FÉNIX

 

 

Gabriele Loureiro Bruschi

 
 

SEM PISTAS NEM RASTROS
Gabriele Loureiro Bruschi

Eu não consigo enxergar.
Só sinto meu coração
bater.
Não consigo seguir
nenhum rastro.
O que eu sigo
é o que meu
coração sente.
Fico sem pistas,
mas nunca
desisto daquilo
que eu quero.

Gabriele Loureiro Bruschi
Porto Alegre - RS - Brasil


Gabriele Loureiro Bruschi é Membro Efetivo da: Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS; Academia de Letras dos Municípios do Rio Grande do Sul; e Academia de Artes Literárias e Culturais do Estado do Rio Grande do Sul; Academicus Praeclarus do Clube dos Escritores de Piracicaba/SP; Membro Correspondente da Academia de Letras, Música e Artes de Salvador/BA; Membre d’Honneur da Divine Académie Française dês Arts. Lettres et Culture. Em março de 2014, participou da Sessão de Autógrafos da Antologia “Brésil em Scène” no Salon du Livre de Paris; em dezembro de 2014; recebeu o Prêmio Destaque Victoria, pelo Comité de Ciudadano da Asociaciones Civiles, em Montevideo/UY. Em 2015, recebeu o Troféu Carlos Drummond de Andrade – Edição Ouro, em Itabira/MG.

 
 
 
 

Gedeane Costa

 
 

PARTIDA
Gedeane Costa

Se com brandura eu te tratei
Sua ira não tem eco,
Vou compondo meus poucos versos,
Com as malas da solidão,
Eu embarquei.
Apenas algo te peço,
Meu amor que não te dei,
Reparti ao universo...
E esqueça meu endereço.
Vou seguindo,
Sem despedida,
Mas, feliz da vida...
Porque um dia eu te amei...
E feliz sempre serei!

Gedeane Joás Costa (Gedeane Costa)
Recife - PE - Brasil
http://paginasinfinitas.blogspot.com.br/


Gedeane Joás Costa, natural do Recife (PE), formada em Ciências Econômicas e em Licenciatura em Música. Pianista, professora, artista plástica e também poetisa. Escreve poesias desde os seus nove anos de idade, porém não tem nenhum livro publicado. Participou da antologia "Poesias sem Fronteiras" referente ao XIII Concurso Literário do mesmo nome. Tem um site de poesias que se chama Páginas Infinitas e um grupo no Facebook pelo qual publica suas poesias, chamado "Poesia e Arte. Gedeane Costa".

 
 
 
 

Géminis

 
 

CON EL CORAZÓN EN LA MANO
Géminis

Del soplo Divino
nos creó el Supremo Hacedor,
somos su milagro,
su chispa de amor.

Eres mi esperanza,
mi consuelo, mi Dios,
eres Señor la luz que me guía,
que ilumina mi vida,
eres mi Salvador.

Géminis
Cidade de México - México


Géminis nace en Veracruz, Ver. y actualmente reside en la Ciudad de México. Publicó en 2017 su libro de prosas poéticas Plenitud en Privamera. Miembro activo de The Cove/Rincón Internacional desde el 2013. Su obra está compilada en varias antologías: Al caer la tarde (2015), Vuelo de mariposas (2016), Canto a Chiapas (2017). Es Delegada para México de la revista internacional multilingüe Tribuna de la Cultura desde 2014, editada en Las Palmas de Gran Canaria, España y colabora en dicha publicación desde 1996.

 
 
 
 

Geni de Araújo Costa

 
 

SENTIDO DA FINITUDE
Por Geni de Araújo Costa

O ser humano quer ser reconhecido na sua singularidade.
A finitude, nesse caso, é inaceitável. (GAC)


Por mais que se tenha conhecimento sobre a velhice, este ainda parece frágil e precário para defini-la. Isso ocorre pelo fato de a velhice conter subjetividades transitórias que perpassam todo o processo. Portanto, a velhice e o envelhecimento são realidades heterogêneas, isto é, variam conforme os tempos históricos, as culturas, as classes sociais, as histórias de vida pessoais, as condições educacionais, os estilos de vida, os gêneros, as profissões e as etnias, entre outros elementos que conformam as trajetórias de vida dos indivíduos e grupos.
Num jogo de correlação de forças, surge, concomitantemente, a velhice ligada à ideia de proximidade com a morte - consciência da finitude -, que se instala ao longo dos anos. Pelo fato de ser a velhice a fase da existência mais próxima da morte, as pessoas com mais idade passam a ser os suportes ideais para as significações e representações sociais negativas. Na velhice, a consciência de finitude adquire a dimensão do iniludível. Ignora-se a morte, porque irrepresentável se torna pelas ameaças de continuidade do Ser - medo da morte. Daí não haver uma representação da morte, embora seja o destino inevitável, a única certeza de todos os humanos. Norberto Bobbio a esse respeito, sugere aos “mortais” que levem a sério tanto a vida como a morte, afirmando: Leva a sério a morte quem leva a sério a vida, aquela vida, a minha vida, a única vida que foi concedida, ainda que eu não saiba por quem, e ignore por quê. Levar a vida a sério significa aceitar firmemente, rigorosamente, da maneira mais serena possível, a própria finitude.
Mesmo diante da certeza da finitude estão também nossos sonhos e, entre eles, o mais antigo da humanidade, o da vida para sempre, o da eterna juventude. Esses sonhos podem não ser a mais pura verdade, mas podem ser amenizados se se possibilita maior acesso às informações relacionadas a trabalhos preventivos e educativos compromissados em ressaltar o saber característico da velhice, em construir, conjuntamente, um novo futuro, uma nova mentalidade.
Certamente pode-se afirmar que não é o avanço da idade que marca as etapas mais significativas da vida; a velhice é, antes, um processo contínuo de reconstrução.
Sabe por que? Porque não somos perfeitos. Temos que SER FEITOS até o fim.

Geni de Araújo Costa, Profa. Dra.
Uberlândia - MG - Brasil


Profa. Dra. Geni de Araujo Costa - Universidade Federal de Uberlândia Mestre e Doutora em Educação - PUC/SP Programa de Rádio "Vida "Ativa". Autores e organizadora do livro: Velhice, imagem, memória: Representação poética da existência. Palestrante.

 
 
 
 
 

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