FÉNIX

 

 
 

Francisco Martins Silva

 
 

O MENINO TITO E O CÓRREGO
Por Francisco Martins Silva


Era um córrego de águas cristalinas a cortar aquele sítio de árvores frutíferas e plantações de legumes e hortas, sendo que também naquele sítio criavam várias espécies de animais. Ali viviam seu João e dona Maria, um casal unido e muito trabalhador, pois, viviam de cuidar daquela bela e valorosa propriedade. Eles criavam o menino Tito, um neto do casal, uma criança observadora, inteligente, e, sobretudo, de coração muito bom. Tito vivia a observar seus avós a trabalharem e hora por outra os ajudava nos afazeres. Todos os dias tomavam banho no córrego, pescavam, e dona Maria ainda apanhava água do córrego para usar nos afazeres domésticos e dar de beber aos animais do sítio. Tito observava que, além disso, era do córrego que apanhavam água para regar as árvores frutíferas e as hortas de verduras e legumes, e como uma criança inteligente que era, percebera que aquele córrego não era só simplesmente água a passar pela propriedade do sítio, mas, uma fonte geradora de vida que provia de recursos de sobrevivência de sua família. O menino então passou a entender que aquele córrego deveria sempre que ser bem tratado, limpo e preservando, não ser poluído e nem desperdiçado, até porque além de sustentar vidas que habitavam o sítio, no próprio córrego viviam seus peixes que também precisavam viver. Então quanto mais o tempo passava, mais em Tito crescia o amor pela natureza e o sentimento de responsabilidade pelo meio ambiente, e sobretudo, pela preservação do córrego que ajuda na manutenção e sobrevivência de todos no sítio de seus avós.

Francisco Martins Silva
Uruçuí - Piaui - Brasil
http://framsilva.blogspot.com.br/

 
 
 
 

Francisco Miguel de Moura

 
 

SONETO DA VOLTA
Francisco Miguel de Moura

De tanto ir pra frente, estou voltando,
Com saudade dos tempos de criança,
Se não volto, no amor, é com a esperança
Que nele sempre tive, ora! Até quando

Chegar o dia de sumir da terra,
Eu vou continuar muito me amando,
E pelos que me cuidam, suportando
As dores que o espírito desterra.

É o caminho da ida, já sem volta.
Porém minha alma toda estará solta,
Voando em busca de infinitos céus,

Certa de que na terra eu já fiz tudo,
E agora só terei Deus por escudo
Para ser santo e perdoar os réus.
_____________
*Francisco Miguel de Moura, poeta até morrer, se Deus quiser, livre e desembaraçadamente, para cantar o amor, a dor e a esperança.

Francisco Miguel de Moura
Teresina - PI - Brasil


Francisco Miguel de Moura, poeta brasileiro, nasceu no Curral Novo, município de Francisco Santos – PI, da Região de Picos (PI). Tem 33 livros publicados e alguns inéditos.
Academia Piauiense de Letras. “Poeta da “Geração 60”, assim o classificou a Profa. Nelly Novaes Coelho. Já na visão do crítico Fábio Lucas, “em FMM nota-se, às vezes, uns toques de humor e sensualidade, para superar o insosso quotidiano”.
Francisco Miguel de Moura, poeta até morrer, se Deus quiser, livre e desembaraçadamente, para cantar o amor, a dor e a esperança.

 
 
 
 

Frassino Machado

 
 

A DISTRIBUIÇÃO DESIGUAL
Frassino Machado

É fertilíssima a nossa Mãe Natureza,
Ela é bem rica de maravilhosos dons
Que todo o ser humano aceita como bons
Sendo, ela mesma, a grata fonte da riqueza.

Como é belo admirar os coloridos tons
Sentindo todas as variantes da beleza
E como dão prazer os aromas e a firmeza
De todos os seus claros e maviosos sons.

Mas, se assim é, perguntarão os inteligentes
Humanos – que até dela também fazem parte –
Como compreender tão desigual reparte
Dos naturais recursos entre os seres viventes?

Trata-se da velha questão, entre ricos e pobres,
Entre quem tem poder ou entre quem não tem,
Entre uns que tudo são e aqueles que são “ninguém”,
Isto é, poucos têm tudo e muitos uns míseros cobres…

DISTRIBUIR é o lauto privilégio das minorias,
SOBREVIVER é o triste fadário das maiorias!

(In ODISSEIA DA ALMA)

Frassino Machado
Lisboa - Portugal
www.frassinomachado.net
www.opcaopoetica.blogspot.com
http://facebook.com/frassinom


FRASSINO MACHADO - Pseudónimo literário de Francisco de Assis Machado da Cunha. Escritor, poeta e musicólogo português natural da Cidade Invicta, onde nesceu no ano de 1946. Oriundo de uma família minhota industrial, da região de Guimarães, fez nesta cidade os seus primeiros estudos. Começando por iniciar-se primeiramente na área de estudos ligados à indústria e tecnologia, por razões de ordem familiar, deslocou-se para a cidade de Braga onde passou a dedicar-se aos estudos humanísticos. Formado em letras clássicas, tendo como base o Latim e o Grego, sob a orientação de mestres franciscanos, complementou a sua formação em estudos artísticos, como o drama e a música. Desde muito novo sentiu uma inclinação bastante forte para a literatura, onde a veia poética se transformou na sua principal ocupação. Por volta dos vinte e cinco anos fixou-se na cidade de Lisboa onde se dedicou ao aprofundamento dos seus estudos filosóficos, na recém criada Universidade Católica Portuguesa. Ocorreu, entretanto, na capital, o histórico 25 de Abril que lhe fez alteral marcadamente o seu pensamento acerca da história do mundo e das sociedades humanas. Por razões pessoais e de interesse imediato matriculou-se em 1974 na Universidade Clássica de Lisboa. Aí conseguiu terminar a sua licenciatura no Curso de Histórico Filosóficas. Esta sua formação e especialização abriu-lhe o caminho da docência, no Ensino Secundário, lecionando desde sempre a disciplina de História. Paralelamente a esta sua ocupação, frequentou o Instituto de Estudos Gregorianos, em Lisboa, onde estudou composição musical e órgão clássico, sob a orientação do fancês Sibertin Blanc. Isto permitiu-lhe ter exercido durante a sua vida adulta o cargo de organista ou director de coro, em diversas assembleias de culto litúrgico. Desde sempre se dedicou à escrita poética, tendo pertencido à dinâmica Tertúlia Poética ao Encontro de Bocage, sob a presidência da poetisa América Miranda. Participou desde sempre em Cursos e Seminários nacionais e internacionais e teve uma intervenção directa num Congresso Internacional dedicado ao Padre António Vieira, no ano de 2009, onde apresentou uma Comunicação sobre este autor. Publicou alguns trabalhos de poesia e possui algumas Páginas na Internet, de dominante poética.

 
 
 
 

Gabriela Pais

 
 

A VIDA NÂO TEM TEMPO
Gabriela Pais

A vida não tem tempo,
o tempo é que tem a vida
já confinada e escondida.

Tempo, foges apressado,
porquê se não deténs prazo,
mas corres sem dares azo
a mais tempo iluminado
e num jardim ignorado,
sem saber qual será a hora,
quanto o ponteiro demora.
Bate relógio as horas
tantas quantas desejamos,
tempo imortal te invejamos,
rebentas sempre a desoras
importuno não melhoras,
o ido andou, eis o presente,
o futuro... hora ausente!

Corre p' los morros e rios,
cruza aldeias e cidades,
elementos sem idades
figuras presas por fios,
prazos com metas, bravios,
tempo barra de cristal
vida se desfaz quão sal.

Gabriela Pais
Laranjeiro - Almada - Portugal


Maria Gabriela Pais D. F. Silva nasceu em Lisboa em 4-4-44. Começou a fazer poesia em 1956, com um poema dedicado à Mãe. Já lançou três livros de poesia, o primeiro em 2011 “Matiz do Mundo”, “Lugar das Palavras” e “Castelo de Letras”. Tem participado em várias Coletâneas de diversas editoras. Tem colaborado para as revistas brasileiras, ”Luna Sol ,“Trovamar” e “Aristos Internacional”. Foi premiada com um troféu, 1º lugar prémio Clóvis Beviláqua, 2016, modalidade trova. 2º e 3º lugar e menção honrosa especial, pela UBT-Maranguape, Brasil, nos concurso de poesia, 2014 e 2015.

 
 
 
 
 

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