FÉNIX

 

LOGOS Nº 14

MAIO 2015

 

 

 
 

Vitório Pereira dos Santos

 

O MUNDO QUE PERDI
Vitório Pereira dos Santos

 

Quando cego andei
Perdido que sei
Magoado fiquei
Lúgubre pela terra vaguei
Cansado fiquei
Malandro ou maluco, não sei!
Notícias da terra distante, não sei!
Mas um dia
Eu pensei.
Por isto sentei.
As flores que um dia
Eu senti e toquei
Também já não cherei
Perdi o tato e o contato
Isso foi mais que imediato.
Saudades das lembranças
Do gosto que perdi
Isto me deu muito desgosto.
O mundo que perdi
A Valença foi que esqueci
Minha cama-meu avião.
Essa foi minha compensação
Voar pelo mundo
Sem sair do chão.

 

Vitório Pereira dos Santos - Deficiente Visual
Taguatinga - DF - Brasil

 

 

 
 

Vrackichakiri Abelardo

 

DEIXA VOAR... PÓS QUE É PRINCIPIO
Vrackichakiri Abelardo

 

Deixar voar o sentimento é principio de amor
e principio de amor é deixar-la livre para novas
Navegações enganam-se olhares e pensamentos
E resumem-se nas palavras pintadas e beijo de dor

Dando paisagens às grutas e sete maravilhas sem
Naturezas na pausa das borboletas desejando beijar
Flores Na beleza do meu jardim apoerado de pés
Solturado de Calçado dançando cidade sonhada

É sábado e noite de paris num jantar a perfume da arte
Pedindo livramento do Amor sufocado, pois que o.
Amanhã só a Deus pertence e o presente autor somos nós

 

Vrackichakiri Abelardo (Abelardo Alberto Sonhi Domingos)
Maianga - Luanda - Angola

 

 

 
 

Wagner Marim

 

ALVORADA
Wagner Marim

 

Das profundezas da floresta
O vento rebimba com furor
Nas folhas, ramagens e árvores,
Emitindo um som gutural.
Como se saísse da garganta
De um roqueiro ensimesmado.
Breve, há de surgir a alvorada
E o límpido canto dos pássaros

 

Wagner Marim
São Paulo - Capital - Brasil

 

 

 
 

Wilson de Oliveira Carvalho

 

INEXISTÊNCIA...
Wilson de Oliveira Carvalho

 

Caminhei por lugares inconcebíveis fui até
o infinito depois então percorri outros mundos,
contudo nada encontrei e voltei com a sensação
de ter encontrado o absolutismo real do nada...

Vácuo sem significação de conceito talvez
até efeito de um inconcensso amor desatinado,
ou de um estado que apenas satisfaz
um velho pertinaz e torturante inimigo...

Tudo gira sem sentido, coração massacrado
sujeito ao acaso por longas e penosas
experiências, hoje transformado
simplesmente em insignificantes pedaços...

Fragmento de esperanças, nenhum horizonte
tudo desfeito e um incansável penalizar
do inexistente que ronda pincelando
os últimos resquícios de saudade que ainda
arremessam seus dardos incandescentes...

Derradeiros suspiros de um coração solitário,
tal qual o suspiro que sai de um violão
determinando lembranças nostálgicas, ou como
ondulam no ar os seus sonoros acordes.

Tudo paira em uma longínqua presença
de alguém que existiu mais que nunca foi meu,
para que entendam foi como a névoa subtil
que paira acima dos pântanos pela
manhã e depois com o tempo se desvanece...

 

Wilson de Oliveira Carvalho
São Paulo - Brasil

 

 

 

 

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