FÉNIX

 

 

Felipe Aquino

 
 

O OCIDENTE SEM CRISTO, NA TOLICE E NA ESCURIDÃO
Por Felipe Aquino


Casualmente, vi na televisão um programa sobre a Chapada dos Veadeiros. Surpreso, fiquei sabendo de quantas pessoas vivem ali à espera de um contato com extraterrestres. Um desses devotos dos ETs vive numa verdadeira disciplina ascética, preparando-se para o encontro com os seres de outros planetas; é vegetariano, vive na pobreza e fez voto de castidade; chega mesmo a rezar para eles…
Como é louca a humanidade! Como é desorientada a nossa civilização ocidental! Primeiro, a partir do século XVIII, declaramos que o homem se tornara adulto e emancipado. Era necessário matar toda verdade religiosa e tudo quanto não coubesse na cachola miúda da razão humana. Assim, negou-se toda religião sobrenatural, toda revelação de Deus a Israel e inventou-se, no Ocidente, um deus distante, teórico, Arquiteto do Universo, distante, frio e inútil… Depois, nosso Ocidente negou Deus de vez: era preciso matar Deus – dizia-se – para que o homem vivesse de verdade. Assim, esta nossa civilização ocidental, colocou o homem no trono que pertence somente a Deus.
Esta razão endeusada e este homem no centro de tudo (na escola no ensinaram o absurdo que foi um ótimo negócio passar do teocentrismo medieval para o antropocentrismo do renascimento, como se o homem fosse Deus e Deus fosse apenas um detalhe…) levaram o Ocidente a duas guerras crudelíssimas, com mais 70 milhões de mortos… Depois das guerras (do nazismo em nome da razão, do fascismo em nome da racionalidade, do marxismo em nome da ciência e da história), veio a ressaca: não se crê mais em nada: nem no Deus revelado, nem na razão, nem nas instituições, nem nos grandes projetos…
Agora, não é mais o homem no centro; é somente o indivíduo, sozinho, fechado, egoísta, com uma ilusãozinha, uma moralzinha, um projetozinho, um deusinho segundo a sua imagem e semelhança medíocre e escrava de mil paixões…
No vazio de Deus, na negação do cristianismo, o Ocidente encontra-se perdido – alegremente perdido, bebadamente iludido e inconsciente de sua perdição! Procura-se desesperadamente encher o vazio existencial e encontrar um sentido para a vida no consumismo, no poder a qualquer custo, nas drogas, no endeusamento da natureza, no turismo desenfreado, nas seitas, na promiscuidade, na busca frenética pelo prazer e a autoafirmação… É assim: tire Deus, apague o Cristo da consciência do nosso Ocidente e fica somente o vazio, um homem infantilizado, presa das velhas práticas pré-cristãs…
Era para ser claro, palpável: sem Deus, o homem definha, o homem torna-se menos homem. Fomos, todos nós, feitos para o Infinito, para o Absolutamente Outro, o Eterno, e somente nessa abertura encontramos o Sentido, a Direção, o Eixo da nossa existência. O homem não é fruto da natureza; o homem é fruto do Autor na natureza, que nela impregna um desígnio, um sonho de amor: o homem é imagem de Deus, criado para Deus, com um coração que não se contenta com menos que Deus! Tire Deus e endeuse o que não é Deus; elimine o Deus verdadeiro e torne-se escravo de mil ídolos mentirosos!
O cristianismo, na Antiguidade, vencendo o paganismo, deu ao Ocidente a firmeza conceitual e a clareza de visão da vida e do mundo que permitiram o surgimento de uma civilização que tornou-se planetária. Esse Ocidente volta as costas para o Cristo e torna-se presa de todos os infantilismos e escravidões dos quais o cristianismo o havia libertado: desprezo pela vida humana, adoração infantilóide na natureza, falta de sentido para a existência, angústia, medo do sofrimento e da morte…
Que você, meu Amigo, tenha certeza: ainda haveremos de ver muita coisa! A tolice tem ares de sabedoria; a superstição tem pose de religião; a loucura tem fama de profunda lucidez…
Pobre homem, pobre Ocidente! Quanto precisamos de Deus; quantos temos necessidade daquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida!

(Dom Henrique Soares da Costa)

Felipe Aquino, Prof. Dr.
Vale do Paraíba - SP - Brasil
http://blog.cancaonova.com


E
scritor católico. Prof. Doutor da Universidade de Lorena. Membro da Renovação Carismática Católica

 
 
 
 

Flora Tito Salvador

 
 

SENTINDO A PERDA
Flora Tito Salvador

Nas loucuras do praser da vida me envolvi
Vivendo alegrias e perdas
Calçadas agradavés de caminhar
E pedregulhos quentes
Cozendo a planta de meu pé...
Ferindo meu joelho que de quando em vez intercalo
E nas caminhadas mais difices meu rosto bateu o chão
Um coração vazio mas sempre de pe
A dor não passa no minuto
Mas a sempre uma direção
Mãos para o abraçar
Olhos para no encorajar
E no cantinho bem no cantinho lábios sorrindo e um coração para o receber.

Flora Tito Salvador
Luanda - Angola


Flora Tito Salvador nascida a 15 de Abril de 1992 na Província de Luanda finalista do curso de ciências da computação, membro do movimento lev´arte. Amante da arte em especial literatura e musica, conhecida como a poetisa delírante (papoila delirante). Duas coisas fazem com que realizemos nossos sonhos, a fé em Deus e a crença em nós mesmo, sem desvalorizar o incentivo que vem dos lados (frase construída por mim, gosto repetir varias vezes para mim mesma)

 
 
 
 

Florência Macedo D’Arriaga

 
 

METADE
Florência Macedo D’Arriaga

Espero que a alegria que sinto
nunca venha a acabar.
Que os medos
que tenho não me persigam
e não me impeçam de fazer aquilo
que eu sempre quis.
Que o futuro que espero
venha a acontecer,
pois metade de mim eu já sei
a outra terei de descobrir.
Espero que meu sonho vire realidade,
ainda que impossível.
Que minha vida
não seja sem graça e chata,
mas sim legal e animada.
Que os atos que eu faça
tornem-me alguém importante
e não insignificante,
pois metade de mim
é o que sou e o que faço agora,
a outra é o que serei
e o que farei depois.
Espero que minha ansiedade
de querer sempre viver o amanhã
transforme-se em calma
para que eu possa viver
um passo de cada vez.
Que o esforço que sempre faço
torne-me alguém um dia.
Na verdade, a única coisa
que descobri até agora
é que tenho três metades:
a que fui, a que sou e a que serei.

Florência Macedo D’Arriaga
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 
 
 

Francisco Elíude Pinheiro Galvão

 
 

NA MADRUGADA...
Francisco Elíude Pinheiro Galvão

Cerração contida!...
Rua deserta,
incerta,...
calada!...
No quase silêncio,
gemidos sentidos,
ouvidos ao longe
como murmúrios de monge,
apenas quebrados
por insistentes latidos
de algum cão vadio,
apenas moídos pela névoa densa
entortando o orvalho
numa desolação obscena
dum suposto pensar;
Torto orvalho solto
gotejando numa rua morta,
Enquanto abortando, a lua
esconde de si mesma
o brilho que já não há
no céu da madrugada sombria
entre nuvens que o vento
insiste em acarinhar!...

Francisco Elíude Pinheiro Galvão
São Vicente - SP - Brasil


Francisco Elíude Pinheiro Galvão, Poeta, natural do Rio Grande do Norte, autodidata, Membro Efetivo da Academia Vicentina de Letras, Artes e Ofícios e Acadêmico Honorário da Academia Boituvense Letras e Artes na cidade de Boituva(SP), , Membro do Grupo Literário "Poetas Vivos" de Santos(SP), Embaixador Universal da Paz pelo Cercle Universel Des Ambassadeures de La Paix -Suisse/France. Participações em diversas Antologias Poéticas no Brasil e Exterior; participações em diversos Concursos Literários(com premiações); participações com Poemas emRevistas Literárias pelo Clube dos Escritores de Piracicaba(SP), Caderno Literário(com Poesias) pela Editora Pragmatta(RS)-Brasil(...)

 
 
 
 
 

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