FÉNIX

 

 

LOGOS Nº 21

JULHO - 2016

 

 

 

Angelica Villela Santos

 

 

OLIMPÍADAS
Angelica Villela Santos 


Olimpíadas teremos
em dois mil e dezesseis;
bem unidos estaremos
cumprindo regras e leis.

Várias nações aliadas
demonstrando decisão,
são campeãs bem preparadas,
atletas de tradição

Todos visando medalha,
dando de si o melhor,
numa amigável batalha,
nenhum quer ser o pior.

Lá no Rio de Janeiro,
a cidade se prepara.
Há um clima alvissareiro
que esta festa já declara.

Vamos ter a natação,
o tiro ao alvo, a corrida,
tudo em meio à vibração
da platéia embevecida.

Todo esporte é muito lindo
e nos mostra com prazer
o que atletas, se exibindo,
são capazes de fazer.

Angelica Villela Santos
Taubaté - Brasil


Angelica Maria Villela Rebello Santos- nome literário: Angelica Villela Santos- é natural de Guaratinguetá-SP e reside em Taubaté desde 1961. Cidadã Taubateana pela Câmara Municipal de Taubaté-SP. Vários prêmios em contos, crônicas, poesias, trovas, haicais. Membro cofundador da Academia Taubateana de Letras. Pertence também como membro titular à Academia Valeparaibana de Letras e Artes, de Taubaté. Cinco livros publicados.

 
 

 

Anna Ribeiro

 

 

ALDRAVIA GEMINADA
Anna Ribeiro 

 

  Tempo  
viajando   desembarco
em   em
olhares   ilusôes
de   de
  ontem  
  Madrugada  
revelados   ciente
segredos   em
da   desilusão
alma   amargurado
  enloqueceu  
 

 

 
   Desejos  
se   nosso
durar   amor
sera   em
quase   tempo
  eterno  
  Apavorada  
sombria   a
noite   infeliz
sem   ri
luz   do
  tédio  


Anna Ribeiro
Itajai - SC - Brasil
www.neydebohon.com.br

 
 

 

Antonia Aleixo Fernandes

 

 

ESPERANÇA DE CRIANÇA
Antonia Aleixo Fernandes 


Eu desde criança
observava as diferença
entre minhas coleguinhas da escola
que comiam e se vestiam muito bem,
Enquanto ficava só olhando
todo aquele conforto,
já me indignava
na minha cabecinha de criança.
Por que tanta diferença
se é todos iguais?
O tempo passa
Surge o salvador da Pátria
com pensamentos iguais ao meu
Caí de cabeça e acreditei
porque sempre sonhei
com mundo melhor
Hoje,
desolada, decepcionada
me pergunto:
Por que a natureza humana
é tão inconstante?
Quase perco as esperança
de ver um mundo menos desigual
por conta da ganância humana
meu sonho se partiu em pedaços
em decorrência dos fatos.
Mas o sonho continua
vou juntar cada pedaço dele
e reconstruir outro caminho
sem perder de vista
minha sensibilidade
e o meu carinho!

Antonia Aleixo Fernandes
São Paulo- Capital- Brasil
www.toniaaleixo.com


Antonia Aleixo Fernandes, Escritora, Assistente Social e Perita Social, Pós Graduada em Administração Hospitalar e Gerontologia.
Assistente Social- Centro de Referencia Especializado da Assistência Social-CREAS -VP, na Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social- SMADS-(1999)
Membro Correspondente da Academia de Letras de Teófilo Otoni- Sergipe SE.
2015- Publicações anuais na Lógus Fênix- Revista de Portugal
2015-Publicação anual na Revista Literária da Academia de Letras de Teófilo Otoni, Sergipe- SE.
2014- Café- com- letras-Água, bendita água, Revista Literária da Academia de Letras Teófilo Otoni, poema: Fonte da Vida. Sergipe- SE
2014-I Antologia para mostrar que te Amo-Ponto da Cultura Editora, poema: Coração Solitário.
2013- (UNI) VERSO-Antologia Poética - Poema: Catador, Editora Brasil Causual
2013- Lançamentos solo do Livro de poesias “Sonhos e Veredas”, Editora Brasil Casual-
2013- Participou do Movimento ViArte, Os Melhores Sonetos de Amor- Poema: Amor em Três Compassos.
2012- Concursos Nacional-Novos Poetas- Premio Sarau Brasil- Antologia Poética; Concurso Cultural Brasil Casual- Poemando o Brasil; “- Editor Brasil Casual”. RS
2010- XVIII Congresso Brasileiro de Poesias “Poeta Mostra a Teu Cara” - Bento Gonçalves – RS

 
 

 

António Barroso -Tiago

 

 

SE UM DIA...
António Barroso (Tiago) 


Se um dia...
A nuvem que chora
Ficasse, não fosse embora,
E chorasse sempre assim,
Eu bebia as suas águas
P’ra lavar todas as mágoas
Que trago dentro de mim.

Se um dia...
A estrela cadente
Que risca o céu, num repente,
Caísse, do seu destroço
Eu formaria fiadas
Dessas contas prateadas,
P´ra te enfeitar o pescoço.

Se um dia...
Correr o mundo,
Lá do canto mais profundo,
Te direi, amargurado,
Que se custa a despedida
Custa mais sentir a vida
Passar sem ti, a meu lado.

Se um dia...
Beber licor
Ao beijar, com muito amor,
Os teus lábios sensuais,
Serei mais que viciado,
Um eterno embriagado
Lutando sempre por mais.

Se um dia...
Ao nascer do sol,
Não ouvir o rouxinol
Nos seus gorjeios de tenor,
Rogo à brisa, peço ao mar,
Que vão, junto a ti, cantar
Meus versos feitos de amor.

Se um dia...
Num ar vaidoso,
Quiseres o corpo formoso
Vestido p’ra me agradar,
Pedirei à natureza
Só tecidos de beleza
Com fiapos de luar.

Se um dia...
Quando pisares
A fina renda dos mares,
Sem findarem tuas dores,
Corro o mundo, lés a lés,
Para pôr sob os teus pés
Tapetes feitos de flores.

Se um dia...
Já não puder
Dizer tudo o que souber
Deste grande amor por ti,
Sentirás meu coração
A pulsar na tua mão.
Estou vivo, mas já morri.

Se um dia...
A brisa viesse
Dizer-me que, se eu quisesse
Morrer, bastava um desejo,
Num gesto desesperado,
Morreria de bom grado
Pelo sabor dum teu beijo.

Se um dia...
A morte chegasse
E, p’ra sempre, te levasse,
Meu amor, não choraria.
Por te amar como a ninguém,
Eu morreria também
P’ra te fazer companhia.


António Barroso (Tiago)
Parede - Portugal


António Barroso (Tiago), grande poeta português, nascido en Vila Viçosa, terra-mãe de Florbela Espanca, dir-se-ia ter herdado o espírito poético latente nessa atmosfera alentejana, tendo já obtido inúmeros prémios, desde primeiros até menções honrosas, em Portugal, Brasil, Itália e República Dominicana, para além de poemas em centenas de cirandas e antologias.
Por convite, que muito lhe honrou e aceitou, é membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, em Cachoeiro do Itapemirim; Academia Rio-Grandina de Letras em Rio Grande e sócio do Clube dos Poetas Livres, em Florianópolis, e, ainda, membro da AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores; “(todos no Brasil. ) Também, de "Os Confrades da Poesia” – Amora / Portugal; também associado do Clube da Simpatia, em Olhão. Colabora no Boletim da Associação dos Pupilos do Exército, na Revista Virtual Eisfluências (Portugal/Brasil), na Revista Ventos do Sul, no Brasil e do jornal "Agora" de Porto Alegre, Brasil.

LIVROS ARTESANAIS DE POESIA:
- Memórias do tempo que passa
- Devaneios de Outono
- Último Fôlego
- "... antes que chegue o inverno "

 
 

 

Antonio Cabral Filho

 

 

FUTEBOL TARDIO
Antonio Cabral Filho 


Sempre à tardinha
quando o dia turva
jovens e adultos
buscam um campo
sempre de terra batida
com a bola embaixo do braço.

Vão pelos recantos
rumo aos arrabaldes
até ao lugar mais próximo
e se reúnem ao centro
para escolher os times.

Se inicia o jogo
e a bola rola serena
leve como uma pena
entre chutes e cabeçadas
sobre o campo esburacado.

Ninguém sabe o final
qual será o desfecho
desse jogo tardio
de atletas do acaso
enquanto a bola dança
seu balé sinistro
sobre esse chão tétrico,

ninguém distingue nela
e em seu vermelho-sangue
a cabeça do corpo anônimo
visto à beira da vala.

Mas o jogo tem fim
e ninguém sabe o placar
porque entre um pá-pá-pá e outro
o campo ficou deserto
e a bola sozinha
ao pé da trava
como a cabeça anônima
do corpo à beira da vala.

Antonio Cabral Filho
Rio de Janeiro - RJ/Brasil
antologiabrasilliterario.blogspot.com.br

 
 

 

 

Livro de Visitas

 

 

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