FÉNIX

 

LOGOS Nº 20

MAIO - 2016

 

 

 

António D'Araújo

 

DOCE RELVA
António D'Araújo


O orvalho do amanhecer desliza sobre as perenes folhas
em um ziguezague quase sinfônico.
O belo bosque ao longe deixa sombrear a luz do sol
que permeia a relva contornando toda saliência daquele chão irregular.

Assim como, os meus doces sentimentos estremecem
com o cheiro da pele da doce amada,
que incendeia o ar límpido e frio da manhã.

O calor que resplandece do seu sorriso singular,
ricocheteia em meu coração como uma bela canção,
aquecendo o meu ser e acalentando o meu espírito tão inquieto.

António D'Araújo
São Bernardo do Campo - Brasil

 

 

Antônio Paiva Rodrigues

 

ROSAS DA PAZ
Antônio Paiva Rodrigues


Somos botões viçosos
De espinheirais fortuitos
Não nascemos com destino gratuito
Precisamos regar adubar e melhorar
Nosso jardim, nosso coração, enfim
De rosas, papoulas e jasmins
O Céu no seu esplendor tem querubins
Serafins, operários da luz, nos traduzem
Amor, fraternidade, caridade reluzem
Nossos corações, ante a luz da prece
Nos levam ao amor e o perdão que fenecem,
As agruras da vida, perdida, esquecida, reduzem
Problemas, sofrimentos, num ato de fé.

Crescer, elevar, destinar é a sina da retina
Qual menina na esperança de uma vida triunfal
Isenta do mal, permeada de bem, vai mais além
Sem desdém, com alegria, sem exigência,
Com clemência, precisamos servir sem desanimar
É esperar, destinar, doar e imantar, amor com fervor.
A evolução caminha na pauta dos séculos,
Na luz do conhecimento, nas linhas sinuosas, nas féculas
Do alimento carnal, na ajuda aos semelhantes, esperas,
As emanações do mundo em processo de renovação.
Não nos arrependeremos de ajudar e clamar por gratidão
Doar, aprender com amor e semente de oração,
Os problemas são reduzidos, porém a conservação
apaga o sorriso e traz alaridos sem conotações.
Esperemos com fulgor a jornada evolutiva,
prometida pela instrutora divina que caminha
De passo a passo sem embaraços, o amor vence a morte.

No anseio de nossos semelhantes, somos brilhantes cristianizados,
esperados, por nós mesmos com afeição de fazermos melhor
Não tenha dó e sim alegrias, nas noites frias sem angústias
Com astúcia, desprendimento, alento e sem desespero
Tiremos o argueiro de nossa visão, a saudade é anseio,
Se não existisse a noite esqueceríamos o esplendor do dia.
Com referência, alicerces demandam segurança e esperanças
De dias melhores, com paz, amor e reverência sem violência.
Filhos amados perdoar é crescer, amar é verter luz,
De esperanças, de dias melhores, onde irmão ama irmão,
Amar, doar, trabalhar, aprender e servir é o porvir.

De uma vida nova, as palavras cantam melodias magistrais.
Nós imperfeitos, em marcha e contramarchas na introspecção,
De nossos corações que são verdadeiras rosas, joias aquilatadas
Na amplidão do bem que convém do amor que aniquila o mal,
Na esperança da bonança de um caminho fechado, abre-se outro.
O caminho do amor, do perdão, da paz, da caridade e sem vaidade vamos assoberbar os ensinamentos do Senhor que nos ensinou o bem sem olhar a quem. Somos o cadinho e não os escaninhos somos obreiros da paz e do amor que Cristo nos ensinou. O coração é a válvula propulsora da paz e da não violência, vencemo-la com benemerência divina que Deus nos destina para a nossa própria elevação. O amor corre em nossas veias, tirar vidas alheias jamais. Somos eternos aprendizes do amor e da paz.

Antônio Paiva Rodrigues
Fortaleza - Ceará - Brasil

Antonio Paiva Rodrigues-jornalista-membro da ACI- da ACE- da UBT- da Aouvirce e da Alomerce

 

 

António Zumaia

 

1 – Cartas ao amor


Neste tipo de poemas o poeta pretende atingir o ser a quem devota o seu maior sentimento ou seja o amor, estes recados embora com direção definida, são muito apreciados na medida em que todos nós pretendemos de uma forma ou outra transmitir o recado a alguém fazendo assim o poeta de interprete desses sentimentos no poema que escreveu para alguém. Para ilustrar estas cartas de amor darei alguns nomes de poetas eminentes, cujos recados nos encantaram. Luís de Camões, Barbosa do Bocage, Flor Bela Espanca, Pablo Neruda, Olavo Bilac e muitos outros.


VOA BAILARINA
António Zumaia


Voa, voa Bailarina…
É tão lindo o teu voar;
É teu sonho de menina,
o Trovador encontrar.

O teu voar é magia;
Borboleta encantada.
O Trovador te sentia,
no poema aprisionada.

Se escrevia… amor!
Soletrava alquimia;
Foi magia… essa flor,
que à luz o conduzia.

Nas asas da Bailarina,
ele espalhou poesia
e nos seus braços termina,
a mais bela melodia.

Já perdeu o seu voar,
no peito do Trovador.
Ela aprendeu a amar,
ele soube… o que era amor.

Poeta e a Bailarina,
são melodia e cor.
Fazer poemas termina;
Apenas cartas de amor.

Do livro "Poemas segundo o poeta"

António Zumaia - Portugal
em Sumaré - Brasil

 

 

Ariovaldo Cavarzan

 

INSTANTE LIGEIRO
Ariovaldo Cavarzan


Foi doce a entrega, nascida do beijo,
Sinfonia tocada em acordes de coração.
Restou arrepio de aragem, em solfejo,
Soprando de leve, em folhas no chão.

Que importa, se o instante ligeiro
Foi painel grafitado, enfeitando paixão,
Sem preocupar-se se foi passageiro
Ou se ventania embalando emoção?

Enquanto houver lua, do alto espiando,
E sol aquecendo saudades de amor,
Ficará a espera, a certeza, sonhando,
Doces lembranças enfeitadas de cor.

Folhas mortas rodopiam em balés de passado.
Pirilampos ofuscam estrelas em noites sem fim.
É a vida que segue, soprando, apressada,
Guiando os amantes em caminhos afins.

Ariovaldo Cavarzan
Campinas - SP - Brasil

 

 

Armindo Loureiro

 

AI, PORQUE ÉS ASSIM...
Armindo Loureiro


Um dia
Quem diria
Que te iria encontrar
E tu ali
Logo senti
Que algo tinhas para me dar
Chamei-te pelo teu nome
Vieste ter comigo
Disse-te que de ti tinha fome
E que queria ser teu amigo
Respondeste-me: porque não?
E eu fiquei deveras contente
Porque já eras uma ilusão
Não saías da minha mente
Palavra, puxa palavra
E as mãos falavam mais
Quanto mais atenção te dava
Mas ouvia os teus ais
Ai, porque és assim
Ai, porque és assado
Tu não gostas de mim
Só te aproveitas do meu bocado
Não… Podes crer que não
Estou deveras apaixonado
Tu és única nesta paixão
És esse meu bem-amado
E depois de tudo isto falado
Deste-me abertura para ir mais além
Não perdi de ser ousado
E te disse tu és meu-bem
Aceitaste-me como eu sou
Acompanhei-te a partir daí
E agora meu amor te dou
Junto de ti eu o vivi
Vou continuar a viver
Esse amor que grassa em mim
Só tu me dás prazer
Para de ti eu estar afim

Armindo Loureiro
Marco de Canavezes - Porto - Portugal

 

 
 

 

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