FÉNIX

 

 

Eunice Guimarães

 
 

O DIA SEM O SOL FICOU
Eunice Guimarães

Amanheceu! O dia chora lá fora.
Cinza é tua cor, carregado de névoas
E chuvas – assim estou.
O dia sem o sol ficou...

No jardim, as flores pendem cansadas
E mudos estão os passarinhos.
Parecem sentir a dor, que na alma carrego!
O dia sem o sol ficou...

No ritmo do meu coração
Chora a chuva nas vidraças.
Doída presença da tua ausência.
O dia sem o sol ficou...

Devolve-me, mãe natureza,
O sol, outra vez o céu azul
Que reflete o brilho do teu olhar, a mirar os meus!
Devolve-me!
O dia sem o sol ficou...

Eunice Guimarães
Aracaju - Sergipe - Brasil
Face: Eunice Guimaraes
http://www.recantodasletras.com.br/autores/euniceguimaraes


Maria Eunice Guimarães Santos Garcia, nome literário Eunice Guimarães. Nascida em Japoatã/SE, em 26/03/1964. Residente em Aracaju. Graduada em Enfermagem(UFSE), Pós graduada em Direito Previdenciário (Gama Filho). Servidora Pública Federal (INSS), escritora e poetisa com diversas participações em antologias poéticas. Acadêmica Correspondente da ALMAS- Academia de Letras, Música e Artes de Salvador e AECALB- Academia Evangélica de Ciências, Artes e Letras do Brasil, Comendadora da Embaixada da Poesia, Membro do Café Poético Sergipano, do Sarau de Mulheres e Poemas do Brasil. Participante do Recanto das Letras. Com publicações na Revista eisFLUÊNCIAS, Antologias LOGOS, CRITICARTES e Barbante.

 
 
 
 

F. Corte Real

 
 

SE O AMANHÃ CHEGAR…
F. Corte Real

O tempo leva-me para onde quer que vá
Sou um viajante…aqui e em qualquer lugar
Nada em mim anda por aí ao Deus dará
Tenho ideias definidas e metas por alcançar.

Se a vida fosse apenas o chegar ou partir
E pelo meio ficassem as marcas de cada dia
Nós nunca teríamos motivos para sorrir
E um sonho seria o cais do desejo e fantasia.

A minha esperança está para além do trivial
Do lugar comum cantado em tom profano
E não passo ao lado das noticias dum jornal
Eu procuro a mudança em cada novo ano.

Sigo a minha estrela e oiço o próprio coração
Que o sol a todos beija de modo diferente
E tenho nas palavras um sentir de comunhão
Entre o que penso e faço por toda a gente.

Seria lindo se amanhã a tua mão estendida
Fosse parte dum momento terno e acolhedor
Em nós todas as horas seriam uma só vida
A viajar no mesmo espaço cheio de luz e cor.

Se o amanhã chegar e nele houver entre nós
A saudade no adeus ao ano que vai embora
Tenha o nosso abraço um desejo de viva voz
Traga o novo ano tudo o que nos une agora.

O amanhã será futuro e nele quero beber
Da mesma taça que enchemos de esperança
Brindemos ao Amor e ao desejo de viver
Um sonho realizado no olhar duma criança.

F. Corte Real
Lisboa - Portugal


O autor que foi o vencedor do prémio revelação na modalidade de poesia em 2013, vem publicando regularmente em jornais e revistas. Embora e até á presente data, nunca tenha editado em livro a sua obra, o autor que, já participou e ganhou, várias menções honrosas, em concursos promovidos por diversas entidades, tem também nomeadamente os seus versos incluídos, em várias coletâneas e Antologias de Poesia Contemporânea, edições de 1985 e 2013,2014,2015,2016, respetivamente. O autor que usa e assina as suas obras com o heterónimo F. Corte Real

 
 
 
 

Fátima Cordeiro

 
 

POR ENGANO
Fátima Cordeiro

Tua ausência
É a presença
Que me falta.
Tens a essência
Da mi alma.
Sussurro...
Fingindo que te amo.
A noite assombra-se
Com o meu grito. .
Ouço o teu cheiro
Invadir-me
Sem respeito.
Vejo a tua música Predileta
Me tocar,
Tua língua me roçando
Buscando um beijo,
Por engano...

Fátima Cordeiro
Rio Branco - Acre - Brasil

 
 
 
 

Fátima Gonçalves

 
 

RIMA DA BICHARADA
Fátima Gonçalves

Pé de pato
Pé de porca
Pé de mato
Pé de vaca!
E mato é bicho?
E porca e vaca têm pés?
Se tem é um luxo...
Não é bicho, mas tem pé!
Pé de urubu
Pé de jacaré
Pé de pica-pau
Pé de caboré!
E jacaré tem pé?
Se tem fica em pé
Se não tem...
Faz o bem!
Pé de cabra
Pé de cavalo
Pé de cobra
Pé de galo!
E cabra tem pé?
Dizem que tem
E cavalo também?
O da cabra dar sorte!
E o do cavalo é gigante!
E a cobra tem pé?
Se tem anda...
Se não tem é uma "pelé"
E pode ser uma "anta"!
Pé de perereca
Pé de cururu
Pé de foca
Pé de peru!
E perereca e cururu têm pés?
Se têm não lavam porque não querem!
Gostam de rio e massapê...
Cantam é só querer!

Maria de Fátima Gonçalves
São Gonçalo do Amarante - RN - Brasil


Professora e poetisa graduada em pedagogia(UFRN) pós graduanda em Literatura e Ensino (IFRN)
Com poemas publicados no site Recanto das Letras, no blog da escritora e poetisa Isabel Furini, integrante da Antologia Virtual de Fevereiro 2017, portal CEN e em vários grupos no facebook.

 
 
 
 
 

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