FÉNIX

 

 
 

Clara Lêda de Andrade Ferreira

 
 

TEMPO NÃO TEM SENTIMENTO
Por Clara Lêda de Andrade Ferreira


Galileu Galilei, cientista italiano, no século XXI, através de intensas pesquisas concluiu que a Terra girava ao redor do Sol, portanto, não era o centro do universo como se acreditava à época. Por tais afirmações foi sentenciado. No século seguinte a descoberta foi comprovada, no entanto, a penalidade sofrida, injustamente, não pode ser reparada.
Ocorre que as pernas do Tempo só caminham pra frente, sua função é cumprir, unicamente, a tarefa que lhe foi designada e que realiza na ponta do lápis monitorando seus próprios passos por dias e noites. Nesse compasso técnico, prossegue sempre, cada minuto ou segundo é, milimetricamente, igual. Não enxerga, não sorri, não aplaude, não se emociona e, sendo assim, nada o motiva a mudar. Não observa a diversidade da vida nos diferentes pontos do planeta, as facetas regionais onde o solo se cobre de verde, árvores de flores e frutos, rios volumosos mostrando a Terra em roupagens distintas, conforme a estação.
Ignora, também, as regiões de solo estéril, sem água, sem alimento, de faces povoadas de olhares vazios e sem nenhuma esperança. Esse Tempo, de sentido único, não tem coração nem sentimento. Assim caminha há mais de seis milhões de anos, no mesmo compasso atravessando sóis e luas, enquanto qualquer vida, neste contexto, por mais prolongada que possa vir a ser, não dura mais que um minutinho no relógio deste tempo indecifrável.
Na mala, acumulam-se, desculpas ignoradas, cumprimentos e felicitações não manifestadas, alegrias não vivenciadas, dores não choradas. Se a mim fosse dada a oportunidade de pegar na mão do Tempo, daria a ele porções de meu olhar e de meus sentimentos, o ensinaria a apreciar as belezas e a entristecer-se com os desencantos. Sugeria-lhe a profissão de professor e estimularia a sair velejando pelos rios de sangue das artérias abertas de nosso Planeta.
Se o convencesse, voltaríamos nele mesmo, na direção inversa. Na contra mão iriam girar os ponteiros do relógio até consumir os seis bilhões de anos passados, o momento do nascimento do primeiro ser vivo e do ancestral que gerou a raça humana. Aí sim, a experiência seria o principal requisito para um novo recomeço.

Clara Lêda de Andrade Ferreira
Ubajara - Ceará - Brasil


Clara Lêda de Andrade Ferreira é cearense de Ubajara. Formação Superior em Pedagogia, Especialização em Educação Brasileira e Mestrado em Filosofia da Educação pela UECE. Pertence a Ala Feminina da Casa de Juvenal Galeno; atual presidente da Academia Feminina de Letras do Ceará - AFELCE; a Academia de Letras dos Municípios do Ceará - ALMECE; Academia de Jornalistas Escritores do Brasil – AJEB; Academia de Letras Juvenal Galeno – ALJUG. É romancista, poetisa, contista e cronista.

 
 
 
 

Clara Lúcia Leite de Araújo

 
 

ESTRANHAMENTO
Clara Lúcia Leite de Araújo

Quando me olho
Não me vejo,
Não me enxergo
Como era antes.

Onde estive?
O que fiz?
Como passei
O meu tempo?

Me estranho.
Quem é essa
Que o espelho
Retrata agora?~

Clara Lúcia Leite de Araújo
Timóteo - MG- Brasil


Formação em Letras. Pós-graduação – Língua Portuguesa.Participação na AVSPE-Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Publicação de poesias em Antologias Poéticas do CLESI(Clube dos Escritores de Ipatinga MG-BR; 3º lugar no 1°Festival de Poesias de Conservatória–RJ-BR. Participação-Edição Especial “Mulheres pela Paz” 2016 e Antologias Logos da Fénix (Portugal).

 
 
 
 

Cláudio Dortas Araújo

 
 

INVOCAR-TE...
Cláudio Dortas Araújo

... E buscamos o nosso momento!
Porque toda emoção necessita vir à tona,
Assim como a ternura, que te pede apenas uma chance
Para poder manifestar-se.
Dos lábios que, entreabertos, pede-te a Palavra...
Ou mesmo o beijo mais eloquente!
De braços que te procuram, pela necessidade maior
De não sentir-se só.
De mãos que te invocam numa oração, numa escrita,
No tato... responsável pelo toque, imprescindível!
Mas inda caminharei nos teus passos,
E vou invocar-te sempre... todas as vezes que sentir falta,
Estarás aqui!
E verei tua silhueta desfazer, num passe de mágica,
O antes e o depois... para o nosso amor
Só o agora existe, o mais... não importa!

Cláudio Dortas Araújo
Estância - SE - Brasil


Cláudio Dortas Araújo é natural da Cidade de Itabuna, do Estado da Bahia, desde 03 (três meses de Vida, que reside na Cidade Berço da Cultura do Estado de Sergipe, Estância, onde nasceu o 1º Jornal O Recopilador Sergipano. É Autor dos Livros de Poesias: Horizontes de Liberdade e Fé(1999), Estrada de Infinito e de Paz(2001), Alumbramentos D'Alma(2010) - Encontro Sertanejo de Escritores(2016), Antologia 3º Encontro Canindeense de Escritores e Convidados(2016), Antologia Nacional Talento Poético(2015), I Antologia dos Escritores Aracajuanos e Convidados(2015), I Antologia Poética de Sergipe Poetizando A Vida(2015), Antologia Poesias Sem Fronteiras(2016), Antologia Virtual LOGOS, da Fénix(21016), 100ª Antologia Beco dos Poetas(2016), Antologia Internacional Asas da Liberdade, "Desde o Brasil até o Chile em Verso e Prosa"(2013), Antologia Nacional "Poesias Encantadas", Vol. I(2010), Vol. IV(2012), Vol. VII(2014), Revista Virtual Eisfluência(2016), Grupo Café Poético & Sarau(2015), Grupo Poemas do Brasil(2015), Revista dos Escritores de Piracicaba, São Paulo(2016), Sociedade Artistas do Brasil(2015), Colunista do Jornal Leopoldinense, da Cidade de Leopoldina, Minas Gerais(2015), Colaborador da Imprensa Escrita do Estado de Sergipe e Além Fronteiras(1982/2016), Sócio e Fundador do Clube dos Poetas Estanciano, Entidade de Utilidades Públicas Municipal e Estadual, Leis: 819/1991 e 8.092/2016, Fundado em: 24 de Fevereiro de 1991.

 
 

Claudio Rogério Trindade

 
 

SUA ALMA, SUA PALMA
Claudio Rogério Trindade

A emoção,
No coração.

Na palma,
Da mão.

A alma,
Do cidadão.

A palma,
Na mão.

Uma flor,
Com emoção.

As palmas,
Na mão.

Sentimentos,
Em prontidão.

Na alma,
A satisfação.

Os sentidos,
Em aptidão.

Provérbio antigo,
Vivido.

Transmitindo,
Sua alma,
Na palma da mão.

A palma,
No chão.

A alma,
Na mão.

A palma,
Na mão.

A alma,
No chão.

Claudio Rogério Trindade
Ijuí - RS - Brasil


Claudio Rogério Trindade natural de Três Passos-RS, reside em Ijuí-RS desde 1985. Licenciado e Especialista em Química pela UNIJUI. Associado efetivo da ONG - AIPAN (Associação Ijuiense de Proteção ao Ambiente Natural), Membro do CEI – LFG (Circulo dos Escritores de Ijuí – Letra Fora da Gaveta) e Membro da Academia Internacional Artes Letras e Ciências ‘A Palavra do Século 21’ - ALPAS 21 de Cruz Alta - RS. Patrono da 24º Feira do Livro Infantil do Sesc e 20º Feira do Livro de Ijuí – 2013, teve sua primeira poesia publicada em 2000 no livro “Poesia V – alunos mostram o que fazem (EFA)”. No ano de 2009 ocorre a primeira publicação individual intitulada: Pensar ... Viver .... Possui textos em revista nacionais como: Carta na Escola e Pátio - Ensino Fundamental. Participa de diversas coletâneas e tem suas poesias e textos publicados em jornais de Ijuí. Também com publicações de cunho didático.

 
 
 
 

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

 
 

PAIXÃO POR ÁRVORES!
Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Devo ter sido uma dríade
em tempos da Grécia antiga,
em bosques que eram catedrais
a céu aberto...
Talvez uma hamadríade,
presa por castigo dos deuses,
dentro de troncos
-qual fizeram a Merlin,
o mago poeta.
Ou apenas,
posso ter sido passarinho
antes que a História fosse escrita
e trinasse versos...
(...)

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Belo Horizonte - Brasil


Acadêmica da AFEMIL(Cadeira 05-Cecília Meireles) ,da ALACIB (Cadeira 11-Laís Corrêa de Araújo) e da Academia Internacional ALPAS 21, cadeira Aleijadinho , entre outras.
Diretora Regional do InBrasCi (Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais ) em Belo Horizonte, membro do IWA(USA) , Representante em MG, da FALASP, representante em Mg, da REBRA, Coordenadora do Paz e poesia, em belo Horizonte, Embaixadora universal da paz, pelo cercle Ambassadeurs Universeles de La Paix e membro do ICA(Instituto de Cultura America(reg. 5041UNESCO) , desde os Anos 60, entre outros.

 
 
 
 
 

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