FÉNIX

 

 

Alcione Sortica

 
 

A LEMBRANÇA E A SAUDADE
Alcione Sortica

Lembranças,
são como as gentes.
Existem boas e más,
grandes e pequenas.
Alegres, jocosas,
amargas, tristes,
algumas nítidas,
outras enfumaradas pelo tempo.
Por vezes, esburacadas,
com lampejos de luz,
como aqueles velhos filmes
de muitas andanças.
Esquecidas,
são entidades mortas,
enterradas,
já não são lembranças.
Jovens, idosas,
certas vivem anos,
outras morrem logo.
Lembranças e saudades,
sempre juntas,
ajoujadas.
Se gente,
seriam gêmeas.
Ou comadres,
certamente!

Alcione Sortica
Porto Alegre/Rs – Brasil
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alcione_Sortica
site - www.alcionesortica.com


Alcione Sortica, escritor gaúcho. Contista, cronista, ensaísta e poeta. Contos, poesias, crônicas e frases de autoria publicados em Antologias, Coletâneas, Jornais, Revistas e sites da INTERNET. Diversos prêmios literários. Livros do autor: Cacos do tempo I e II edições, Peneirando Estrelas, Beira de Açude, Um Ponto no Tempo, Plenilúnio e De Pai para Filho, este com a coparticipação do filho Eduardo Almansa Sortica. – Lema: “Poesia – Grito de esperança por um mundo melhor”

 
 
 
 
 

Aldo Moraes

 
 

70 ANOS DE BAIÃO
Por Aldo Moraes


Lá no início dos anos 80, Gonzaguinha gravou o Programa Ensaio e contou que seu pai enxergou no pequeno trio sanfona/zabumba e triângulo o som definido que precisava para conceber a estilização do que seria o ritmo musical mais comentado nos anos 50 e que conquistaria gerações de artistas; do rock a MPB; do choro ao erudito: o baião!
Câmara Cascudo em suas pesquisas informa que o baião era dançado em festas nordestinas desde o século XIX originado de danças indígenas e africanas. Mas a concepção moderna e enxuta do arranjo musical e as letras com forte conteúdo regional foram marcas que Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Zé Dantas legaram ao Brasil desde a pioneira gravação de 1946. Assim o baião, comemorou 70 anos!
O primeiro sucesso veio com a música homônima Baião (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira) cuja letra diz: "Eu vou mostrar pra vocês / Como se dança o baião / E quem quiser aprender / É favor prestar atenção e "(…) o baião tem um quê / Que as outras danças não têm”.
De alguma forma, todo mundo se rendeu ao ritmo musical que chegou aos anos 2000 com bandas elétricas e artistas com conhecimento sólido e dedicado a história da nossa cultura. Mas completaram o time de grandes autores e divulgadores essenciais: Sivuca, Carmélia Alves, João do Vale, Hermeto Paschoal e Dominguinhos.
Por ser um ritmo de fácil assimilação e grande poder de variações, o baião foi logo recebido no caldeirão antropológico do Tropicalismo, no rock nacional e também na música de concerto. Raul Seixas inclusive denominou seu trabalho de baioque: mistura de baião com rock!
Na música de concerto, Guerra Peixe, Ney Rosauro, Aldo Moraes, Radamés Gnatalli , Osvaldo Lacerda, Ronaldo Miranda e Tom Jobim utilizaram-se do poder rítmico, melódico e expressivo do baião para a construção de peças inteiras ou movimentos musicais.
Na MPB, há páginas de grande beleza como Baião da Penha (Guio de Moraes/David Nasser); De onde vem o baião (Gil), Mulher Rendeira (Zé do Norte), Delicado (baião-choro de Valdir Azevedo) além de reinterpretações de Chico César, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethania para as composições de Gonzagão.
O Baião tem um Rei: Luiz Gonzaga e agora esse ritmo tão gosto é um senhor de 70 anos!

Aldo Moraes
Londrina - PR - Brasil
www.ongartebrasil.blogspot.com
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=66567&categoria=7
http://aldomoraesoficial.palcomp3.com
https://clubedeautores.com.br/authors/38412


Aldo Moraes - Músico e escritor, Aldo Moraes criou os projetos Aqui tem Livro e Batuque na caixa (em 1999), de incentivo à leitura e música para crianças e jovens de Londrina (PR).
Participou de diversas coletâneas literárias nacionais e produziu em 2002 o CD Arte Brasilis com música e poesia; lançou os CDs Gestos (piano solo); Poemas do Amanhecer e Segundo Olhar; o romance Casassanta
Foi Secretário de Cultura de Londrina e recebeu prêmios na Austria, Suiça, Portugal e EUA por trabalhos musicais e literários.

 
 
 
 

Alfredo dos Santos Mendes

 
 

SOLIDÃO
Alfredo dos Santos Mendes

Maldita solidão que se alojou,
Bem dentro do meu peito, à minha volta.
Apenas sinto em mim, dor e revolta,
Pois toda a minha vida se alterou.

Com tanta solidão, nem sei quem sou.
Sinto-me um animal, deixado à solta.
Abandonado, e sua vida envolta,
Num mundo imaginário que finou!

Sinto-me só, sem forças p´ra viver.
E juro que não sei o que fazer,
Para que sinta um pouco de alegria.

Eu tive anos, de grade animação!
Mas aos poucos entrou a solidão…
Só me restando apenas nostalgia!

Alfredo dos Santos Mendes
Lagos - Portugal

 
 
 
 
 

Alfredo Pérez Alencart

 
 

LA CASA DEL PERDÓN
Alfredo Pérez Alencart

Oye cómo los odios vociferan contra ti su idioma
de muerte y destrucción.
Oye sus bravíos saltos para hacerse con el cetro de la jauría.
Oye sus pasos salvajes trayendo desolación al inocente
que apenas se mantiene en pie.
Oye sus murmuraciones que les lleva a hirvientes desvaríos.
Oye el triste resonar de sus respuestas adulteradas.
Oye la enumeración de tan malolientes costumbres.
Oye las blasfemias que duelen como mordeduras.
Oye sus amargas maledicencias entretejiéndose pálidamente.
Oye la falta de remordimientos que expresan.
Oye sus palabras impregnadas de fósforo y estiércol.
Oye cómo pregonan su inmisericordioso menester…

Óyeles con tu corazón asediado por ese prontuario
de conspiraciones y patrañas.
Óyeles sin retroceder, pues tu poder es el amor
que les resulta inalcanzable.

Después de oírles,
enseñarás que la casa del perdón está hecha de amor
y que el amor no es un reino ajeno ni una fría lápida sin epitafio.

Darás la paz y el perdón a tus angustiadores
y que ellos escarben en su memoria
el inventario de infamias
o revisen el aceite caliente que irriga sus corazones.
Porque Su amor está contigo
nada entenebrece la convivencia de tu casa.

He aquí el testimonio que abre la puerta a vidas deshabitadas,
a hijos pródigos volviendo a la llamada del amor.

In: http://www.nagarimagazine.com/forastero-y-otros-poemas-de-una-antologia-croata-alfredo-perez-alencart/

Alfredo Pérez Alencart - Peruano
em Salamanca - Espanha


Alfredo Pérez Alencart (Puerto Maldonado, Perú, 1962). Poeta y ensayista peruano-español, profesor de la Universidad de Salamanca desde 1987. Fue secretario de la Cátedra de Poética Fray Luis de León de la Universidad Pontificia (entre 1992 y 1998), y es coordinador, desde 1998, de los Encuentros de Poetas Iberoamericanos, que organiza la Fundación Salamanca Ciudad de Cultura y Saberes. Actualmente es columnista de los periódicos La Razón y El Norte de Castilla, así como de varios diarios y revistas digitales de España y América Latina

 
 
 
 
 

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