FÉNIX

 

 
 

Ana Cláudia Martins Ziani

 
 

TUDO QUE EU QUERIA...
Ana Cláudia Martins Ziani

Tudo que eu queria
Adormecer no teu ombro
Escorregar nos teus sonhos
Suavizar tuas incertezas
Acalmar minhas duvidas
Tudo que eu queria
Nossa paz mais leal
Teu abraço mais fraterno
Teu sentimento real
Nosso amor eterno
Tudo que eu queria
Olhos nos olhos
Sem ser abusivo
Ver o teu melhor sorriso
No silêncio do teu olhar

Ana Cláudia Martins Ziani
São Sepé - RS - Brasil


Ana Martins Ziani é poetisa e Fotógrafa especializada em fotos de aves.

 
 
 
 
 

Ana Dias

 
 

CAMINHO (MOTE E GLOSA)
Ana Dias

 

 
MOTE:

Tenho sonhos cruéis; n’alma doente
Sinto um vago receio prematuro.
Vou a medo na aresta do futuro,
Embebido em saudades do presente

(In “Caminho”, Clepsidra, Camilo Pessanha)
 


GLOSA:

Não durmo já as noites como outrora
Não descansa meu corpo, nem a mente:
Desnovelam-se sonhos noite fora —
Tenho sonhos cruéis, n’alma doente

Os passos que pressinto, no escuro,
Recrudescem ainda mais, hora a hora,
Sinto um vago receio prematuro,
Sinto pulsar as veias em pletora

Enquanto vou marcando a cadência,
Vou a medo na aresta do futuro:
Entrego-me à Divina Providência
E os receios ao Diabo eu esconjuro

Embebida em saudade do presente
Desvela-se a angústia, vai-se o receio
Corpo e alma relaxam, num repente,
E vem o sono por que tanto anseio

Ana Maria Dias
Vale Vite - Vimeiro - Portugal


É professora do 3º Ciclo e Secundário. Tem vindo a participar em várias Antologias nacionais, brasileiras e lusófonas. Tem vários livros publicados, desde Contos Infanto-Juvenis e outros, crítica literária, ensaios, poesia, prosa-poética. Participou em crítica cinematográfica, promovida por Lauro António, em que obteve vários primeiros lugares. Vários prémios em Jogos Florais.

 
 
 
 
 

Ana Isabel Rosa

 
 

GRITO DE VIDA
Ana Isabel Rosa

A vida é escoltada por segredos
Escutados no silêncio e no íntimo de cada Ser.

Quantas diligências foram possíveis na prisão de decisões?

Que afundaram os sentidos e percorreram o espírito…

Contou-se as pedras da calçada
Cada degrau que se poderia alcançar
Em que pés cansados iriam pisar.

Numa tentativa de libertação
Arrancou-se dentro do peito toda a pressão
Conseguindo ter domínio de decisões
Enterradas no vazio da alma
Que bradaram:

Como é bom poder libertar tanto silêncio
Guardado na mais brandura verdade
Que um dia foi silenciado sem bondade…

Este sossego atenuado…impregnado…
numa existência em súplica.
É a vontade que perdura
Na índole de quem acredita.

A vida, não pode ser calada!

Faço deste silêncio a maior gritaria
E anuncio ao mundo
Este é o meu grito de vida!...

Ana Isabel Rosa
Ponta Delgada - Açores - Portugal

 
 
 
 
 

Ana Luzia Moura Nunes

 
 

RODA DA VIDA!
Ana Luzia Moura Nunes

A vida é uma imensa roda;
Não há depois, nem pausa;
E em seus giros, traz sempre
Efeito e causa.
Ou seria causa e efeito?!
Não importa; ninguém é perfeito.
Ela só gira sem parar;
Afinal ela é vida, e não pode esperar;
Cuidado com os giros que ela dar;
Apesar de seguir sempre em frente,
Caminhos pode cruzar;
Encontros e desencontros, vive a causar.
Mas é por isso que se chama vida;
E quem dela quiser fazer parte,
Ponha um sorriso no rosto mostre a alegria e expulse a tristeza;
Porque ela é feita para quem tem muita destreza.
Viva a vida sempre a bailar;
Girando, girando... e nunca esqueça que o importante é viver e amar!

Ana Luzia Moura Nunes
Feira de Santana - Ba - Brasil


Nascida em Salvador/Bahia aos 13 de dezembro de 1961. Sou pedagoga com Habilitação em Educação Especial e Psicopedagoga Clinica e Institucional. Apesar de fazer poesias desde os quatorze anos, sou iniciante, tendo postagens apenas no Grupo Na Visão de outro Olhar no Facebook e no Portal CEN de Portugal. Sou amante da arte em sua totalidade. Desde os 6 anos moro em Feira de Santana no estado da Bahia.

 
 
 
 
 

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