FÉNIX

 

LOGOS Nº 18

JANEIRO - 2016

 

 

 
 

Van Zimerman 

 
 

CASINHA AMARELA
Van Zimerman

No fim de tarde
Deixávamos a porta e janelas abertas,
Observávamos
Às árvores e flores do jardim
Numa cumplicidade linda
Com o canto dos pássaros.
Enquanto você, num canto do jardim,
Com pinceladas suaves e intensas
Pintava as cores da tarde que se despedia...
Em silêncio, eu o admirava
E respirava tua presença...
Os tons de azul do teu céu ainda tingem meus dias,
Meus poemas e telas...

Van Zimerman - Vanice Zimerman - Escritora e Artista Plástica
Curitiba - PR - Brasil
http://vaniceferreira.blogspot.com.br/

 
 

 
 

Vanderli Granatto 

 
 

OUSE
Vanderli Granatto

Ouse é Ano Novo.
Saia da casca!
Se envolva com a vida.
Deixe de ser egoista, egocêntrico.
A vida está aí ao vivo e em cores,
Pegue a sua preferida e caia na folia.
Largue as manias bobas.
Jogue certo!
Bom jogador não desanima nunca.
Reinicie a tacada!
Ataque o que quer, resoluto.
Siga o caminho escolhido da melhor maneira.
Afinal você quer seu próprio bem.
Levante a cabeça, busque seus ideais.
Não seja displicente,
use toda sua força, sua raça,
seu destemor, sua inteligência.
Seja gente como gente, cuide bem de si
e lute pelas boas causas.
Avance!
Abra a porta certa,
caminhe a favor dos bons ventos.
Não perca o rumo da estrada.
Se empolgue com a vida
Ouse
Viva bem.

Vanderli Granatto
Botucatu - SP - Brasil

 
 
 

 
 

Vera Passos 

 
 
SAUDADE DO BRASIL
Vera Passos


Saudades das estradas de barro, do poeirão
Da chuva fina, da garoa, do caipira do Sertão
Dos trens vencendo trilhos, do vaqueiro, do aboioô
Do apito doído da locomotiva, dos lenços brancos, do som do amor,
Os sonhos de liberdade, aportam num cais sem dor
Desvendo horizontes, atravesso os montes da Chapada
Subo e desço ladeiras, escalo as pirambeiras
Vejo raios de sol entre as bananeiras, vejo aguada
Saudade do Brasil modesto, do Interior bucólico, da ingazeira
Do balanço, da amarelinha, das cantigas de roda
Da galinha de quintal, do São João, do Natal
Da Lua cheia, do caminho de areia, lá no Arraial
Da viola, da cantoria, da sabedoria dos ancestrais
Da inocência, do jeito simples de ensinar a amar.
Saudade do Brasil dos rios sem poluição
Do velho amigo JIQUIRIÇÁ
Saudade do respeito à vida e ao irmão.
E veio a tecnologia, a utopia da globalização
O Capitalismo exacerbado, trazendo a escravidão:
A segregação das marcas, das correrias, das fantasias da televisão
Fecha os braços, seca os lábios, cega a visão, no mundo virtual
Nos assusta o encontro bipolar, o bem e mau na sala-de-estar.
Aí faz a guerra, vende sonho, estupra o ser, mata a terra
A violência perde o freio, o Mundo feio, tem seu lugar
Saudade do Brasil velho, o evangelho do caminhar.
O velho e o novo se protegendo no engatinhar
Eu quero praças, burburinho, folhas secas, passarinho cantarolar...

Vera Lúcia Passos Souza

APOLOGIA AO JIQUIRIÇÁ
Vera Passos


Saudades do rio serpenteando os pastos.
Águas transparentes, espelho de luz dos raios de sol
Peixinhos dançando na correnteza
A imensa beleza da vida correr
O gado solto a se banhar embaixo do arco íris
O alarido das crianças no verão da liberdade
O rio descendo ligeiro dividindo as cidades
Cantando a saudade do eterno jiquiriçá
A goiabeira se desgalhando para o rio abraçar
Do alto da ribanceira a algazarra, o frisson
O vai-e-vem dos pulos da gurizada
Na estrada que leva ao Vale do jiquiriçá
Aquele rio menino crescia como eu, agigantava
Recebia dos afluentes da vida, sua ação
Deslizava nas quedas d’água, forjava os lagos
Se avolumava buscando outros rincões
Na jornada, parava em algumas estações
Depois seguia viagem caçando seus sonhos
Fertilizava o solo, levava as sementes pelo Vale
Lavava os palácios, visitava as favelas...
Das janelas, risos e lágrimas, crianças acenavam...
Meu rio não brinca mais, não faz piruetas pela estrada
Bloquearam a jornada, quebraram as pernas, para o rio não correr
Que gente mais burra, vai padecer, assiste deitada o rio perecer.

Vera Lúcia Passos Souza

 

 

Salvador - Brasil
http://www.recantodasletras.com.br/autores/verapassos


Vera Passos - Accademia Superiore Di Crescita Personale (Itália); Academia de Cultura da Bahia; CAPPAZ (Presidente da Seccional Salvador); Academia Internacional de Letras, Artes, de Ciências de Argentina; Projeto Fala Escritor; Artpoesia Minirrevista
 

 

 
 

Verônica Martins Sacchetto 

 
 

VOCÊ SÓ VOCÊ
Verônica Martins Sacchetto

Você é tudo de bom que existe no mundo (pra mim)
É como o sol que me aquece e ilumina todo o meu ser
É como a chuva que cai e molha todo o meu corpo
É como as manhãs na primavera, como as noites no verão

Você é como o nascer do sol a cada manhã
É como o vôo livre de um pássaro a cantar
É como o samba, o tango, a valsa e o bolero
O piano, a cuíca, o pandeiro e o violão

Você é tudo que existe!

Você é como o vento
Que sopra e assanha os meus cabelos
É como o orvalho na flor
É como a lua que clareia a longa estrada

Você é como o brilho das estrelas
É como a luz do luar
Gosto de ouvir você falar, você me faz ir além
A sua voz me acalma
Assim como você, não existe outro alguém

Você me faz sorrir!

O seu olhar me fascina
Tudo o que faço
Faço pensando em você
Tudo que vejo me lembra você
Você é um amor

Você, só você!

Verônica Martins Sacchetto
Belo Horizonte - MG - Brasil

 
 

 
 

Virgínia Branco 

 
 

RUBRA AURORA
Virgínia Branco


No teu céu contei milhares de estrelas,
enquanto dormias um profundo sono.
Encontrei-me recostada numa delas
tentando adivinhar-me no teu sonho.

Teu rosto, lua cheia resplandecente!
E os teus lábios mel, que os meus sorviam.
Estremecias a cada estrela cadente;
Outras, no azul profundo, refulgiam...!

Em cada noite de luar, a Poesia
que se alimenta da minha nostalgia,
com essa luz que vem de ti e m'alumia!

Nasce o dia a cada rubra aurora...
percebo que a dormência qu'afligia
já não é tão tristonha como outrora!

Virgínia Branco
Oeiras - Portugal

 
 

 

 

Livro de Visitas

 

 

Clique aqui para ver todos os detalhes e estatisticas do site