FÉNIX

 

 

LOGOS Nº 21

JULHO - 2016

 

 

 

Alfredo Pérez Alencart

 

 

OJALÁ QUE NUNCA TE SUCEDA
Alfredo Pérez Alencart 


A ti te tocará otra suerte
cuando se aleje la bonanza
y, al mirar en su vientre seco,
querrás ir tras el pan para los tuyos.
Serás como el recién llegado
que busca comida en la basura
y debe dormir bajo los puentes
mientras todo brilla por arriba.
Tú habías perdido la memoria
de esa pasada ciudadanía
que ataba las hambres a su cuello
y el trabajo a la servidumbre.
Pasarás desmedidas privaciones
para lograr empleos miserables
que los jóvenes del lugar no quieren
y tú harás con puntual esmero.
Todos viajamos en un mismo barco
que sube y baja con la marea.
Por el oro nunca te envanezcas
pues bien puede faltar mañana.

Sí: ojalá que nunca te suceda.



HUMILLACIÓN DE LA POBREZA
(Nino de tres años vendiendo chicles)
Alfredo Pérez Alencart

No decir tu nombre. Decir tus ojos reflejando fríos
decir tus manos extendidas; decir que perdiste niñez
porque un remolino de pobreza te estrelló por calles
donde escuchas palabras bruscas y palabras huecas.
No decir tu país o tu ciudad. Decir tu futuro en vilo,
dependiendo de valentías o vergüenzas devoradoras;
decir que subsistes en medio de los días quemados
y que no desfalleces aunque todavía eres vulnerable.
No decir el color de tu piel. Decir que las hambres
te gritan desde que naciste; decir que tu foto no sale
en las páginas sociales; decir que el día te hizo cauto
y que la noche y sus rapaces están ahí para devorarte.
No decir discursos políticos o teológicos. Decir que
nadie remienda tus zapatos; decir que tu desamparo
se debe al orbe asqueroso de la codicia; decir llanto,
injusticia procaz, rabia ciega; decir pan mío para ti.

In: http://www.nagarimagazine.com/ojala-que-nunca-te-suceda-y-otros-poemas-civicos-alfredo-perez-alencart/

Alfredo Pérez Alencart
Salamanca - Espanha


Alfredo Pérez Alencart (Puerto Maldonado, Perú, 1962). Poeta y ensayista peruano-español, profesor de la Universidad de Salamanca desde 1987. Fue secretario de la Cátedra de Poética Fray Luis de León de la Universidad Pontificia (entre 1992 y 1998), y es coordinador, desde 1998, de los Encuentros de Poetas Iberoamericanos, que organiza la Fundación Salamanca Ciudad de Cultura y Saberes. Actualmente es columnista de los periódicos La Razón y El Norte de Castilla, así como de varios diarios y revistas digitales de España y América Latina.

 
 

 
 

Alfredo Santos Mendes

 


SONHO OU PESADELO
Alfredo Santos Mendes 


Sonhei encontrar-me na selva embrenhado.
Nem uma vivalma ao redor se encontrava.
Somente um abutre voando aguardava,
Que meu corpo exangue caísse prostrado!

Fingi não ter medo, avancei arrojado
Tentando saber o que a noite ocultava.
Que sombra era aquela que ao vento ondulava,
Trazendo lembranças do tempo passado!

Tentei reagir mas senti-me enleado,
Que vozes aquelas ouvia a meu lado?
E me anunciavam qual era meu fim!

Aos poucos senti que o meu corpo finava.
Alguém fervoroso meu corpo afagava,
Era a minha amada aos beijos a mim!

Alfredo Santos Mendes
Lagos - Portugal

 
 

 
 

Álvaro Danjo Reis

 

 

VONTADE DE PECAR
Álvaro Danjo Reis 


Se por ventura eu morrer
Antes de te amar no mar
Quero que me sepultam no mar
Como purificação
Do deseja não realizado.
Mas para que eu parta
Feliz ao infinito, no meu velório
Todas as mulheres
Devem estarem nuas
E os homens de olhos vendados.
Não quero missa de padres
E nem sermão de pastores
Quero simplesmente que a poesia
Que vem do além
Na voz suave das mulheres
Que não deliciei as suas delícias
Porque terei partido virgem
Sem ter cometido nenhum pecado
E como pecado deixo desta vontade.

QUERO
Álvaro Danjo Reis 


Quero sentir o cheiro
dos teus cabelos
Roçar o teu corpo
E rasgar as tuas calcinhas
Quando esta cacimba abrandar.
Quero morder os teus lábios
Deslizar a minha bravura
Na penetração da arma
Na tumba da tua mocidade.
Quero saciar o meu vício
Sem princípio e nem ímpio
Na fugaz da tua tenuidade
Para me sentir gente.

 

Álvaro Danjo Reis - Moçambique
em São Paulo - Brasil


Álvaro Danjo Reis, nasceu talvez em Moçambique, descendente da arte Brasileira e filiado a cultura lusitana, nas escritas de Fernando Pessoa, Luís de Camões, entre a imaginação de um poeta emergente na fase revolucionária, não teve pai e nem mãe, senão o bastardo que o crio e o fez gente. Estudou o nível médio. Tornou-se poeta por amor aos livros líricos e a arte de escrever palavras. Ainda não tem livro publicado, senão poemas espalhados pelo mundo fora em diversas línguas. Vive na sepultura duma mente crua na poesia de rua do mundo da lua que o aprisiona.

 

 
 

Amélia Luz

 

 

RESGATE
Amélia Luz 


Naquela noite estranha
Refém da minha solidão
O meu amor era líquido
E parecia escorregar
Entre meus dedos sedados...
Tentava retê-lo,
Resgatá-lo,
Sugá-lo ávida
Para satisfazer-me, mulher!
Viscoso, caprichoso,
Indomável e arredio, ele fugia.
Esforço vão! Luta insana
Vencendo horas...
Adverti meu coração
Que gemia de paixão
Num arquipélago
De sentimentos confusos...
Eu, ilha distante, senti-me,
Perdida à deriva,
No oceano da desilusão,
Que inexplicável, me sucumbia.

Amélia Luz
Pirapetinga – Minas Gerais - Brasil

 
 

 
 

Amilton Maciel Monteiro

 

 

O TEU OLHAR
Amilton Maciel Monteiro 


O teu olhar, amor, é deslumbrante!
Já me encantou desde a primeira vez
que o reparei e tive a timidez
rompida, ali, naquele mesmo instante!

O tal encontro nosso foi, talvez,
de todos os que tive, o mais marcante!
Pois desde lá não vivo um só instante
sem pensar no olhar com que me vês!

Estou completamente apaixonado
e o teu olhar por certo é o mais culpado
de eu nunca me esquecer, jamais, de ti.

Eu sei que amar alguém é isso mesmo,
pois faz a gente até vagar a esmo...
Mas gostar tanto assim, eu nunca vi!

Amilton Maciel Monteiro
São José dos Campos -SP- Brasil

 
 

 

 

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