia real
Fez da letra sua vida, das palavras o ganha pão
Da escola profissão, do alfabeto, seu ideal
Fez da LETRA seu labor, da labuta, sua missão

 

Vera Lúcia Passos Souza
Salvador - Brasil

 

 

 
 

Vera Portella

 

VOANDO EMOÇÕES
Vera Portella

 

Por natureza sou completamente livre
Sem amarras, iluminada, plena
Minha condição é um estado de prazer
Não existe pingo de arrogância a me aquecer
Quero compartilhar a minh "alma
Estilhaçando meus pensamentos em sonhos
Em brilho, que penetram na beleza
Sob a forma de poesia e escrever
Meu universo é criado por vôos
No chão da terra não quero andar
Vivo perdida divagando por opção
Absorvendo a beleza para sonhar
Acredito no amor, na bondade, na flor...
No carinho, na sedução de um perfume
E nas consequências ilimitadas de um afeto
Expresso-me voando nas emoções
Pintando as letras no êxtase da criação

 

Vera Portella
Florianópolis - SC - Brasil

 

 

 
 

Verônica Martins Sacchetto

 

AMOR EU SEI
(Lembranças do Primeiro Amor)
Verônica Martins Sacchetto

 

Um dia te conheci
Foi tão grande a emoção
Não pensava que ali
Nasceria uma paixão

Ao te ver eu me perdi
Não sabia o que fazer
Fiquei tão apaixonado
Bateu forte o coração

Lembro bem daquele beijo
Do primeiro abraçar
Foi tão bom te conhecer
Fico sempre a relembrar

Amor eu sei, amor eu sei
(Que) jamais te esquecerei
Amor eu sei

Lembro bem daquele beijo
Do primeiro abraçar
Foi tão bom te conhecer
Fico sempre a relembrar

Fomos juntos ao cinema
E no escurinho eu te abracei
Sussurrei ao seu ouvido
Meu amor, minha paixão

Eu te dei aquela rosa
Acompanhada de um cartão
E dentro dele eu escrevi
Não me esqueça coração

... E ele(a) jamais a(o) esqueceu!

 

Verônica Martins Sacchetto
Belo Horizonte - MG - Brasil

 

 

 
 

Virgílio Roque

 

A TERRA LINDO PLANETA AZUL
Virgílio Roque

 

A Terra é um planeta lindo e encantado…

Toda ela é beleza no firmamento estrelado,
E mergem dela magicamente luz e encantos,
R esponsabilidade temos por seus prantos,
R etirando dela muito mais que o indicado,
A busando da bondade que ela tem mostrado

L embro a alquimia da transformação do basalto,
I merge de seu interior em lume e muito escuro,
N o contacto com a luz que do astro rei lá no alto,
D omina essa rudeza tornando-o num cristal puro,
O nde milhões de anos passaram como um salto

P oderá o homem por se julgar inteligente e superior,
L imitar ou impedir o incomensurável valor,
A o ser que todo o cosmos carinhosamente gerou,
N a esperança de viver na terra o homem que ele criou,
E m harmonia com tudo aquilo que na terra colocou,
T endo somente de respeitar a grandeza de seu amor,
A sua dignidade e o fruto de seu enorme labor...

A água da qual sessenta por cento somos formados,
Z oologicamente nos tornando uns privilegiados,
U rge sabe-la respeitar sem ela a vida não pode existir…
L embremos da terra somos, e dela é difícil poder sair ...

 

Virgílio Roque
Castelo Branco - Portugal

 

 

 
 

Virgínia Branco

 

TEMPO
Virgínia Branco

 

Dizem que o tempo é nosso,
ou nós seremos do tempo ?
É nele que me remoço
e dele não quero contratempo.
Quando sobra ainda troço,
quando falta é um lamento.
E se as ideias divergem
livres de preconceitos,
sou avançada no tempo !
Se recolho ao meu casulo
ibernando na acção,
o descanso eu regulo,
deliciando-me com os sucos
d’algum fruto temporão...
E quando me falta o condão
do bom aproveitamento
e dele só me lembro no fim;
Eis que bule a perda do tempo
bem fundo dentro de mim !

 

Virgínia Branco
Oeiras - Portugal

 

 

 

 

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