FÉNIX

 

 

LOGOS Nº 21

JULHO - 2016

 

 

 

S/FOTO

Edno Freitas Machado - MACHADO

 

 

A ÚLTIMA POESIA
Edno Freitas Machado - MACHADO 


Não sou poeta,
Não vivo da poesia
Admiro quem a faz,
Admiro quem vive dela.

Não sou músico,
Não vivo da música.
Admiro quem a faz,
Admiro quem vive dela.

Não sei fazer poesia,
Não sei música.
Admiro quem sabe tatear,
Admiro quem sabe ouvir.

Fiz música, fiz poesia
Uma poesia eu musiquei.
Uma música eu ouvi.
E senti a paz

Não vi poesia em minha música
Não ouvi música em minha poesia.
Por isso decidi
Pela última vez!

Edno Freitas Machado
Campo Grande - MT - Brasil
Escritor e poeta

 
 

 

Edvânia Ramos

 

 

Edvânia Ramos 

Tem no corpo a beleza de todas as deusas
Tem na alma a pureza de todos os anjos
Não me provoque menina, não fiz votos de santidade.
Não me condene ao inferno
Por amor eu desceria pra lá, eu enfrentaria demônios.
Eu apagaria esse fogo que fez meu corpo queimar por toda essa noite que pareceu mais longa que todas as outras.
O que fez comigo?
Castigo?
Não ouse, também sei castigar...

Edvânia Ramos
Aracaju - SE - Brasil


Edvânia Ramos é poetisa, contista e romancista.
Cultivou o hábito pela leitura muito cedo e aos doze anos começou a escrever seus primeiros romances. Iniciou o curso de pedagogia em 2008, fez vários outros cursos e em 2012 publicou seu primeiro livro “O invasor”. Por essa 1ª edição recebeu uma homenagem do Jornal O Capital na edição nº 219 em setembro de 2012. Tem entrevista e destaque por Selmo Vasconcelos, ocupando edições da Revista Prisma Cultural.
Participou das antologias “O futuro nos pertence”, “Seleta Cultural Brasil-Portugal”, “Seleta do II Encontro de Escritores Sergipanos”, Poete-se, I Antologia Poética de Sergipe “Poeme-se, Literarte Celebra Sergipe” onde recebeu sua primeira medalha e em dez de setembro de 2015 é homenageada pela escritora Nalva Dias que lhe entrega sua segunda medalha de Mérito Acadêmico 2015. Em janeiro de 2016 trás a publico seu segundo livro, Desejos da Alma.

 
 

 

Efigênia Coutinho

 

 

RAZÃO
Efigênia Coutinho 


Sonhos, quais gotas de chuvas vão,
Por cima das folhas deslizando...
Uma verde clorofila em profusão,
Toda terra com palavras, enfeitiçando,
Alimentando a vida... Fecundando!

Horas que nossos dias enternecem
Reunindo os sonhos mais bonitos,
Perfilando textos que enaltecem
A realidade desses desejos infinitos:
Messe de risos que só enobrecem.

Perene e tão vasto em sua realidade,
Cada sonho parece canto angelino
Que a natureza em exterioridade...
Vai ofertando seu próprio destino
Ao branco amor em desatino!...

Ama tudo tanto quanto desejares.
Não permitas os sonhos retardares,
Voa depressa, o dia já é amanhecido!...
Para viveres o que foi dito em belos ares,
Pois esta será a razão de teres nascido!

Efigênia Coutinho
Balneário Camboriú - SC - Brasil

 
 

 

Eliane Triska

 

 

QUANDO VOLTAS?
Eliane Triska 


Sinto pena de mim, nessa saudade
Dos silêncios que tua falta multiplica,
Essa dor com sabor de eternidade,
Essa folha que no chão se faz caida.

Tempo, não te perca em leviandades!
Segue ao largo do andarilho ermitão,
Cale os ventos das afoitas tempestades
E as poeiras que espalham o furacão.

Quando voltas?Digo, a olhar o sol poente
Que no beijo amansa a sede de horizontes
E aplaca minha espera impertinente!

Volta! Seguir-te-ei de mim mesma esquecida
Como a reza, junto ao templo, penitente
E a pétala desfolhada, suicida.

Eliane Triska
Canoas - Brasil

 
 

 

Elio Moreira

 

 

EU VEJO EM VOCÊ
Elio Moreira 


Eu vejo no doce de seu sorriso
A mais acentuada candura
De menina frágil e inocente
Aquele jeitinho carinhoso
Que há tempos me faz sonhar
Com a sinceridade de um amor
Que em êxtase estou a lhe dedicar.

Eu vejo e sinto a genuinidade
Na transparência de seu olhar
Nele a percepção de certa malicia
Demonstrando no belo do semblante
Aquele arzinho maroto de menina travessa
Consequências de uma vida concebida para amar
E eu absorvo a sensibilidade quando seu corpo
Com admiração e imensa ternura estou a abraçar.

Eu vejo em sua aura uma luz
Indicando-me os caminhos floridos
Que em verdades ao seu coração me conduz
E sinto enaltecer-me em sua lealdade
Quando nós dois de corpos presentes
Deixamos aflorar momentos sensíveis
Enternecendo-me a fragrância delicada
Emitida pela lascividade corporal
Na real eternização da felicidade.


Elio Moreira
Torres – RS - Brasil


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