FÉNIX

 

 

LOGOS Nº 21

JULHO - 2016

 

 

 

Myrian Dantas

 

 

AMOR À PRIMEIRA VISTA
Myrian Dantas 


Sonho ou realidade?
Muitas vezes, quando miramos alguém
olhos nos olhos
sentimos um certo magnetismo
ou atração que logo passamos a definir:
É O AMOR.
Talvez exista, depende de cada um.
Talvez exista, depende do destino.
E quem sabe pode ser um amor
duradouro!
Só quem viveu o encontro do olhar
soube entender sua dimensão,
porque foi a primeira vista
que um grande amor nasceu!
É como diz um velho ditado:
"Nunca te vi e sempre te amei"
Nós podemos dizer; assim que nos vimos
sentimos a força do amor,
da compreensão e o início de uma
longa vida a dois,
pois foi tão maravilhoso aprender a lhe amar,
que será difícil e talvez impossível
aprender a esquecer você.

Myrian Dantas de Lima
Aracaju/Sergipe/Brasil
Face: Myrian Dantas
mdantasrabisco.blogspot.com.br


Myrian Dantas de Lima, nome literário Myrian Dantas. Nascida em Piranhas/AL, residente em Aracaju/Sergipe/Brasil. Escritora e poetisa, passatempo principal ler e escrever. Aperciadora das artes em geral, e defensora da natureza.

 
 

 

Nadia Celestina Bagatoli

 

 

ORVALHO DA MADRUGADA
Nadia Celestina Bagatoli 


A noite chegou, cansaço chegou, sono cochilar;
Em plena madrugada, acordei, calor imenso;
Havia chovido imensamente, nesta madrugada.
Restos de chuva no telhado, em plena madrugada.
Inquietante, não conseguia mais dormir;
Só restou lá for a o orvalho da madrugada, inquie-
tante nos meu pensamentos, a grama úmida› ›com
seu frescor, andando na madrugada descalça;
Olhando a escuridão, Só escuridão;
Pisando meus pés quentes em plena grama com
Seu frescor, úmida;
Aí!!!que arrepio de prazer, o orvalho da madrugada.
Devaneio dos meus pensamentos, inquieta;
Não conseguia dormir, só restou o orvalho;
Em plena madrugada, calor, nua em pleno verão.
Já num canto uma velha casa, noutro canto dela;
Uma vela acesa, eu aqui na grama com a escuridão;
A chuva se foi, só ficou o orvalho;
Na maciez da grama úmida;
Até o dia amanhecer….

Nadia Celestina Bagatoli
Presidente Getúlio - SC - Brasil.


Escritora, Poetisa, Autora e Professora, com três livros lançados.
E Membro da “A.L.B- Acadêmica de Letras do Brasil-Seccional de Presidente Getúlio.''
Consagrada ao Titulo de Imortal e empossada à Cadeira Nº 8 da A.L.B/S.C.” Como membro vitalício da Academia de Letras de 2014."
Blog: Poesias, Poemetos, Prosas, Pensamentos e Frases
http://nadiacelestinaethaliabagatoli.blogspot.com.br/
Fan-Page : Nadia Celestina Bagatoli.(https://www.facebook.com/NadiaCelestinaBagatoliW/?fref=ts)

 
 

 

Nicolau Saião

 

 

JUAN CARLOS GARCIA HOYUELOS
Traduzido por Nicolau Saião 


Juan Carlos Garcia Hoyuelos, poeta espanhol nascido em Basauri (Vizcaya) em 1968 e residindo em Burgos, tempo atrás meteu ombros a um projecto chegado há dias a bom porto: dar a lume uma antologia, acompanhada de um CD protagonizado por trinta e três cantores destacados - de qualidade, seria melhor dizer, de Gonçalo Salgueiro a Liliana Benveniste, de Filipe Gonçalves a Gabriel Moreno... - dando corpo ao seu poemário "Aire, fuego y deseo" com traduções em todas as línguas faladas na Ibéria.
Fui um dos tradutores para a língua lusa. A par de confrades como Maria Estela Guedes, João Rasteiro, Sónia Bettencourt, Carlos Nogueira Fino, Gabriela Rocha Martins, Luís Reis, Zilda Joaquim, Xavier Zarco, Inês Ramos e José Viale Moutinho.
Tanto quanto é de minha informação, a obra tem sido extremamente bem recebida nas diversas Feiras do Livro havidas em Espanha, estando previsto o seu futuro lançamento em diversas cidades portuguesas.
Para dois minutos de eventual leitura, aqui vos deixo os 3 poemas que tive o gosto de verter para a nossa língua.

 

Foto de Juan Carlos Hoyuelos



APROXIMA-TE, SEJA COM A VERDADE OU COM A MENTIRA

Diz-me, ainda que seja uma mentira
de amor com sons de certeza.
Hoje, como nunca, necessito
das tuas palavras, tenho de rodear-me
dos teus montes de nevoeiro.

Deixa uma verdade de amor na minha respiração,
um placebo nas minhas dúvidas,
aquelas que, tolo de mim, num dia são ferida
sem cura possível,
e num dia diferente, não muito distante
da ruína evidente, levianas intrigas.

Aproxima-te, ainda que a hena das tuas carícias
leve embebida uma morte súbita,
ama-me como eu te sinto agora,
deixemos feridos os nossos lábios
de tanto provocarem vendavais de lume.

E quando o leito não consiga
distinguir-nos, desfolhemos nós
essa mentira até dar
com o seu oculto pensamento.


O CULPADO

Será pelos arquejos do ar que respiro
ou pelo bailado do piano que desde o antigo
hangar da memória continuo a escutar,
será a tua ausência ou o precário esquecimento
que me atraiçoa ante a menor adejo
que a brisa provoca na minha roupa, morada das tuas caricias
farrapos das nossas loucuras,
será por tudo isso,
ou porque não sei viver sem o teu mistério…
os meus olhos deitam-se num desconsolo, vagueando por sonhos
que nunca lhes pertenceram,
ou ainda pior, tenho a sensação
de ter desapossado
quem agora acompanha os teus.

Pergunta-lhe que sonhos tem, pergunta-lhe,
e se em nenhum deles eras cúmplice
eu dois delitos confesso:
arrombamento de moradia
e ter-lhe dado a morte de cada vez que dorme.

Sim, culpado por procurar-te
na intimidade da tua cama,
culpado porque os meus despertares
são tão alegres como tristes são as noites
que se prendem ao calor da almofada.


PODE SER QUE …

Pode ser que por serem tão iguais,
o fogo se haja extinto em nossos olhos,
pode ser…que as palavras exactas,
as mais necessárias,
antes tão usuais e espontâneas
se hajam quebrado em mil pedaços
por lhes faltar o ar

Nós nos esforcemos por encontrar
uma razão nos plurais
ou em esperar quem no fim
se apropriará da última palavra;
era um facto mais que evidente
que ambos fômos uns náufragos
aprisionados na mesma ilha


Nem sequer seria justo
dizer que vivíamos num equívoco;
lembra-te dos beijos que derrubaram
o pulso meticuloso da noite
e dos olhares cúmplices
que não precisavam de outro vocabulário

Embora assegures que o amor
não dura toda uma vida
(começo a pensar que tens razão),
pode ser que ao dividir-se o dia
na lonjura
a escassos metros do seu ponto final
ainda fiquem contudo beijos rebeldes
esperando na retaguarda

Pode ser…

Juan Carlos Garcia Hoyuelos


Tradução de Nicolau Saião para a antologia “Aire, fuego e deseo”
(Em todas as línguas usadas na Ibéria, do ladino ao português)

 
 

 

Nídia Vargas Potsch

 

 

ÁLBUM DE RETRATOS!
Nídia Vargas Potsch 


Colocados nas paredes das residências
Armazenados no computador
Salvos em algumas nuvens
ficam lembranças guardadas
momentos que desejamos
perpetuar para a posteridade.

Rever estes gurdados
não é a mesma coisa
que manuseá-los um a um...
Não é o mesmo que
recordar os bons instantes
em que foram feitos, inseridos
Num bom e velho álbum de retratos.

Se fechamos os olhos
depois e uma rapida olhadela,
chegamos a sentir as poses,
as pessoas sorrindo,
até as gargalhadas havidas
as roupas usadas,
os trejeitos engraçados
e tudo o mais...

É uma gostosura sentir
cada foto em especial
cada momento de ternura
e perceber ou lembrar o instante
em que o click aconteceu...

Álbum de retratos, você me fascina!

Nídia Vargas Potsch - @Mensageir@
Rio de Janeiro - Brasil

 
 

 

Nilza de July da Costa e Silva

 

 

EXUBERANTE NATUREZA
Nilza de July da Costa e Silva 


Vejo da minha janela
A borboleta amarela
Voando de galho em galho
Pousando na folha de orvalho
Isto é pura poesia
Que me traz muitas alegrias.

Folhagens verdejantes
E colibris esvoaçantes
Possam na minha janela
E a borboleta amarela.

As flores vermelhas de sininhos
Alegram os passarinhos
Que pulam de galho em galho
Neste clima de orvalho.

O céu pintado de azul
Prenuncia um lindo dia
Com emoção e alegria
Nas terras do Rio Grande do Sul.

Nilza de July da Costa e Silva
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 

 

 

Livro de Visitas

 

 

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