FÉNIX

 

LOGOS Nº 19

MARÇO - 2016

 

 

 

Lourenço Quimbungo

 

UM DEUS NO UNIVERSO LITERÁRIO
Por Lourenço Quimbungo


Desenho na memória, os golpes infernais que silenciam as mãos enlaçadas do Universo, rejeito os ritmos dos batuques amargos que entulham as ruas de ignorância, alimento-me de girafas esperançosas que engolirão a fúria que germinava nos vasos do mundo.
Corro em direção a nascente do vento, atropelo as forças da natureza, escalo o céu, compasso as vozes do mar, traduzo no idioma universal a tristeza dos murmúrios das aves vestidas de florestas anémicas, alfabetizo os mortos a viver, descartando os cemitérios que engolem os corpos.
Sepulto o comboio de guerras, arranco da pátria os rios que plantam mortes, deleito o aborto das madrugadas mal paridas, renuncio a noite, restauro os cérebros medíocres que capinam a tranquilidade social, exalto o silêncio do tempo, para antecipar o paraíso. E ainda assim dizes que não sou UM DEUS NO UNIVERSO LITERÁRIO?

Lourenço Quimbungo Poeta - Poeta das Teses
Maianga - Luanda - Angola  

 

 

Luciana do Rocio Mallon

 

LENDAS DO GATO BÓRIS DEPOIS DA SUA MORTE
Por Luciana do Rocio Mallon

 
O Gato Bóris é mais um causo urbano de Curitiba, pois se trata de um gato negro que morava dentro de um sebo, livraria de livros usados, e que passeava pelo Largo da Ordem. Reza a lenda que este bichano virava homem nas noites de Lua Cheia e passeava pelos bares ao redor.
Dia 17 de fevereiro de 2015, Bóris estava caminhando pelo seu bairro, quando, de repente foi atacado por um pit-bull e resolveu se esconder no estacionamento, ao lado do sebo, onde faleceu do coração por causa do susto. Então o bichano foi enterrado atrás da livraria.
Porém, o curioso, é que dias após o seu falecimento, outras lendas surgiram envolvendo o espírito do animal, que leremos abaixo:
Cris era uma menina carente que ajudava sua mãe a recolher papel, no seu carrinho de reciclagem, no Largo da Ordem. O sonho desta garota era ser miss e modelo. Além disto, ela gostava de entrar em bibliotecas e folhear livros. Cris vivia namorando exemplares da obra O Pequeno Príncipe porque sua avó falou que toda a miss, que se preze, tem que ler este livro. Toda a vez que esta menina ia até o sebo folhear O Pequeno Príncipe, Bóris ficava observando.
Assim, na noite do dia 18 de fevereiro, Cris resolveu dormir dentro do carrinho de papel, em frente ao sebo. Porém, no meio do sono, ela foi acordada por um gato preto, que carregava um exemplar do Pequeno Príncipe na boca, ao seu lado. O bicho deixou o livro no carrinho e evaporou-se na porta da livraria.
Logo surgiu o boato de que o fantasma de Bóris passou a doar livros, depois de seu falecimento, para as crianças carentes em noites de luar.

Luciana do Rocio Mallon
Curitiba - Paraná - Brasil  

 

 

 

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