FÉNIX

 

LOGOS Nº 17

NOVEMBRO - 2015

 

 

 
 

António Zumaia

 
 

NOSSA SAUDADE AMÁLIA
António Zumaia


É destino ou tradição,
que amenizando a dor,
o fado é nossa canção;
Cantado com muito amor.

Ser uma alma do fado,
em trinados de verdade,
de um português é recado,
de uma profunda saudade.

Aquela que nos deixaste;
Amália... nossa fadista.
Tanta saudade cantaste,
foi essa a tua conquista.

A saudade é portuguesa,
de um Portugal marinheiro,
a partida é a certeza;
Pelos mares sempre o primeiro.

Bravura que conquistou,
o seu amor e seu fado;
Quando a guitarra trinou,
foi Portugal a seu lado.

Foi rainha e senhora,
de Portugal a cantar.
Do nosso amor vencedora;
Nossa casa... é seu lar.

António Zumaia - Portugal
Em Sumaré - Brasil

 
 

 
 

Ariovaldo Cavarzan

 
 

ELEGIA
Ariovaldo Cavarzan


Estás presente em meus respiros,
Em meus sonhos e em meu cheiro,
Em meus anseios, suspiros,
De amar-te por inteiro.

Por que mistérios insistes
Em ausentar-te assim, em vão,
Se te guardei para sempre,
No fundo do meu coração?

Recrutarei pirilampos,
Para buscar-te em noite escura,
Mitigando vontade,
De aplacar saudades tuas.

Ariovaldo Cavarzan
Campinas - SP - Brasil

 
 

 
 

Arlete Piedade

 
 

DIFÍCEIS PALAVRAS
Arlete Piedade


Busco a palavra certa multifacetada
Inspirada na expressão da complexidade
Poupando a sensibilidade delicada
De sentimentos solitários da saudade!

Amor gerado em um coração de criança
Ocupa a tela de fundo de uma vida inteira
Sonho - uma joia - guardado sem esperança
Só brotando no teu olhar, á minha beira!

Era uma cega, sempre negando a evidência
Apenas prezando a voz forçada da razão
Com meus pés calcando a intuição estranha

Suportei a vida a aprender com a experiência
Magoada, por não lograres seguir tua vocação
Vida destruída, preço de uma paixão tamanha!

Arlete Piedade Louro
Santarem - Portugal

 
 

 
 

Armindo Loureiro

 
 

AMEI-TE
Armindo Loureiro


Amei-te um dia
Depois renovei esse amor
Um dia belo quem diria
Que iria ter essa alegria
Ao receber o teu calor

Perdi-me em ti
Numa bela vibração
No meu querer te senti
Nesse amor que sempre vi
Era grande a minha paixão

Tenho-te agora a meu lado
Já não penso em mais nada
Apenas cantar-te um fado
Por gostar do que me é dado
E que te faz ser mais amada

Sinto que nada sinto
Quando a teu lado estou
É verdade eu não minto
Tens um aroma a jacinto
Num amor que não esgotou

Armindo Loureiro
Marco de Canavezes - Porto - Portugal

 
 

 
 

Ary Franco (O Poeta Descalço)

 
 

CAMINHOS TORTUOSOS
Ary Franco (O Poeta Descalço)


Se tenho previamente traçado um destino,
Por que não chego a ele numa linha reta?
Cada curva inesperada leva-me ao desatino.
Mais longe fica a meta a alcançar deste poeta.

Em dias adversos, do sorriso passo ao pranto.
Nos sonhos frustrados afogo-me no desencanto.
Se deito em nuvens uma brisa joga-me ao chão.
Inusitadas provações açoitam meu débil coração!

Na gangorra dos mais variados sentimentos
Sigo em frente tateando cada passo a ser dado.
Sinto mãos estendidas que me servem de alento.
Sou grato a elas pelo muito que me têm ajudado.

A unanimidade diz que a vida é curta e passageira,
Mas tem momentos que acho demorada a passar.
Nos entreveros bem que ela poderia ser mais ligeira
Poupando-me sofrimentos e tudo logo se acabar!

Ary Franco (O Poeta Descalço)
Rio de Janeiro - Brasil

 
 

 

 

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