FÉNIX

 

 

Celso Ferruda (poeta marceneiro)

 
 

MISTÉRIO DA MINHA POESIA
Celso Ferruda (poeta marceneiro)

Oh, Lua!...
Carregue-me num dos teus quartos,inspira-me!
Deixe-me garimpar, na tua cor, poesia dourada.
Cubra-me com teu manto dourado,invoca-me proteção
Faça-me versejar, somente o amor, sem sentir dor.
-Lua. Plena lua...Nua...
Cativa-me para o quarto maior,
engrandeça, meus diminutos, sonhos,
Arrasta-me a teus pés, tão sublimes...
Lua das minhas estações, mais tristes...
Não me deixes cair, assim como cais, no céu.
Cresças neste corpo que te quer luz, noite e dia.
Aumente o brilho, no meu olhar, que viajarei contigo.
_Sejas ó lua, ao menos um quarto, no meu estrofe.
Não mingues. Não mingues!..Não mingues, meu riso, desejado!
Não me deixes minguante, nos meus versos. Brilhe-me!
Dê-me neste quarto, luz. Luz que te faças brilhar em mim.
No crescente, olhar, fales comigo, crescente, luar.
-Faz-me tão feliz,que desvendas, meu mundo interior.
Cresce meu peito, no incomparável da vida. O amor...
Tu sois luz! óh, lua...Que varandas e sacadas, falem...
-Que falem os porões, as mansões, e os humildes casebres.
Que falem os que madrugam, os que mendigam, os que te cultuam...
-Deixe que falem as flores orvalhadas, sob teu encanto.
Que fale os ançiãos, as crianças, e os ébrios, matutinos.
Na sua fase maior,brilhas nas quatro estações, teu poder.
No Gelado julho, dos ivernais, comigo andas, estremecido.
Sou ainda criança, que te contempla, na nuvem que por ti passeia.
Nas companheiras estrelas, toda a poesia cabe, brilhando em ti.
Enquanto a noite, tenta esconder-te, tu, és amante dos poetas.
-Condeno-me nos versos escuros, quando não te vejo, clara.
Pois és tu, que vestes minha alma em poesia, e faz-me sorrir...
És tu, divina lua,a poesia dos enamorados, que cobre o mundo.
És tu, lua plena de luz, o emocionante mistério, da minha poesia.

Celso Ferruda (poeta marceneiro)
São Leopoldo - RS - Brasil


Celso Ferruda (poeta marceneiro) Comendador na AVLCA_Academia Virtual de Letras, Cultura e Artes, Embaixada da Poesia Connselheiro na AMCL-Academia Mundial de Cultura e Literatura Membro da ALVALES-Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos Membro do Centro Literário de São lLopoldo.

 
 
 
 

Cezar Ubaldo

 
 

DA PASSAGEM DO TEMPO
Cezar Ubaldo

Gosto de ver que o tempo passa
sobre os meus cabelos,prateando-os
assim como sobre o meu corpo,
ainda firme.
Gosto de ver que o tempo passa
e que deixa-me a mente ativa,pensante,
exercitando-se e sendo luz,minhas vestes!...

Cezar Ubaldo
Feira de Santana - BA - Brasil


Cezar Ubaldo(de Oliveira Araújo) - Escritor; Poeta; Professor; Admirador da, Musica e Dança...
É baiano de Feira de Santana, poeta, dramaturgo, articulista de jornais eletrônicos, professor/pedagogo.
Autor dos livros DAS LIBERDADES DO HOMEM e POEMAS DE BEM-QUERER E OUTROS QUERERES. Participou de Antologias da Editora Pimenta Malagueta, de Salvador, Jornal Relevo, de Curitiba, Revista Hera, Revista Stitientibus, da Universidade Estadual de Feira de Santana, da Revista Tocandira, de Belém do Pará. Administra a Fan Page PRATO DE POESIAS; participa dos sites literários Recanto das Letras, Luso-Poemas, Autores.com.br; Na Visão de Outro Olhar entre outros. É Membro Efetivo da Academia de Cultura da Bahia

 
 
 
 
 

Chico Bento

 
 

SIMPLES FOLHA DE PAPEL
Chico Bento

Simples folha de papel
Vá-se lá compreender
Que mesmo sem dizer nada
Muita coisa quer dizer

É de papel uma carta
Do tribunal ou bordel
Pode mudar uma vida
Simples folha de papel

Pode nela vir escrito
Aquilo que não se quer
Ou então o que se deseja
Vá-se lá compreender

Em lugares bem diversos
Tantas vezes utilizada
Sempre pronta a receber
E mesmo sem dizer nada

Termino sem dizer tudo
Neste papel a escrever
Sei que ele sem falar
Muita coisa vai dizer.

Chico Bento - Portugal
em Dällikon - Suiça

 
 
 
 

Christian Fernandes

 
 

VERDADES & MENTIRAS
Christian Fernandes

Eu pensei em ser verdadeiro,
acabei mentindo
Fui o tempo inteiro
e acabei desistindo.

Fui eu, quem errei,
nem percebi
nada em mim
e eu desisti.

Desisti de mim e assim
abri o meu coração
e fiquei sem razão.

Fiquei sem amor,
fiquei sem nada,
sentado numa calçada
quando tudo acabou.

Christian Fernandes
Aracaju – Sergipe – Brasil
www.facebook.com/poetachristianfernandes.com

 
 
 
 
 

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