FÉNIX

LOGOS Nº 25

MAIO - 2017

 

 

Alfredo dos Santos Mendes

 
 

RICO OU POBRE
Alfredo dos Santos Mendes

 

MOTE

Há ricos que são tão pobres,
Gerindo sua riqueza.
Que um mendigo com uns cobres,
É mais rico com certeza.

Quadra de: Alfredo Mendes
Glosada pelo autor.


GLOSA

Por viverem n’opulência,
Mostrarem por evidência,
Mesa farta, salões nobres.
Não lhes dá a garantia,
Nem serve de mais-valia,
Há ricos que são tão pobres.

Quando o livro da razão,
Apenas é a condição:
Do haver, uma certeza.
É escravo do vil metal,
Quem se porta como tal,
Gerindo sua riqueza.

Se teu viver são cifrões;
Os amigos, teus milhões;
Muitos amargos encobres.
Teu paupérrimo viver,
É bem pior podes crer,
Que um mendigo com uns cobres!

Ser pobre não é vergonha.
E não há pobre que ponha,
Entraves à sua mesa.
Seus amigos, seu parceiro.
Não os tem por ter dinheiro,
É mais rico com certeza!

Alfredo dos Santos Mendes
Lagos - Portugal

 
 

 

Alfredo Pérez Alencart

 
 

AMOR A LA PATRIA
Alfredo Pérez Alencart

He llegado a comprender
que en este mundo
mi patria verdadera
la encuentro
en el mapa de tu cuerpo.

No hay más patria
que tu entrega
ni hay más mundo
que este amor.

En la esposa del amor
está la patria.

In: http://metaforologia.com/aqui-es-el-cielo-alfredo-perez-alencart/

Alfredo Pérez Alencart - Peruano
em Salamanca - Espanha


Alfredo Pérez Alencart (Puerto Maldonado, Perú, 1962). Poeta y ensayista peruano-español, profesor de la Universidad de Salamanca desde 1987. Fue secretario de la Cátedra de Poética Fray Luis de León de la Universidad Pontificia (entre 1992 y 1998), y es coordinador, desde 1998, de los Encuentros de Poetas Iberoamericanos, que organiza la Fundación Salamanca Ciudad de Cultura y Saberes. Actualmente es columnista de los periódicos La Razón y El Norte de Castilla, así como de varios diarios y revistas digitales de España y América Latina.

 
 

 

Amilton Maciel Monteiro

 
 

DESPEDIDA
Amilton Maciel Monteiro

Já estou me despedindo desta vida,
pois sei que está chegando ao seu final...
Depois de uma existência tão comprida,
ter que partir é coisa natural...

Aqui vai meu adeus, gente querida;
não quero ninguém triste... Que, afinal,
não fujo de algo mau e que a partida
reflita o meu viver, sempre cordial.

Se acontecer que eu chore em meu adeus,
amigos, não será por sofrimento;
é só a expressão dos sentimentos meus...

E os últimos suspiros e abalos,
se eu os tiver, serão só de lamento
pela pena que eu sinto por deixá-los!

Amilton Maciel Monteiro
São José dos Campos - Brasil


Amilton Maciel Monteiro, brasileiro, advogado, casado, pai de três filhos e avô de sete netos, nasceu na cidade paulista de Guaratinguetá e, há mais de cinquenta anos, reside em São José dos Campos. Nesta cidade trabalhou no Banco do Brasil e, depois de aposentado, também colaborou, no CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e na então Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, onde, em 1969, se formou em Ciências Jurídicas e Sociais. Bacharelado e concursado para Juiz do Trabalho,ministrou aulas de Educação Moral e Cívica no Colégio Estadual Maria Luiza Guimarães Medeiros e, por mais de dez anos, lecionou Teoria do Estado e Direito Constitucional na mencionada Faculdade de Direito, que hoje integra a Univap, Universidade do Vale do Paraíba. Desde o ano de 1968 participa do Movimento das Equipes de Nossa Senhora (ENS).
É autor dos livros: “Estágios D´Alma” (poesias), “Cassiano, fragmentos para uma biografia”, “Elementos Históricos da Univap e de seu Berço”, “Vocabulário Bíblico”, “Poesias Recolhidas”, e “Mitos, Fatos & Memórias”, sobre a origem e os primeiros avanços de São José dos Campos. Pertence à União Brasileira de Trovadores – Seção de São José dos Campos.

 
 

 

Ana Dias

 
 

NO TEU SORRISO
Ana Dias

No teu sorriso
No teu sorriso
Bailam estrelas
O Sol, inciso,
Empalidece
Só de vê-las

Nunca anoitece
Quando sorris
Até parece
Que flores brotam
Quando sorris

C’o teu sorriso
Nascem jasmins
De improviso,
Dançam faunos
E querubins

(À minha mãe. Constante da Antologia Doces Loucuras – Louvor Ao Sorriso, Boletim do Lavra, 2013)


Ana Maria Dias
Vale Vite - Vimeiro - Portugal


É professora do 3º Ciclo e Secundário. Tem vindo a participar em várias Antologias nacionais, brasileiras e lusófonas. Tem vários livros publicados, desde Contos Infanto-Juvenis e outros, crítica literária, ensaios, poesia, prosa-poética. Participou em crítica cinematográfica, promovida por Lauro António, em que obteve vários primeiros lugares. Vários prémios em Jogos Florais.

 
 

 

Ana Isabel Rosa

 
 

RESGUARDO DA VIDA
Ana Isabel Rosa

A vida é agasalhada por uma manta recortada
Com tantos quadrados coloridos!

Que podem ser contemplados, experimentados
E até mesmo acariciados.

Quando os seus pontos somente alinhavados
Se desfazem, esta manta,
Enfeitada de cores perfeitas torna-se num agasalho
Com alguns defeitos.

Pontos separam-se…
Isolam-se… perdem-se assim no fio que os envolve…

Assim, é a vida…
Quando certos pontos abdicam de uma união
Desperdiçam a linha que os une e anulam-se na insignificância
Do vazio que criam para si e para alguns.

Será que vale a pena recebe-los de volta?

Como ninguém vive sem ninguém, por vezes, pondera-se
Até chega-se a aceitar a junção dos pontos já sabendo de antemão
Que muita das vezes não há volta a dar.

Então, é preferível ter uma manta remendada do que viver com
A hesitação de quem não sabe estar unido e, não é digno
De no Resguardo da Vida se agasalhar!...

Ana Isabel Rosa
Ponta Delgada - Açores - Portugal

 
 
 
 

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