FÉNIX

 

LOGOS Nº 19

MARÇO - 2016

 

 

 

Olga Bueno

 

A MORTE
Por Olga Bueno


A questão da vida é tão essencial (porque é a única que você tem) que falar sobre a morte, chega a ser tão importante quanto necessária desenvolver esse assunto.



O QUE É A MORTE?

A morte é a companheira da vida que conhecemos e temos como a realidade.
A morte pode ser interpretada de várias maneiras, mas será sempre uma incógnita.
Podemos considerar que a morte é uma porta que se abre e, em um segundo você é levado para uma viagem rumo ao desconhecido.
Pode ser também que a morte nada mais seja que a vida transmutando e se renovando sem que sua origem se perca ou se vá.
Ela é temida pela maioria, porém, ela também pode ser vista de uma forma mais suave e até poética! Por que não? Comparando-a com o pôr do sol que lentamente vai, vai, vai... , se pondo, apagando a sua luz, o seu brilho, sem perder a sua essência, sem que a sua origem deixe de existir para estar tão bela, tão forte, tão divina em outro lugar.
Morte e vida seguem paralelas, são situações distintas que somente na prática do funeral é que se percebem as diferenças, o seu propósito.
Falar sobre a “morte” é um tanto assustador, porém, é necessário entender que ela “a morte” é amiga, é leal e nos acompanha o tempo todo, sempre ao nosso lado sem questionar, apenas a nos observar.
Quando se pensa na morte, conclui ser o fim. Mas ela não deve ser vista como algo ruim que certamente vai acontecer. É preciso encará-la de frente. Entretanto, é importante e principalmente necessário ver a morte sem medo.
Quando se teme a morte, corre-se o risco de um sofrimento muito maior no momento da partida.
Não se deve temê-la, é preciso ao menos tentar entendê-la, ela talvez seja a única certeza absoluta que conhecemos e o único destino que compartilhamos.
Às vezes, ela se aproxima perto, muito perto, é proposital, para servir-lhe de alerta, para você perceber que ela está ao seu lado, não vai interferir na sua vida, somente quando chegar à hora de você partir é que ela vai te tocar com mãos transparentes e frias.
O “Ser Humano” é uma alma que se veste de um corpo físico, quando acontece o momento da ruptura a alma continua sendo a alma, é o corpo que se vai para se decompor no seu merecido descanso.
Enquanto a alma...
Quem sabe! Talvez se reciclando para novamente se encaixar em um novo corpo.

Olga Bueno
Taubaté/ São Paulo/ Brasil.

Olga Bueno; poetisa, contista. Autora do livro: Fragmentos (poemas) e, em parceria com o escritor Wilson R, O Sol e o Mar – O Mar e a Lua (poemas). Premiada pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP) na Antologia de contos. Autora na coletânea de contos “Ocultos Buracos” da Editora Pastelaria Estúdios – Lisboa Portugal - 2012. Participou de várias Antologias e Revistas eletrônicas. Idealizadora e coordenadora do Projeto Cultural “Pegue é Seu”. Acredita que o grande deleite é ver uma pessoa se emocionar, rir ou chorar através da leitura.   

 

 

Pedro Kialongo Avelino

 

PALAVRAS LEVES E SOLTAS
Por Pedro Kialongo Avelino (Kiadiakianganicó Diakiangani)


Ajudar ao próximo é uma forma de contribuirmos, não apenas para melhorar uma determinada situação, mas, e sobretudo permitir que esta situação seja reconfigurada e vista de outra maneira, e acima de tudo, é se propor a resolver uma situação que é, e pode ser tua também. Ajudar é estar disposto, disponível a revelar o bem com um simples gesto, um silmples olhar que nos deixa ver além daquilo que estamos habituados.
As vezes, na nossa vida, temos que deixar a (mira) imagem falar por nós. ela também pode transmitir o nosso fascínio. Ajudar é tornar-se alegre dando alegrias; oferecer o que temos de mais importante. Os desejos nesse momento são/devem ser abstraídos para buscar as verdades que nos permitem conhecer a dor do outro.
Não queremos construir apenas momentos, porque todos merecemos mais e mais, cada vez mais. E, em certo sentido, não importa as origens ou as razões de tal acontecimento que levaram a uma tal necessidade. O que importa é o amor que as pessoas levam no seu peito. A vontade que sai do peito e é exteriorizada com uma acção simples e rica de conteúdos.
Uma forma séria e sincera de rebuscar a nossa essência de homens e mulheres que valorizam os sentimentos e não obrigam-nos a reviver as quedas de todos dias... - Aí, como gostaria de ter muito dinheiro! Minha ajuda séria anónima e cheia...
Estar preparado para demonstrar as belezas da vida. É se doar...
O mundo só melhorará quando começarmos a unificar os nossos pensamentos, as nossas ideias convergirem e tomarem a mesma direcção apesar das distintas concepções. Homens, precisamos atribuir valor a tudo. Deixar de lado o que faz mal. Deixar de dar asas ao mal só porque vamos nos tornar potência na indústria do X+X. E com isso, se colocam num pedestal decidindo como os outros devem viver. - Estou cansado dessas mortes sem motivo. Guerrear por nada. Ideologias que só cansam as pessoas e deixam triste as famílias. Tanta gente morta! Para quê? Quem sabe o mundo estaria melhos com todas elas aqui. Há espaço para todos. Já se disse: «cada macaco no seu galho». Complicado!
Abrir as portas para que todos possam entrar. Ajudar é desenvolver capacidades. Trazer para fora tudo aquilo que está bloqueado.
Contribuir...

Pedro Kialongo Avelino (Kiadiakianganicó Diakiangani)
Luanda - Angola
pedrokialongo.blogspot.com  

 

 

 

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