FÉNIX

LOGOS Nº 26

JULHO - 2017

 
 

 

Ana Rosso

 
 

O MAR
Ana Rosso

É o mar!
Encantamento inocente de um menino
vendo a Lagoa Sólon de Lucena pela primeira vez.
É o mar!
Um montão de água num lugar só
Um vislumbrar de ondas num frenético vai e vem
É o mar!
É o mar da imaginação
O mar do acolhimento das palavras do pai
E da explicação detalhada da mãe
É o mar!
São as águas gigantes que encantam o olhar do menino.
E quem se importa
Se essa água é doce e se é apenas uma linda lagoa.
Nesse doce momento
É o mar da alegria
Da descoberta das grandes águas
E do mais lido sorriso desse menino das águas
É o mar!
É o desabrochar do esplendor infantil
É o amor em extase
Do primeiro olhar
Ao visualizar o mar da imaginação

Ana Rosso
Sol-Natal - RN - Brasil


Ana Terezinha Rosso, sepeense de alma, coração e saudosismo. Nasceu em 21 se setembro de 1959. Formou-se em enfermagem pela UFSM de Santa Maria e em química pela Pontifícia Universidade Católica-PUC/RS. Mora na Cidade do Sol-Natal/RN. Desde jovem, Ana Rosso guarda riscos e rabiscos em agendas e cadernos, o que culminou numa coletânea de versos, desde 1970, a serem ainda impressos. Musica, dança e pintura em tela complementam e alegram seus dias atuais. É Acadêmica da Academia de Letras e Artes Sepeense-ALAS, de São Sepé/RS

 
 

 

Anderson Nakai

 
 

VIAGEM NO TEMPO
Anderson Nakai

Não estou aqui e nem ali.
Minha mente vaga sem rumo
entre o passado e o futuro
sem um ponto de chegada.

Imagino o que teria feito
se deixasse meu medo de lado
ou que se controlasse meu impulso
talvez, um monge tibetano seria.

Questiono-me se com 30 anos de idade
alcançarei meus pequenos objetivos.
Se estarei morando sozinho,
na casa dos pais ou na mesma cidade.

Medito se realmente valeu a pena namorar
se me machuquei em acreditar
num pervertido que se fingia de santo
e me culpava pela minha existência.

Avanço e fantasio se estarei casado
ou solteiro e com gatos.
Se estarei saudável
ou um mero gordo esfarrapado.

Regrido e vejo que muitos traumas adquiri
neste meu inconsciente tão vulnerável
pouco a pouco me perdi
numa jornada arrítmica, quase me enlouqueci

Viajo e me torno um ser vangloriado,
desinibido, sensato e empático.
Entre idas e vindas
meu presente esqueci.

Anderson Nakai
Birigui - SP - Brasil
Instagram: @mundodonakai
http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=86245


Sou brasileiro com cara de japonês, paranaense, porém logo deixei meu estado, Caraguatatuba, Palmas, Mogi das Cruzes e Japão foram minhas caminhadas antes de chegar em Birigui.
Advogado e apenas um poeta amador.
Publicação: participação no livro Antologia "poesias sem fronteiras" XII concurso literário "poesias sem fronteiras". Editora Sucesso. 2016.

 
 

 

André Anlub

 
 

DESJUÍZO FINAL
(Círculo de fogo - faca e ferro no jogo)
André Anlub

A tarde cai e muitos colesteróis sobem
É nobre (talvez esnobe) de se dizer: tudo vai passar!
Sob a luz do tempo, num “time” perfeito, o enfermo se recupera
Numa longa espera até o novo penhasco para pular.

Palidez nas folhas, mas nada importa...
Há o abre e fecha de fechos e de portas
Pessoas em carros, em coros, em choros atravessam ruas
Carcaças, cachaças e almas ficam nuas
E a terra permanece capengamente a girar.

Renasce a felicidade que grita, e torta sobe pelos ralos
Inspiração que preenche as folhas; rolhas saem dos gargalos...
As garrafas se abrem (elixir) à boca de torneira
Vem tonteira, agonia, ventania feito zoeira.

Dias dos dias para jogarem-se os dados e tudo voltar ao anormal;
“Psicodelia” rasteira, confusão (ultra e extra) mental...
Nenhum sinal de nuvens; nenhuma sensação precoce
Só a espera do coice para um desjuízo final.

Meu paradoxo:
Sempre absolvido na loucura;
Eternamente absorvido pela arte.

André Anlub
Crato - CE - Brasil
http://poeteideser.blogspot.com.br/


Escritor Darda Editora autor de 5 livros e coautor em mais de 80, autodidata nas artes com uma obra no acervo permanente do MAC da Bahia - Conselheiro da Associação Cultural Poemas à Flor da Pele - Consultor na Editora Becalete - Membro vitalício da Academia de Letras de Iguaba Grande e da Embaixada da Poesia, membro correspondente da ALB seccionais (BA), (SP), da ALG e do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa - Prêmios: Personalidade 2013 pela Artpop, Excelência 2014 pela Braslider, Láurea Maestro Wilson Fonseca 2015 e Destaque na Cultura 2016, ambos pela ALuBra e Prata da Casa 2017 pela Embaixada da Poesia.

 
 

 

André da Silva Flores

 
 

APOCALIPSE
André da Silva Flores

Estamos vivendo numa sociedade
Egocêntrica e mesquinha
A banalidade tomou conta
Um cenário apocalíptico.

Somos fruto do materialismo
Da superfluosidade das coisas
Escravos de um existencialismo inexistente.

Ossos quebrados e almas roubadas
Pela arrogância daqueles
Que subjugam as pessoas
Como meras ovelhas.

Não sei até quando
Seremos capazes
De suportar esta situação
Não podemos permitir
Que sejamos ludibriados
Por uma chuva dourada e prateada
De falsas promessas.

Não podemos deixar
Que o pão e circo de sempre
Encubram os horrores aos quais
Este país vem atravessando.

Meu pranto é por justiça
Meu grito é de liberdade
Meu canto é por igualdade
Meus versos suplicam por um povo
Que sofre e tenta tocar a vida.

Minhas rimas são desconexas
Mas meu coração pedi
Para que parem e deixem
De pensar nos bolsos
E deem ao seu povo
Um pouco de paz.

André da Silva Flores
Portão - RS - Brasil


André da Silva Flores, pseudônimo: André Flores, aprendiz de poeta. natural de Novo Hamburgo - RS, criado em São Sebastião do Cai - RS e reside na cidade de Portão - RS desde 2008. casado, 42 anos, formado em administração de empresas pela universidade de Caxias do Sul. pós graduando em especialização em educação à distância pela unopar. trabalha no hospital nossa senhora das graças em canoas - rs na função de faturista júnior participou de 9 antologias impressas, 7 ebooks e escreve para os sites: poemas do brasil, recanto das letras e costelas felinas. participa do grupo poemas do brasil. premiado em concursos literarios Rio de Janeiro, São Paulo - SP Maringa - PR e Porto Alegre - RS.

 
 

 

Anésio Fraga

 
 

DEITO NO SILÊNCIO
Anésio Fraga

Deito em silêncio e penso no amanhã
Divido o meu coração com as estrelas
Elas transformam o meu eu em glória
A glória de estar vivo!
Sempre pronto para escolher o melhor
Entrego meu amanhã nas mãos de Deus
Não preciso falar muito
Ele sabe o que eu mereço
Deito no silêncio de Deus!

Anésio Fraga
Aracaju – Sergipe – Brasil
www.facebook.com ( Anésio Fraga)

 
 
 
 

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