FÉNIX

LOGOS Nº 28

5º ANIVERSÁRIO

NOVEMBRO - 2017

 

 

 

Tânia Brito de Melo

 
 

INCLINAÇÃO
Tânia Brito de Melo

Assim como água mata a sede
O pão mata a fome
O vento leva a onda do mar
O homem teme o leão
A formiga estoca sua comida no verão
O amor fortalece a amizade
O espremer do peito alimenta
A chuva fina a gotejar
Lava o coração cansado a busca do amor
O que planta um dia colherá
Assim como as ervas crescem ao campo
Um justo possa a ser herói
Melhor é ver ouvir e calar observando
Do que querer ser sábio sem entendimento
Os olhos abertos ao amor
Desperta o som do planeta aos ouvidos
Sente a vibração do coração a cantar
Ao encontro de sua pele acariciar
A gostosa vontade do desejo
Edificando o castelo do Rei
Vestida como uma flor do campo
Habita a porta da natureza
Onde os olhos sorrir a beleza do existir
Como a água o pão ao enfrentar o leão
Tem vitória no deserto a florir
Os ramos de nós dois.

Tânia Brito de Melo
Brasília - Brasil

 
 

 

Tânia Diniz

 
 

REINOS
Tânia Diniz

Ter
formas de maçã
A surpresa
de textura e cor
da romã
Do caju,
sumarenta carnadura
Da goiaba de vez,
o frescor
Então,
apetitosa e nua
a fome acesa
em tua mesa,
ver, talvez,
o emergente calor
da tua carne dura.

Tânia Diniz
Belo Horizonte-MG- Brasil
www.mulheresemergentes.com

poeta e editora
Embaixadora Universal da Paz
Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - Suisse / France
Poeta del Mundo
Editora Mulheres Emergentes

 
 

 

Tânia Mara Camargo

 
 

LITERATURA
Tânia Mara Camargo

Oh débil ideia desnudar a poesia
Intelecto à cata de sílabas
Na tônica efervescente do dia
Pensa: o mar também liba!

Libidinosos e pueris em alegria
Versos que pari com jiba
São Tomé: _ é vero me diria
Tens o dom, mas de escriba!

Por certo que os versos são mancos,
aleijados por natureza destra
Maestria nem pensar, solavancos

São palavras de uma balestra
Em festa por criar e não estanco
Mas a literatura vem-me em sestra!

Tânia Mara Camargo
Presidente Prudente . Brasil

 
 

 

Tanussi Cardoso

 
 

O TÊNUE FIO DO TEMPO
Tanussi Cardoso

O menino, o pai e o violino
unidos, únicos, sozinhos

Árvores num jardim de delícias
dedos de brinquedos do destino

Delicados, os gestos do pai
ensinam ao menino o violino

Cordas num mesmo abraço
sons de um mesmo sino

(Só a vida determina
a equação dos caminhos)

Não se sabe onde doeu o grito
quando o elo foi perdido

O menino cresceu do pai
entre solidões e atritos

E nunca mais se tocaram
como se toca um violino

(Exercício do olhar, 2006)

In: http://www.carmovasconcelos-fenix.org/Escritores/TANUSSI-CARDOSO/Tanussi_Cardoso.htm

Tanussi Cardoso
Rio de Janeiro - Brasil
http://tanussicardosopoetaetc.blogspot.pt/

Tanussi Cardoso, carioca, é poeta, contista, crítico literário, jornalista e letrista de MPB. Publicou 11 livros de poemas. Conquistou diversos prêmios nacionais e internacionais. Seus poemas já foram publicados na Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, EUA, França, Itália, México, Portugal, Peru, Uruguai e Romênia e, também, traduzidos para o inglês, francês, espanhol, italiano e russo.

 
 

 
 

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