FÉNIX

 

 
 

Deby Veneziano

 
 

PROMETI
Deby Veneziano

Prometi nao pensar ,
nas rugas lindas em seu rosto que surgem quando voce sorri.
Prometi nao desejar,
o som da sua voz
me fazendo companhia
nessa noite fria.
Prometi não pensar,
no seu abraço
que recarrega minhas energias e
me fazem andar fora do compasso.
Prometi não pensar,
em seus olhos
um universo infinito para qual viajo
sempre que meu mundo fica sufocado.
Hoje prometi não pensar,
desejei nao te desejar.

Deby Veneziano
São Paulo-SP
https://poesiaemfotografia.wordpress.com
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www.facebook.com/debyveneziano

 
 
 
 

Deise Torres

 
 

POEMA DAS SETE AMIGAS
(para: Ana, Cristina, Maria de Jesus, Mundoca, Joina, Glacimar e Eu)
Deise Torres

Tem dia que a gente está,
Mais triste e a sonhar;
Então só nos vem lembrança,
Que insiste em maltratar.

Lembrança que dá saudade,
Saudade que faz lembrar;
Também me traz esperança,
De pra tudo eu retornar.

Saudade tem sexo e nome?
O que será que ela é?
Lembrança tem sobrenome?
Será que também é mulher?

A lembrança que me invade,
Faz de mim o que bem quer;
Lembra, castiga e maltrata,
“Só tem nome de mulher”.

Ana, Cristina e Marrezuis,
Mundoca, Joina e Glacimar;
Sentir saudade é a cruz,
Que vivo a carregar.

A saudade intensa constante,
Não é de hora, dia ou mês;
É de um tempo remoto distante...
E é no plural, pois são seis!

Ao reverso do que se fez,
Então nos encontraremos;
E muito em breve, talvez,
Estaremos nos revendo.

As mesmas ainda somos,
Eu afirmo com certeza;
Nós não éramos e não fomos,
Nós ainda “Somos Seis”!
Seis? Só se fosse só Vocês!
É que a saudade é tanta...
Tanta que até me espanta!
Me incluir eu já nem sei.
Lembrança da mente falha,
Mas a soma correta é sete!
Saudade também atrapalha,
E conta a mente esquece.

Sem noção da matemática,
E também do português;
E sinto que aos pouquinhos,
Vou perdendo a sensatez.

E sei que só vou acabar,
Com essa saudade sem fim,
Quando a gente se encontrar,
Todas, bem juntinho assim...
Os tempos e as conversas,
Ficaremos a reviver;
Reafirmando promessas
De nunca nos esquecer.
Ai, que saudade sem graça,
A que se apossou de mim!
Como pode ser tão carrasca,
Me deixando triste assim?
Me tirou sem nada avisar,
De alegres horas vividas,
Ana, Jesus e a Glacimar,
As minhas amigas queridas.

E sem avisar me roubou,
Essa saudade danosa,
As queridas companhias,
Da Joina, Cris e Mundoca.

Vou falar ao pé do ouvido,
Par você, saudade maldosa!
Você poderia ter comigo,
Um só dedinho de prosa?
Eu posso até te perdoar,
Também de ti esquecer;
Se fizer pra mim, voltar,
E com pressa devolver,

As minhas amigas queridas,
Eu quero todas as seis!
Pois saudade igual a essa,
Eu juro, que nunca passei!
E promova um reencontro,
E devolva bem depressa!
O modo como fazer,
Isso pouco me interessa.

Esse encontro desejado,
Vai nos trazer só lembrança;
E será bem demorado,
E vai nos tornar criança.

Eu sei que vou querer bis,
Pra sorrir e comer pipoca,
Com Ana, Glacimar e a Cris,
E Joina, Marrezuis e Mundoca.

E então dona saudade,
Que me diz desses sofreres?
De mim vai ter piedade,
E trazer meus benquereres?

Só assim, dona saudade,
Eu de te me esqueceria,
Se acabasse essa maldade,
E se afastasse essa agonia.

Fingia não ter tido tormento,
Ficava o passado esquecido;
Tudo por esse momento,
De um reencontro querido!

Então entre eu e você,
Não teria mais intrigas,
E com orgulho eu podia ler,
Este Poema das Sete Amigas!

Deise Torres
Rio Branco - Acre - Brasil

 
 
 
 
 

Delia Esther Fernández Cabo de Hernández

 
 

NOSTALGIA
Delia Esther Fernández Cabo de Hernández

Hoy llueve. Firme y manso. Con porfía.
No se ha asomado el sol. De charco en charco
chapotea el chiquillo, con su barco
simple papel la lluvia desafía.

Esta imagen es solo fantasía
que a mi nostalgia azul le pone marco.
Ya no hay niños que jueguen con un barco
y gozar de la lluvia es tontería.

¿Dónde hallar la inocencia, la frescura
y la imaginación que transportaba
nuestros sueños tan simples y dichosos

a mundos de quimérica aventura?
¿Dónde está aquel abuelo que contaba
las historias de duendes y colosos?

Días maravillosos
de fábulas y juego compartido.
Ya no están… y no sé dónde se han ido.

Delia Esther Fernández Cabo de Hernández
Santa Lucía - Canelones - Uruguay


Delia Esther Fernández Cabo de Hernández - Nació el 25 de octubre 1941 en Montevideo, República Oriental del Uruguay, actualmente vive en Santa Lucía ,Departamento de Canelones.
Profesora de Derecho y Sociología.Profesora de Práctica de Declamación.
Ejerció durante varios años la Docencia de Idioma Español y Literatura.
Escribe desde 2005 y su formación es autodidacta. Cultiva la Poesía Clásica y también la Ciudadana y Lunfarda.Premiada en varios países de América, Europa y Oceanía.

 
 
 
 

Deodato António Paias

 
 

POEMA SOBRE O VELHO COMBATENTE
Deodato António Paias

Um Combatente solitário
Sem nenhum modo de vida
A tristeza seu cenário
Perdeu controlo da lida.

Muito triste certamente
Por se ver abandonado
Da guerra ainda sente
Continua revoltado…

Sem forças e já doente
Caminha de olhos no chão
Na miséria presente
Não encontra compaixão.

Vivendo os pesadelos
Se calhar o “AI MÃE” ouvindo
Arrepiando os cabelos
Medo e horror sentindo.

Tudo agora diferente
Os batentes esquecidos
Mortos/vivos certamente
Todos de tudo omitidos.

Triste das recordações
Quando serviu a Nação
Hoje vive das paixões
O resultado da comissão.

Vive amarguradamente
Na enorme solidão
Ajudem o Combatente
Que defendeu a Nação.

Não deviam esquecer
Quem pela Nação lutou
Que soube responder
Quando o País precisou.

Deodato António Paias
Lagoa - Algarve - Portugal

 
 
 
 
 

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