FÉNIX

 

LOGOS Nº 19

MARÇO - 2016

 

 

 

Rozelene Furtado de Lima

 

 MULHER
Rozelene Furtado de Lima

Deus te fez mulher
Deu a ti o dom da vida
Pôs em ti luz e cor
Delineou a tua silhueta
Na forma do amor
Tu mulher, és responsável
Pelos seres que nascem
São teus filhos, teus frutos
Dóceis ou brutos
São teus filhos teus encantos
Por eles derramas teu pranto
Culpam a ti pelas dores também
Pelos erros e escorregadelas
Pelas piegas e mazelas
São teus filhos teus bens
Por eles rezas e imploras
Por eles pedes e dizes amem!
Mulher que canta
Mulher que encanta
Mulher que dança
Mulher que faz aliança
Namorada, esposa, mãe, filha
Ó mulher desperta, acorda!
O mundo é teu, tu és a rainha
O milagre em ti transborda
Toma posse da tua parte divina.
Coragem mulher, tu és heroína
Salva teus filhos pequeninos
Amamenta teus rebentos meninos
Com eles brinca, educa, ensina
Embala o berço mulher menina.
Mulher estrela guia, não estás sozinha.
Atrás de ti uma multidão caminha
São teus filhos, tuas raízes
Ramos de todos os matizes
Teus deveres não negues
Ó mulher não entregues
Nem leiloes para quem quiser
O papel que é só teu
Ser somente mulher!

Rozelene Furtado de Lima
Teresópolis - Rio de Janeiro – Brasil
www.rozelenefurtadodelima.com.br

 

 

Ruth Gentil Sivieri

 

 QUANDO UM POETA CHORA
Ruth Gentil Sivieri

Nas linhas de um soneto, em que a tristeza,
chora, junto ao poeta, a própria dor,
os versos voam vagas de incerteza,
dês que o vento desvia o seu clamor.

Quando um poeta chora e tem certeza
de que seu pranto é puro dissabor,
sente o seu desencanto com clareza,
mas extravasa todo seu amor.

Há pedras perenais em seu caminho,
calando o seu querer de ser sincero.
silenciando o sal de ser sozinho.

Chora o poeta, então, o instante austero
da vida, que se vai com seu cadinho
fundindo o outonal ao primavero!!

Ruth Gentil Sivieri
Belo Horizonte - MG - Brasil 

 

 

Ruth Ricardo

 

 BORBOLETA
Ruth Ricardo

Um dia
ela esticou
as lindas asas
e alçou voo.
Saiu da areia.
Estava
cansada de rastejar
e ser chamada de feia.

Ruth Ricardo
Curitiba - PR - Brasil 

 

 

Ruy Serrano

 

  DESAMORES
Ruy Serrano

Muitos são os desamores que nos invadem,
Como teias envolvendo a nossa imaginação,
Deixando-nos confusos ao nos atingirem,
E esconderem a justa e devida justificação
De desamores fui cobardemente acusado,
Sem me poder defender dos maus tratos,
Sentindo-me injustamente desenganado,
Ao ponto de não mais confiar em boatos.
Descobri por fim que apenas os desamores,
Nos trazem ilusões e promessas inválidas,
Com palavras ocas e sagazmente pálidas,
Consegui finalmente perder os meus temores,
E transformar em amores, as minhas fantasias,
Concretizando as sempre esperadas profecias.

Ruy Serrano
Tomar - Portugal

 

 

Sá de Freitas

 

 MELHOR É ESQUECER
Sá de Freitas

Quais bailarinas sob o Firmamento,
As nuvens passam em vai-e-vem constante,
Como as lembranças passam, num instante,
Em bandos, pela nossa mente adentro.

Se forem boas trazem paz e alento,
Ao nosso ser perdido em dor cruciante,
Que caminha sem ânimo, errante,
Chorando angústia... a respirar tormento.

Se não são boas nosso ser se agita,
O coração mais célere palpita,
E o sofrimento torna-se maior.

Então esquece injúrias e maltratos,
Maledicentes, tolos e ingratos,
Para trazeres paz ao teu redor.

Samuel Freitas de Oliveira
Avaré-SP-Brasil 

 

 

 

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