FÉNIX

LOGOS Nº 26

JULHO - 2017

 
 

 

Alfredo dos Santos Mendes

 
 

ERRANTE
Alfredo dos Santos Mendes

Caminhei pela noite sem destino.
Errando como um pobre peregrino
Que busca avidamente a fé de Deus.
A luz que iluminava meu caminho.
‘scondia tanto cravo, tanto espinho...
que foi rasgando a carne aos braços meus!

Indiferente à dor, ao sofrimento.
Ao frio gelado, à chuva, ao forte vento
Que me sulcava a face cruelmente.
Segui o meu caminho sem traçado,
Ao acaso, sem ter rumo acertado...
Seguia por seguir, seguia em frente!

Sentia-me empurrado por alguém...
Seria alguma força do além
Dando impulso à inércia dos meus passos?
Que forças me empurravam desse jeito?
Apertei minhas mãos juntas ao peito,
E tive a sensação de mil abraços!

Mil abraços de amor e de ternura,
Que eram bálsamo p’ra tanta tortura,
Que germinava dentro do meu ser!
Era farol intenso a me indicar
O caminho melhor p’ra te encontrar,
Que eu sabendo, fingia não saber!

Cheguei por fim a Ti meu Bom Jesus!
À minha escuridão Tu deste luz,
E foste iluminando os passos meus.
A paz reencontrei no teu caminho.
Já não ando perdido, tão sozinho...
Obrigado por tudo Meu Bom Deus!

(2º Prémio Literário - Paul Harris 2001)

Alfredo dos Santos Mendes
Lagos - Portugal

 
 

 

Alvaro Danjo Reis

 
 

CONSOLO
Alvaro Danjo Reis

Percorre minha noiva
Nesta casa nova
Faça germinar o amor
que desta angústia
perdeu a simpatia.
Diga-me poesia
para espantar o frio
desta ferida de agonia
para que não me provoque
melancolia no peito
neste impero vazio.

Alvaro Danjo Reis - de Moçambique
em São Paulo - Brasil


Álvaro Danjo Reis, nasceu talvez em Moçambique, descendente da arte Brasileira e filiado a cultura lusitana, nas escritas de Fernando Pessoa, Luís de Camões, entre a imaginação de um poeta emergente na fase revolucionária, não teve pai e nem mãe, senão o bastardo que o crio e o fez gente. Estudou o nível médio. Tornou-se poeta por amor aos livros líricos e a arte de escrever palavras. Ainda não tem livro publicado, senão poemas espalhados pelo mundo fora em diversas línguas. Vive na sepultura duma mente crua na poesia de rua do mundo da lua que o aprisiona.

 
 

 

Amélia Luz

 
 

O LAMBE-LAMBE
Amélia Luz

O barulho da praça, o vai-e-vem das crianças,
uma acolhedora cidade de Minas...
O mágico fotógrafo dobra o dorso cansado,
ajeita os velhos óculos de tartaruga,
sorri e com voz suave de soprano, comanda:
- Olha o passarinho!!! Olha o passarinho!!!
Todos sorriem fingindo felicidade!
Guardava assim nas revelações artesanais
todas as cenas, banais no formal cotidiano
da vida carregando mundos em preto e branco.
Esquadrejava fatos, perpetuava momentos
Prendendo o passageiro,
Lapidando vividas emoções
Que hoje eu compartilho emocionada.
Na sua objetiva repetia o ofício herdado
do avô ou do pai, com uma ponta de saudade.
Preservando o tempo ia contando histórias
nas imagens vivas do retrato!
E com esse ato mostrava na leitura
o espetáculo da perfeita pintura
gravada na sua retina de artista
que enxergava o fantástico, o real e o imaginário.
Amador ou profissional não nos importava!
O lambe-lambe era o retratista sem nome,
que a modernidade engoliu traiçoeira.
No seu anonimato, na sua simplicidade,
não se sabia de onde vinha e nem para aonde ia.
Encantava no fundo os corações sensíveis
deixando para sempre muitas recordações
presas em molduras nas paredes caiadas,
preciosas relíquias inesquecíveis!

Amélia Luz
Pirapetinga - MG - Brasil


Amélia Luz – nasceu em Pirapetinga/MG. Formou-se em Pedagogia – Administração Escolar e Magistério – Orientação Educacional – Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa com Pós Graduação em Psicopedagogia na Escola e Planejamento Educacional. Oficineira de versos leva às escolas a palavra poética despertando a juventude para a leitura e a poesia como meio de educar para a paz.
Membro Da UBE/RJ, Artilheira da Cultura – Forte Copacabana, Membro da Academia Rio-Cidade Maravilhosa, Membro da ADABL – Associação dos Diplomados da Academia Brasileira de Letras, Membro da AACLIP – Academia de Artes, Ciências e Letras da Ilha de Paquetá – Rio de Janeiro, Membro da Academia Juiz – Forana de Letras – Juiz de Fora/MG, Membro da ALACIB – Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil e SBPA – Sociedade Brasileira de Poetas Aldravianistas – Mariana/MG e outras associações literárias e m vários estados do Brasil e exterior.

 
 

 

Amilton Maciel Monteiro

 
 

O TEU OLHAR
Amilton Maciel Monteiro

O teu olhar, amor, é deslumbrante!
Já me encantou desde a primeira vez
que o reparei e tive a timidez
rompida, ali, naquele mesmo instante!

E o tal encontro nosso foi, talvez,
de todos os que tive, o mais marcante!
Pois desde lá não vivo um só instante
sem pensar no olhar com que me vês!

Estou completamente apaixonado
e o teu olhar por certo é o mais culpado
de eu nunca me esquecer, jamais, se ti.

Eu sei que amar alguém é isso mesmo,
pois faz a gente até vagar a esmo...
Mas gostar tanto assim, eu nunca vi!

Amilton Maciel Monteiro
São José dos Campos - Brasil


Amilton Maciel Monteiro, brasileiro, advogado, casado, pai de três filhos e avô de sete netos, nasceu na cidade paulista de Guaratinguetá e, há mais de cinquenta anos, reside em São José dos Campos. Nesta cidade trabalhou no Banco do Brasil e, depois de aposentado, também colaborou, no CTA (Centro Técnico Aeroespacial) e na então Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, onde, em 1969, se formou em Ciências Jurídicas e Sociais. Bacharelado e concursado para Juiz do Trabalho,ministrou aulas de Educação Moral e Cívica no Colégio Estadual Maria Luiza Guimarães Medeiros e, por mais de dez anos, lecionou Teoria do Estado e Direito Constitucional na mencionada Faculdade de Direito, que hoje integra a Univap, Universidade do Vale do Paraíba. Desde o ano de 1968 participa do Movimento das Equipes de Nossa Senhora (ENS).
É autor dos livros: “Estágios D´Alma” (poesias), “Cassiano, fragmentos para uma biografia”, “Elementos Históricos da Univap e de seu Berço”, “Vocabulário Bíblico”, “Poesias Recolhidas”, e “Mitos, Fatos & Memórias”, sobre a origem e os primeiros avanços de São José dos Campos. Pertence à União Brasileira de Trovadores – Seção de São José dos Campos.

 
 

 

Ana Cláudia Martins Ziani

 
 

A VIDA É ASSIM
Ana Cláudia Martins Ziani

A vida é assim...
Não queira de outro jeito
Aceite, compreenda e a respeite
Deixe seus sonhos aflorarem mas
Não fique querendo o que não é seu
Ser ambicioso... Antipatiza
Não esqueça suas origens
Seja você no seu melhor dia
Leve alegria em seu olhar
Leveza no seu coração
Adule sem bajular
Ser feliz vem de dentro
Fale,abrace e beije
A magoa não terá lugar
Ame sem cessar

Ana Cláudia Martins Ziani
São Sepé - Brasil


Ana Martins Ziani é poetisa e Fotógrafa especializada em fotos de aves.

 
 
 
 

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