FÉNIX

 

 
 

Irá Rodrigues

 
 

TALVEZ...
Irá Rodrigues

Um dia eu tenha te cumprimentado com um bom dia
Ou apenas um simples oi ou mesmo ter ignorado
Muitas coisas eu já apaguei do meu passado
Hoje relembro apenas nos versos da minha poesia.

Talvez até olhasse enquanto por mim passava
Não me lembro de detalhes pequenos que nada me dizia
Ou se percebia com certeza eu fingia
Se na escola ou na rua o encontrava.

Ou se era mais um que parava para admirar a lua
Enquanto num banco da praça eu sentava para ler
Depois voltava para casa e tentava escrever
Tudo que acontecia ali mesmo na rua...

Depois desses versos com certeza não irei me esquecer
Momentos bons da infância que trazia alegria
Ficará registrado em cada poesia
Que com o tempo eu irei escrever...
Talvez...

Irá Rodrigues
Santo Estevão - BA - Brasil
http://ira-poesias.blogspot.com.br/
http://gostinhodepoesia2015.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/ira.rodrigues.98


Irá Rodrigues, natural de Santo Estevão- Bahia. Geografa licenciada pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Autora dos livros “ SONHAR SEM SEGREDOS” infantil: O Passarinho Aventureiro” e A Menina Que Sonhava em Voar”
Participação em Antologias Portugal e Brasil.Membro da Academia ALB- Academia de Letras Brasileira Sucursal Araraquara.. Diretora internacional da divisão de literatura infanto – juvenil, pelo Movimento União Cultural, outorgada com o premio Literatudo Monteiro Lobato, certificada com Mérito Literário pelo Amo Amar Você. Diplomada com Honra ao Mérito pela Literarte em parceria com a A.L.M.A.S- Academia de Letras Música e Arte de Salvador.

 
 
 
 
 

Irene Mercedes Aguirre

 
 

VOZ EN VUELO
Irene Mercedes Aguirre

A la lengua española y a la Paz
Me acerco a ti, Paloma del lenguaje
que entre los hombres pasas ¡Luz y duelos,
mar de tropos tu pico, al abordaje
de un sinfín de palabras y de anhelos!

Saludo en ti al ayer, a cada ancestro
que en la densa diadema de los años,
cinceló su decir que es tuyo y nuestro,
con la hispánica verba, sin engaños.

Aludes con fonemas armoniosos,
al trino y la mañana, al mediodía,
al cauce de los siglos rumorosos
y a todo lo que existe en tu ancha vía.
Parida desde el seno originario,
desnudas en tu núcleo los temblores
de cada entretejido imaginario,
para dar cuenta de odios y de amores.

Alas en vuelo de tu noche larga,
cuando el cansancio o el dolor heridos,
pugnaban por brotar ¡Pesada carga
que combinó sin par hondos sonidos!

Detén el curso de todo lo dicho,
pinta el paisaje desde tus entrañas,
juega en la brisa con cada entredicho
y cuaja en ti palabras sin cizañas.

Es tu horizonte claro reverbero
de alguna clave que digita el mundo
con tu decir, que es sello verdadero
de hispanidad que asoma, en un segundo.

Voy al lenguaje desde tus principios,
desde el comienzo de las expresiones,
para encontrar tu sombra en los inicios
y capturar el ritmo de tus sones.

Tardes de julio, de encrespado verde,
de sol, verano y refrescante ría,
en cuya entraña el cielo azul se pierde
al paladear , feliz, cada energía.

Giras al ver en lontananza , absorta,
a Cronos mismo, pulso revivido
donde coincide, se agranda o se acorta
cada avatar actual o perimido.

Sumergiré mi ser entre tus plumas
por recovecos de la lengua viva,
y en el trasfondo de emoción y brumas,
saborearé tu anclaje y tu deriva.

Lejana o cerca, pálida o grandiosa,
vuelas al mundo con tu propio modo,
ese entramado del decir, que adosa
la propia historia de tu pueblo todo.

Peregrinaje a múltiples rincones
donde tu marca se posó, insistente
y elaboró las nuevas locuciones
con sincretismos arduos, sorprendentes.

Sutil panoplia , entre tus aleteos
se abren al viento los significados
y se estructuran como en himeneos
de provisoria relación y estados.

Desde la cuna recibí tu herencia,
red encarnada entre lo cotidiano,
y es mi garganta nítida evidencia
de articulado diapasón hispano.

Contigo vibro desde las alturas
de inextricables rumbos conjugados,
donde destilas a las desmesuras
para encontrar senderos consensuados.

Vuela, Paloma blanca del lenguaje
sin detener jamás tus travesías
¡Carcaj al dorso, lanza con coraje
flechas de Paz al curso de los días!

Irene Mercedes Aguirre
Buenos Aires - Argentina


Poeta por el Humanismo y la Paz
Embajadora de Paz Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, France/Suisse
Embajadora de Paz de Mil Milenios y Fundación PEA de Argentina
Presidente del Comité "Educando para la Paz", Asociación Nacional de la Alianza de Mesas redondas Panamericanas (reg. en OEA)

 
 
 
 
 

Irma Pereira Pontes Vasquez

 
 

JOIAS DA VIDA
Por Irma Pereira Pontes Vasquez


Que objeto esconde nas mãos cruzadas, junto ao peito, aquele vulto de mulher de cabelos nevados, olhos tristes e cansados? Um segredo? Um tesouro? Ah! Uma caixinha de madeira entalhada em prata. Uma caixinha de música! É o porta-joias que recebera do marido no dia do casamento, há sessenta anos!
Ao ser aberta, a caixinha transforma as expressões do rosto daquela mulher, devolvendo-lhe mocidade, beleza, alegria e doçura, envoltas em suave melodia. Dentro dela, uma corrente de ouro e um lindo coração pingente cravejado de brilhantes com a foto dos dois nubentes, além de um romântico cartão:
- Neste porta-joias guarde, com carinho, todas as joias, que lhe oferecerei durante os anos felizes da nossa vida. Esta joia pertenceu a minha mãe, que a recebeu da minha avó no dia do casamento dos meus pais.
Com o correr dos anos foram chegando anéis, brincos, colares, broches, pulseiras, correntes e, dentre as joias guardadas com carinho, três fotos de crianças sorridentes, seus três filhos, seus diamantes mais valiosos.
Seus dedos acariciam cada joia que tem um significado especial, uma data, um fato marcante da vida. Cada joia conta uma história e relembra uma emoção especial. Cada uma esconde um clarão áureo de magia, que somente quem a ofereceu e quem a recebeu podem vislumbrar... Um segredo... Um tesouro.
Nesse instante, duas figuras de homens maduros surgem e carinhosamente beijam o rosto envelhecido da mulher, cumprimentando-a:
- Feliz aniversário mamãe! Enquanto esperamos o jantar, jogaremos uma partida de xadrez com papai.
A aniversariante olha para o céu estrelado, que se avista da janela e fixa seu olhar numa estrela luminosa que parece tão distante! Enquanto seu pensamento atinge o infinito, duas lágrimas quentes banham-lhe as rugas da face. Ela e a estrela se entendem...
Da sala ao lado, ouve-se o murmúrio da conversação animada entre jovens, crianças e senhoras. Nesse momento, uma porta se abre abruptamente e uma linda menina entra esbanjando vitalidade:
- Vovó! Vovó! Trouxe minha foto para você guardar no coraçãozinho de ouro que está no esconderijo, aquele que toca musiquinha!
Sorrindo, mas já acomodando no pequenino pescoço, a corrente que une o passado, o presente e o futuro, a vovó diz:
-Psiu! Psiu! É segredo! Este tesouro será seu um dia!

Irma Pereira Pontes Vasquez
Atibaia - SP - Brasil


Irma Pereira Pontes Vasquez nasceu aos 05/12/1938 em Cerquilho (na época Cerquilho era Distrito da Comarca de Tietê) SP. Exerceu o cargo de professora, e diretora de escola. Após aposentada exerceu os cargos de professora do Curso Magistério nas disciplinas Didática e Filosofia da Educação em Tietê; Coordenadora Pedagógica do I. E. “Gertrudes Pires Alvim”, do Curso Anglo e Secretária Municipal de Educação e Cultura de Atibaia, anos 1991/1992. Participou da I e II Antologia Literária Atibaiense, em 2003 e 2004, organizadas pela Academia Literária Atibaiense. Editou o livro: “Retalhos de uma vida” em 2013. Organizou e editou três coletâneas de receitas culinárias, o primeiro da comunidade em geral (Receitas da mamãe), cuja renda foi revertida a Santa Casa local, o segundo (Cozinhando Sorrindo), renda revertida ao Grupo de Terceira Idade “Sempre Viva” e o terceiro (Com Sabor e com Amor), revertida ao Clube da Terceira Idade de Atibaia. É coordenadora do “Grupo Tarde Literária” do Clube da Terceira Idade de Atibaia que já editou nove antologias. Em 2016 foi homenageada no II Sarau Quatati pelo seu trabalho em prol da literatura atibaiense.

 
 
 
 

Isabel C S Vargas

 
 

A PALAVRA ME DEFINE
Isabel C S Vargas

Palavra,ato declaratório do ser humano.
Falada,escrita, concretizada em ações,
expressão única do homem e de ninguém mais,
capaz de criar um mundo novo.

A palavra me define, me inclui ou não
em um universo mágico real ou irreal
de acordo com escolhas próprias,
criando pontes ou barreiras reais ou imaginárias.

A palavra é o instrumento do escritor ou poeta
para produzir universos múltiplos ,interiores ou não,
reconstituir a história, versar sentimentos e emoções,
levando a alma que lê ou a escuta viajar no tempo e espaço.

A palavra pode unir ou apartar, fazer a paz ou a guerra.
É atribuição do homem pensar e criar ambientes edificantes.
Promovendo a dignidade, a tolerância, a inclusão, a solidariedade.
de modo que a sociedade se torne melhor, mais humana.

Habitantes de um único planeta no espaço,
nós, humanos, temos que nos conscientizar
Que o que cada um faz atinge a todos.
Pela palavra mostramos ao mundo que somos todos um.

Isabel C S Vargas
Pelotas - Rio Grande do Sul - Brasil
http://www.icsvargas3.blogspot.com.br/
BLOG : SEGUINDO EM FRENTE

 
 
 
 
 

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