FÉNIX

LOGOS Nº 26

JULHO - 2017

 
 

 

António Barroso (Tiago)

 
 

AMORES DE VERÃO
António Barroso (Tiago)

Tardes de estio do meu Alentejo
Com moças belas, na rua, passando,
Vagos olhares, rubor de desejo,
E no meu coração as ia guardando.

E iam, e vinham, se tinham ensejo,
E eu, mudo e quedo, amava-as, olhando
O ar furtivo que me atirava um beijo
Perdido nas pedras que iam pisando.

E na tarde morna, cálida, amena,
Nasciam amores cheios de pena
P’los que morriam no mesmo momento,

Ao ver as moças passando, maldosas,
Co’o lenço escondendo as faces de rosas
E risos enchendo o meu pensamento.

In: "Alentejo...Minha saudade" - SONETOS
http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Escritores/ANTONIO_BARROSO/Antonio_Jose_Barradas_Barroso-1.htm


António Barroso (Tiago)
Parede - Portugal


António Barroso (Tiago), poeta português, nascido en Vila Viçosa, terra-mãe de Florbela Espanca, dir-se-ia ter herdado o espírito poético latente nessa atmosfera alentejana, tendo já obtido inúmeros prémios, desde primeiros até menções honrosas, em Portugal, Brasil, Itália e República Dominicana, para além de poemas em centenas de cirandas e antologias.
Por convite, que muito lhe honrou e aceitou, é membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras, em Cachoeiro do Itapemirim; Academia Rio-Grandina de Letras em Rio Grande e sócio do Clube dos Poetas Livres, em Florianópolis, e, ainda, membro da AVSPE – Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores; (todos no Brasil) Também, de "Os Confrades da Poesia” – Amora / Portugal; e associado do Clube da Simpatia, em Olhão. Colabora no Boletim da Associação dos Pupilos do Exército, na Revista Virtual Eisfluências e Antologias LOGOS (Portugal), na Revista Ventos do Sul (Brasil) e do jornal "Agora" de Porto Alegre, Brasil.
LIVROS ARTESANAIS DE POESIA: - Memórias do tempo que passa;Devaneios de Outono;Último Fôlego:"... antes que chegue o inverno "

 
 

 

Antonio Cabral Filho

 
 

DELENGA FAWCETT
Por Antonio Cabral Filho


Dia desses, derivando na internet, dei de cara com uma chamada Notícia Telegrafada. Logo, tive a ideia de saber algo sobre TELÉGRAFO, pois não é coisa do meu tempo. E descobri tratar-se de um equipamento que transmitia dados através de códigos, estes decifrados pelo telegrafista, e só então jornalista, escritor e demais profissionais podiam comunicar-se com seus interlocutores. Tratava-se do uso do Código de Morse através de imãs e fios eletrificados, verdadeira pré-história da comunicação digital. Assim é que se faziam noticiários até há bem pouco tempo.
Bom, a Notícia Telegrafada abordava um aventureiro inglês interessado em explorar os mistérios amazônicos acerca de uma cidade mítica, lá das geografias lendárias, do mundo perdido de Mu, tipo Atlântida ou algo parecido, que estaria localizada na região onde hoje se encontra o Parque Nacional do Xingu. A coisa pegou tanto, foi tão levada a sério, que se espalhou pelos jornais do mundo todo, citando um militar britânico, denominado Harrison Fawcett, com patente de coronel, aportado em Mato Grosso a 6 de março de 1925, sob o maior rebuliço.
Aí começa uma longa jornada, com o Coronel Fawcett à frente, marchando pelos reinos de Macunaima, mas já com a sua Muiraquitã, presente de H. Rider Haggard, autor de As Minas do Rei Salomão. Ei-la:.... que segundo suas palavras:
"Existe uma propriedade particular nessa imagem de pedra, e todos podem senti-la ao tocar a mão. Estranhamente, uma corrente elétrica atravessa o braço da gente, causando um choque tão forte que muitas pessoas a largam de imediato. A razão dessa energia eu desconheço. Acredito sinceramente que ela veio de uma das cidade perdidas. Quando descobrir os significados existentes nela, descobrirei também o caminho para chegar no lugar de onde se originou. "
É sob esse império de poderes místicos que ele se embrenha pelas veredas do sertão matogrossense em busca de ouro e civilizações distantes.
Não se tem notícias, sequer telegrafadas, do sucesso do Coronel Fawcett, mas a sombra que cobre hoje o seu nome supera toda força da realidade concreta e projeta mitologias fantásticas suficientes para vários livros e filmes sobre sua epopeia.

Antonio Cabral Filho
Rio de Janeiro - RJ - Brasil
letrastaquarenses.blogspot.com.br
antologiabrasilliterario.blogspot.com.br

ACF nasceu em Jampruca, ex distrito do município de Frei Inocêncio - MG, aos 13 de agosto de 1953, é tecnico em contabilidade, promotor cultural, radialista, escritor e poeta com 15 obras publicadas solo e 70 coletivas.Promove o Concurso Antologias 100, já na 4ª edição com o tema rapariga.

 
 

 

Antonio Cícero da Silva (Águia)

 
 

SER POETA?
Antonio Cícero da Silva (Águia)

Ser poeta é sentir
e repassar aos demais
compartilhar com o semelhante
os simples assuntos e até
os mais galanteantes.
Ser poeta é criar momentos
de amor e madura solidez
é usar de todos os argumentos
para as proezas e incrementos.
Ser poeta é falar através dos versos
é poetar do fundo da alma,
fazer parte da poesia,
sempre trazendo a tranquilidade
e perfeita alegria.
É abranger o mundo com versos,
com estrutura poética,
que sempre em tudo e para o bem
continuamente se manifesta...

Antonio Cícero da Silva (Águia)
Carapicuíba - SP - Brasil
http://poemagem-poesiaearte.blogspot.com/

 
 

 

António Justo

 
 

POLÍTICA TURCA CONSEGUIU MINIMIZAR OS CRISTÃOS DE 20% PARA 0,2% EM 100 ANOS
Estado turco confisca Património cultural cristão
Por António Justo


O Estado turco acaba de confiscar, pelo menos, 50 conventos, igrejas e cemitérios, dos cristãos ortodoxos sírios (Armênios/sírios) transferindo a sua posse para a Repartição estatal da religião islâmica. À perseguição e discriminação dos cristãos vem juntar-se a expropriação do seu património cultural. Com esta medida o governo pode vender e transformar em mesquitas e museus o património dos cristãos.
A Turquia considera-se exemplar, na tradição do holocausto aos cristãos arménios e da política muçulmana de estabelecer uma monocultura no exterior através de guetos e de procriação e no interior através da discriminação e da negação ao direito de cristãos se organizarem-se como personalidade jurídica; isto corresponde à negação da existência pública a grupos não muçulmanos; deste modo, outros estão expostos às arbitrariedades de um estado hegemónico já com 99% de muçulmanos, quando em 1914 os cristãos constituíam, na região, ainda 20% da população. Hoje são apenas 0,2% (125.000). A diminuição deve-se ao genocídio (mais de um milhão foram mortos 1915-1917), à expulsão e à discriminação sistemática por um Estado que se quer monocultura.
Também milhares de arménios tinham já sido expropriados pelo Estado turco nos últimos 15 anos (HNA, 4.07) na região do sudeste da Anatólia. O convento Mor Gabriel na região Midyat que data do ano 397 ainda é sede do bispado. Os arménios são dos mais antigos povos cristãos a viver na região, já desde o tempo dos apóstolos.
Os arménios também são oprimidos e expulsos das suas residências pelos partidos de conflito entre o Estado turco e os curdos. Em Tur Abdin já só vivem 2.000 arménios, o resto pediu asilo na Europa.
A igreja evangélica na Alemanha já protestou contra as expropriações, considerando tal prática um “acto consciente de destruição da cultura” na região Tur Abdin..
O islamista Recep Tayyip Erdogan implementa consequentemente a monocultura islâmica na sociedade turca. Conta com a indiferença dos países ocidentais apenas interessados no negócio e sabe que, devido à densidade cultural histórica no país, atrairá sempre o turismo internacional, podendo-se permitir não suportar senão referências ao islão e ter todas de minorias sob controlo na perspectiva islâmica. Na Turquia é possível identificar-se um cristão através de um número do Bilhete de identidade. Assim o Estado e instituições têm mais facilidade em discriminar os seus cidadãos porque só confia em muçulmanos nas altas hierarquias e instituições.
A Turquia, um exemplo de país muçulmano moderno, é um bom exemplo de como o islão mais avançado realiza o seu futuro. A cegueira da humanidade é tanta que, a poder de tanta ideologia na cabeça, já não consegue ver nem interpretar a realidade dos factos; nega-se a discutir factores culturais da própria identidade para fomentar a expansão da alheia, sem haver reciprocidade de atitudes e comportamentos. Enfim, a irresponsabilidade europeia ajuda a esperteza dos outros. É sintomático o facto de só a Igreja evangélica protestar contra a arbitrariedade turca.

António da Cunha Duarte Justo - Portugal
em Kessel - Alemanha
http://antonio-justo.eu

 
 

 

António D'Araújo

 
 

SURDO
António D'Araújo

Uma guerra injusta,
Aonde a curva do desejo vai além da razão,
Qual a paixão sem fim, ou um amor sem começo.
Então paga-se o preço justo do absurdo.

O que tem de belo no esperar eterno,
No falante calado, ou no ouvinte surdo.
Já é claro a escuridão da observação
De não enxergar o óbvio.

De aceitar o fato, ou de aceitar a lógica,
Do despertar pro nada, e não poder viver tudo.
Como encontrar a paz,
Quando a guerra em mim já é inevitável.

Aí acordo pro mundo,
Perfeito ou imperfeito não importa.
Simplesmente vivo.

António D'Araújo
São Bernardo do Campo - Brasil

 
 
 
 

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