FÉNIX

 

LOGOS Nº 17

NOVEMBRO - 2015

 

 

 
 

Rosalinda Pessoa Mildner

 
 

MADRUGADA VAZIA
Rosalinda Pessoa Mildner


Vejo através dos espelhos
A vida em dois mundos
que se vão num desperta infinito.

O frio corta em nossos corpos
marcados pela absoluta incerteza
de um sonho inacabado.

Vejo através dos sentidos,
das árvores que o vento derruba,
um pedaço de mim parte em busca da liberdade.

Vejo atravéss do infinito
um copo que cai na escuridão do momento
quebrando nosso encantamento.

Vejo através da janela
o dia que chega e fico aqui estagnada
sem reação de mais um dia que chega.

Rosalinda Pessoa Mildner - Brasil
em Altenberg - Alemanha

 
 

 
 

Rosinha Bonette

 
 

SER...
Rosinha Bonette


Ser alegre é razão...
Ser amada é tudo de bom...
Ser chorona é ter motivo...
Ser critica é direito...
Ser dedicada é ser responsável...
Ser educada é obrigação...
Ser exigente é ser organizada...
Ser fiél é honestidade...
Ser generosa é ser bondosa...
Ser graciosa é ser maravilhosa...
Ser grande é crescer...
Ser humana é ser gente...
Ser mãe é bêncão...
Ser mulher é dádiva...
Ser poderosa é ser linda!
Ser poetisa é paixão...
Ser profissional é competência...
Ser querida é privilégio...
Ser respeitada é divino...
Ser triste é decepção...

Rosinha Bonette
Itatiba - Brasil


Rosa Bonette, conhecida como Rosinha Bonette.Funcionária Pública Municipal. Graduada em Pedagogia, Pós-graduada em Psicopedagogia e Educação Especial, atuando na area da Educação com Atendimento Educacional Especializado com alunos da Rede Municipal. Escrever é minha paixão.

 
 

 
 

Rossana Aicardi Caprio

 
 

DUENDE DE LAS MEDIAS
Rossana Aicardi Caprio


¿Dónde están las medias? dije esta mañana
las puse de noche sobre aquel sofá
bajo de la cama no puedo ver nada
recorro la casa y tampoco están.

Se me va la hora, ya se hizo tarde
del trabajo llaman, no puedo esperar
no encuentro mi medias ¡esto es un desastre!
¡era tan temprano!
y se pasó el tiempo sólo por buscar.

Seguro fue el duende que tanto se ríe
desde su cuadrito al lado del mar
aquel que pintamos en casa una tarde
mientras crepitaba del fuego el hogar.

¿Te acuerdas mi niño que tú me ayudaste
mezclando colores para así adornar
su azulino traje y el largo sombrero
que caía gracioso sobre su mirar?

Cobraba más vida cada pincelada
con pelitos rubios y rizos de sal
parecía salirse de la aletargada
marina brumosa de sol otoñal.

Seguro los duendes no están nunca solos
y juntos en ronda, hacen travesuras
como la hizo éste, pícaro y gracioso
que escondió mis medias en esta locura.

Sin duda lo hizo para que me rinda
quedándome en esta mañana plomiza
contigo mi ángel, juntos frente al fuego,
cuán dulce es su gesto ¡y qué sabandija!

Siento que este duende llegará en un rato
pintando en sus labios traviesa sonrisa
entre ojos de sueño y carita dormida
peluche por medio, piyama muy largo
trayendo en su mano las medias perdidas.

Rossana Aicardi Caprio
Uruguay

 
 

 
 

Rozelene Furtado de Lima

 
 

JANELA DO TEMPO
Rozelene Furtado de Lima


Não sei se faço
Arte, literatura, limpo banheiro, costura
Ou corro para o abraço
Seja o que for
Fotografar, pintar, versejar, cozinhar, digitar
Faço tudo com amor
Seguir um rumo
Cuidar das crianças, vestir verde esperança
Manter o prumo
Vender ideias
Assinar contrato, arrumar seu prato
Visitar a colmeia
Seguir em frente
Participar do concurso, preparar o discurso
Controlar a mente
Relógio atrasado
Alguns feitos, outros desfeitos
Sonhar lado a lado
Sonhos benditos
Com raça a vida sonhada passa com graça
Até o infinito
Tantos projetos
Pendurados ao vento, na janela do tempo
Chegarão os netos

Rozelene Furtado de Lima
Teresópolis-Rio de Janeiro-Brasil
www.rozelenefurtadodelima.com.br

 
 

 
 

Rozelia Scheifler Gaya Rasia

 
 

CURRÍCULO AO LÉU
Rozelia Scheifler Gaya Rasia

 
Meus dados de identificação não constam nas academias
Eduquei-me no lar, na roça, na rua, na cama
Desaprendi a aprender na escola
Desacreditei da fé na igreja
Inventei a alma do instinto
Extirpei a cultura das inteligências
Reavivei o hoje na antiguidade

No espectro das características
Estão vivas Helenas e Antígonas
Ressuscitadas Madalenas
Oprimidas Marias
Braços em riste, pés descalços
Piso nas pedras do caminho de todos os Pedros
Esquivo-me do meu nome.

Minhas experiências são não-profissionais
Pela manhã, decifro a esfinge
Á tarde, teatralizo Cleópatra
À noite, distribuo os tesouros dos piratas
Na madrugada, desnudo-me das verdades
Ao amanhecer visto fantasias

Expectativas salariais? Nada.
Consumo flores esquecidas nos canteiros
Leio livros nos sebos
Cubro-me com os lençóis dos fantasmas
Sorvo o orvalho da relva
Janto a luz que descortina o horizonte
Saboreio a brisa soprada pelos deuses
Espanto os demônios das angústias
Procuro o anjo que levou minhas asas.

Rozelia Scheifler Gaya Rasia
Cruz Alta - RS - Brasil


Especialista em Fundamentos Teórico-metodológicos de Ensino e Pesquisa; Mestre em Estudos Literários- UPF; Presidente da Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências 'A palavra do século 21'.

 
 

 

 

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