FÉNIX

LOGOS Nº 25

MAIO - 2017

 

 

António Barroso (Tiago)

 
 

SE UM DIA...
António Barroso (Tiago)

Se um dia...
A nuvem que chora
Ficasse, não fosse embora,
E chorasse sempre assim,
Eu bebia as suas águas
P’ra lavar todas as mágoas
Que trago dentro de mim.

Se um dia...
A estrela cadente
Que risca o céu, num repente,
Caísse, do seu destroço
Eu formaria fiadas
Dessas contas prateadas,
P´ra te enfeitar o pescoço.

Se um dia...
Correr o mundo,
Lá do canto mais profundo,
Te direi, amargurado,
Que se custa a despedida
Custa mais sentir a vida
Passar sem ti, a meu lado.

Se um dia...
Beber licor
Ao beijar, com muito amor,
Os teus lábios sensuais,
Serei mais que viciado,
Um eterno embriagado
Lutando sempre por mais.

Se um dia...
Ao nascer do sol,
Não ouvir o rouxinol
Nos seus gorjeios de tenor,
Rogo à brisa, peço ao mar,
Que vão, junto a ti, cantar
Meus versos feitos de amor.

Se um dia...
Num ar vaidoso,
Quiseres o corpo formoso
Vestido p’ra me agradar,
Pedirei à natureza
Só tecidos de beleza
Com fiapos de luar.

Se um dia...
Quando pisares
A fina renda dos mares,
Sem findarem tuas dores,
Corro o mundo, lés a lés,
Para pôr sob os teus pés
Tapetes feitos de flores.

Se um dia...
Já não puder
Dizer tudo o que souber
Deste grande amor por ti,
Sentirás meu coração
A pulsar na tua mão.
Estou vivo, mas já morri.

Se um dia...
A brisa viesse
Dizer-me que, se eu quisesse
Morrer, bastava um desejo,
Num gesto desesperado,
Morreria de bom grado
Pelo sabor dum teu beijo.

Se um dia...
A morte chegasse
E, p’ra sempre, te levasse,
Meu amor, não choraria.
Por te amar como a ninguém,
Eu morreria também
P’ra te fazer companhia.


António Barroso (Tiago)
Parede - Portugal


António Barroso (Tiago), grande poeta português, nascido en Vila Viçosa, terra-mãe de Florbela Espanca, dir-se-ia ter herdado o espírito poético latente nessa atmosfera alentejana, tendo já obtido inúmeros prémios, desde primeiros até menções honrosas, em Portugal, Brasil, Itália e República Dominicana, para além de poemas em centenas de cirandas e antologias.
Por convite, que muito lhe honrou e aceitou, é membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, em Cachoeiro do Itapemirim; Academia Rio-Grandina de Letras em Rio Grande e sócio do Clube dos Poetas Livres, em Florianópolis, e, ainda, membro da AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores; “(todos no Brasil. ) Também, de "Os Confrades da Poesia” – Amora / Portugal; também associado do Clube da Simpatia, em Olhão. Colabora no Boletim da Associação dos Pupilos do Exército, na Revista Virtual Eisfluências (Portugal/Brasil), na Revista Ventos do Sul, no Brasil e do jornal "Agora" de Porto Alegre, Brasil.
LIVROS ARTESANAIS DE POESIA: - Memórias do tempo que passa; - Devaneios de Outono; - Último Fôlego: - "... antes que chegue o inverno "

 
 

 

António D'Araújo

 
 

BELAS TARDES
António D'Araújo

Assim como os belos e doces lírios do campo
minha alegria padece perene,
e tremula sob os ventos dos teus sorrisos.
E embalo os meus desejos no calor do seu corpo,
nas belas tardes do extenso verão da alma.

António D'Araújo
São Bernardo do Campo - Brasil

 
 

 

António Justo

 
 

A VIOLÊNCIA AUMENTA TAMBÉM NA EUROPA
Forte Emigração de Estados em Decomposição
Por António Justo


A realidade criminal na Alemanha
A delinquência do dia-a-dia, aliada à criminalidade de motivação ideológica, é “preocupante” como afirma o ministro do interior alemão ao apresentar a estatística criminal de 2016.
Em 2016, na Alemanha houve 6,37 milhões de infrações criminosas registadas pela polícia. Houve 2418 casos de assassinatos e homicídios; 7.919 casos de violações e agressões sexuais; 151.265 casos registados de assaltos a casas. A quota de esclarecimento geral é de 56,2%. É alarmante o à vontade com que bandos de estrangeiros vão ocupando as grandes cidades.
De motivação ideológica ou política registaram-se 23.555 infrações de extremistas da direita, 9.389 infrações de extremistas de esquerda e 3.372 casos de criminalidade de estrangeiros. À conta de requerentes de asilo, refugiados da guerra civil e refugiados tolerados houve 174.438 infratores (nos delitos não estão incluídas as violações contra as leis de imigração; muitas das vítimas são também elas refugiados!) Os infratores provêm na maioria de países da África do Norte; os crimes praticados por sírios cf. www.bmi.bund.de não são tão frequentes. Dado a política de refugiados ter falhado, a soberania da opinião sobre criminalidade faz parte dos extremos da sociedade. Tornou-se rotina a apresentação da estatística sem que haja consequências a tomar em relação a elas. Enquanto for o povo a aguentar, o Estado prefere branquear a situação. Berlim é a capital do crime, com uma quota de 16.161 infrações por 100.000 habitantes.
O problema é cultural e como tal de grande sustentabilidade
A esmagadora maioria dos imigrantes é muçulmana e não se integra na sociedade, como revela a recente percentagem de 70% de turcos na Alemanha a apoiarem o ditador turco Erdogan. O partido liberal (FDP) reagiu ao fenómeno desta votação que contradiz a mundivisão alemã de um Estado democrático de direito (e revela a mentalidade da comunidade turca a viver na Alemanha desde há 60 anos), exigindo publicamente que pessoas com dupla nacionalidade só devem ter a possibilidade de votar num país, para evitar conflitos de lealdade. Juridicamente é um caso quase impossível e como tal um tema propício para épocas de eleições.
Bandos de jovens do próximo Oriente, Eritreia e da Ásia central afirmam a sua presença nos centros urbanos europeus.
Estados em decomposição devido a fragmentações religiosas e tribais produzem bandos criminosos especialmente entre a numerosa juventude abandonada a si mesma que provoca distúrbios nos seus países (bolhas de juventude: Youth Bulges) e avalanches demográficas em direção a países fora de África e do próximo oriente; através da Líbia vêm africanos do sul do Saará (sobretudo da Somália, Eritreia e do oeste africano islâmico). Há muitos grupos criminosos que enriquecem à custa dos movimentos migratórios.
Na política de descolonização e de protetorados, o Ocidente criou estados-nação em regiões de cultura tribal cujos interesses são contrários a instituições nacionais centrais (justiça, polícia, administração central). Por exemplo a Líbia tem muitas tribos, mas não tem um povo nacional. Líbia e Somália têm governo, mas não têm Estado (No mundo árabe só Marrocos e o Egipto são países com estruturas estatais estáveis). A Europa incorreu no erro de transplantar a democracia de pluralidade partidária para sociedades de tradição tribal, o que não funciona, porque nelas, os factores de identidade seguem por outras rotas (etnia e religião) à margem da identidade nacional (Cf. “Tribes and State Formation in the Middle East”). Fundaram-se Estados nacionais nominais sem comunidade, muitos deles são Estados em desintegração, como se observa na Somália, Síria, Iraque, Líbia e Iémen, Etiópia e Quénia, Nigéria (tribos em revolta). O crescimento da população nestas regiões cria gerações agressivas, sem futuro, que vêm para a Europa como Youth Bulges.
“É autoengano quando os políticos falam, de poderem fazer face à Integração de pessoas em briga religiosa, étnica e tribal entre elas próprias” como refere o Prof. Dr. Bassam Tibi em Cícero 2/2017.
A Alemanha, com a sua política de refugiados descontrolada, favoreceu uma situação imprevisível e quer, em nome da solidariedade obrigar os outros países europeus a aceitar mais refugiados. Em 2015 a Alemanha acolheu quase um milhão e meio de refugiados; a França acolhe imigrantes até um limite máximo de 30.000.
A miopia política e a irresponsabilidade de cientistas da migração, para não serem intitulados de racistas, não se atrevem a apresentar análises realistas da situação. (Também é verdade que uma apresentação realista da situação desestabilizaria o sistema político europeu e fomentaria ainda mais os nacionalismos).
A tarefa europeia é mastodôntica: criar futuro para a geração sem futuro acolhida e criar um islão europeu compatível com a democracia ocidental.

António da Cunha Duarte Justo - Portugal
em Kessel - Alemanha
Pegadas do Tempo - http://antonio-justo.eu

 
 

 

Antônio Paiva Rodrigues

 
 

ABORTO NA VISÃO DA ESPIRITUALIDADE
Por Antônio Paiva Rodrigues


Aborto é o termo utilizado para designar tanto o aborto espontâneo, por causas naturais, como o aborto induzido, que é a interrupção da gravidez. Dado que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda? “Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe e sacrificar-se a sacrificar-se o que já existe”. A Doutrina Espírita preceitua que o aborto é um crime horripilante, tão condenável quanto o em que se elimina a existência de um adulto. Infelizmente, em nosso País vem, cada vez mais, ganhando vulto um movimento de sentido verdadeiramente brutal, aquele que defende a legitimação do aborto.
Três são os argumentos mais fortes que, a cada dia, buscam o convencimento de todos os setores da nossa sociedade: o argumento feminista, que se baseia no direito da mulher de dispor livremente do seu corpo; o argumento eugênico, que defende a possibilidade de se evitar o nascimento de bebês portadores de deficiências físicas e/ou em psíquicas; e o argumento legal, que reconhece o direito do aborto diante de uma gravidez proveniente de estupro. Não se põe em questão o direito da mulher dispor do seu corpo. Ela possui o livre-arbítrio que lhe permitirá, ou não, praticar voluntariamente, com quem ama o ato sexual.
O que a mulher não pode, porém, é ignorar as consequências que daí proverá advir, isto é, a possibilidade de engravidar. A Doutrina Espírita não mostra que o nascimento de bebês portadores de deficiências representa, tanto para o ser que reencarna quanto para os pais, oportunidade de redenção e progresso, oferecida por Deus. Sabemos que todo ser reencarna é porque tem necessidade de retornar à vida material. O aborto é um verdadeiro infanticídio que se abriga nas malhas do materialismo e dos interesses inconfessáveis. Por que devemos lembrar que todo filho é um empréstimo sagrado que, como tal, precisa ser valorizado.
Os tipos de aborto estão assim delineados: espontâneo, terapêutico, por estupro, por motivos econômicos, aborto “eugênico” ou “piedoso” e todos eles tem consequências, bem como na saúde física, mental e espiritual. A mulher que cometeu aborto delituoso passa a sofrer consequências desagradáveis imediatas em seu próprio organismo, seja pelo surgimento de enfermidades variadas ou pelos processos sombrios da obsessão, em virtude da antipatia nascida no Espírito reencarnante que vê seu tentame frustrado.
As consequências imediatas ou ao longo prazo virão sempre, para reajustar, reeducar e reconciliar os espíritos endividados, mas toda cobrança da Justiça Divina tem o seu tempo certo. Para a mulher que praticou o aborto, injustificadamente, os sofrimentos continuarão na próxima encarnação, através dos desequilíbrios psíquicos diversos, enfermidades do útero e a grande frustração pela impossibilidade de gerar filhos, mesmo que já tenha engravidado outras vezes. Todos aqueles que induzem a mulher ou auxiliam na eliminação do nascituro possuem também a sua culpabilidade no ato criminoso, maridos, namorados que obrigam as esposas, médicos que estimulam e o realizam, enfermeiras e parceiras inconscientes.
O único aborto aceito pela Doutrina Espírita é no caso do risco de morte da mãe, pois existem duas vidas em confronto e é necessário escolher entre o direito de dois sujeitos. A vida é divina e importante não cometa crime de aborto. Na medicina os abortos acontecem e podem ser: precoce, tardio, espontâneo, induzido, inevitável, incompleto, completo, habitual retido e séptico. As causas do aborto são má formação fetal, traumatismo na região abdominal, sistema emocional abalado, doenças maternas, uso indevido de medicamentos ou de plantas medicinais, exercício físico extenuante, incompatibilidade sanguínea e idade da mãe.
A prevenção do aborto pode ser feita de algumas medidas, como por exemplo: não tomar medicamento sem o conhecimento médico, não ingerir bebidas alcoólicas, só praticar exercícios leves ou moderados ou especializado para gestantes, realizar o acompanhamento pré-natal. É certo que existem tipos de abortos que a mulher não e culpada, mas quando ela assume o risco ou faz induzida e de espontânea vontade está ferindo as Leis Divinas e cometendo crimes contra a vida.

Antônio Paiva Rodrigues
Fortaleza - Ceará - Brasil


Antonio Paiva Rodrigues-jornalista-membro da ACI- da ACE- da UBT- da Aouvirce e da Alomerce. Espírita praticante

 
 

 

Arcélio Alfredo Zitha

 
 

VOU FALAR DESSE AMOR
Arcélio Alfredo Zitha

Quando os montes eu for debulhar
E as linhas do tempo infindo eu alcançar
Por onde se ausentam os sentimentos
Levarei comigo esses momentos

Nos surdos, que nada ouviram
Nos cegos que nada viram
Vou falar desse Amor
Que tanto me trouxe esplendor

Caso eu, me vaga sem nenhuma fardelagem
Carregarei na memória, as nossas bobagens
E quando eu chegar, na terra do furor
Sem pudor, vou falar desse amor

Direi que o amor eu amei
Não sou digno, de tal fúria
No amor sem limites um dia acreditei
E a vida não é ingénua

Arcélio Alfredo Zitha
Limpopo - Gaza- Moçambique

 

Arcélio Alfredo Zitha, natural de Muzingane, distrito de Limpopo, província de Gaza, nascido ao Onze (11) de Janeiro de 1997.
Nível de escolaridade: Médio, frequente actualmente o curso de Agro-pecuária, com a duração de três (3) anos, no Instituto Médio Politécnico Santa Maria do Cenáculo, sendo que este ano é o último.
Desde minha infância fui apaixonado por versos românticos, passava muito tempo lendo artigos buscados da internet. Nos princípios de 2013, depois de uma aula dada que abordava sobre a vida e obra de Camões, me interessei em escrever versos, com o desígnio de escrever como ele, desde lá ate então venho desempenhando essa actividade de escrever e ser poeta.

 
 
 
 

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