FÉNIX

 

 
 

José Carlos Concessor

 
 

AMOR BUCÓLICO
José Carlos Concessor

Às margens de um lindo Rio,
Águas límpidas, natureza a cantar,
Poluição não há, ar puro respirar,
Lá você está, com o mais belo encanto que há,
Sua alma a cantarolar, o amor que despertou lá!

Vento frio no seu rosto molhado tocar,
Arrepiada ficar,
O Poeta com seu olhar de Lince te penetrar,
Queria ele, assim, com ciúmes do vento, senti-la,
Seu corpo seminu deslumbrar e acariciar,

Ás margens de um lindo Rio,
Pássaros a voar, amantes a nadar,
Momento ímpar, na memória guardar,
Para eternidade, poeta e musa lembrar,

Vento frio no seu rosto molhado tocar,
Seu sorriso o Poeta beijar, amar
Êxtase em ao seu lado estar,
Sonham neste momento, nunca parar.

José Carlos Santos Concessor
Buerarema - BA - Brasil
www.mapadapalavra.ba.gov.br/jcarlosconcessor


José Carlos Santos Concessor, Baiano da cidade de Buerarema, graduado em Letras Português/Inglês - Pós-Graduado em Gestão Escolar e em Estudos Linguísticos e Literários, Com seus trabalhos literários já participou de várias coletâneas e antologias, possui dois livros solos publicados “Eu, Você e o Amor - Incondicional” e “Buerarema Poética” sua biografia artística faz parte do Dicionário dos escritores contemporâneos da Bahia e do site www.mapadapalavra.ba.gov.br/jcarlosconcessor.

 
 
 
 

José Coelho Maciel

 
 

LÍDIMA HOMENAGEM DA ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS AO IMORTAL ACADÊMICO FRANCISCO VASCONCELOS, ESCRITOR, FICCIONISTA, CRONISTA E POETA AMAZONENSE DE GRANDES MÉRITOS, FALECIDO NO DIA 11/12/2016, EM BRASÍLIA.
DEPOIMENTO DO AMIGO E CONTERRÂNEO JOSÉ COELHO MACIEL.
Por José Coelho Maciel


Antes, à guisa de esclarecimento, quero agradecer ao ilustre amigo, ensaísta e poeta Zemaria Pinto, que me formulou o CONVITE para participar deste Sarau em homenagem póstuma ao inesquecível amigo FRANCISCO VASCONCELOS, intelectual cuja trajetória como escritor e poeta dignifica a sua terra natal, Coari, e hoje, já imortal recebe as honras póstumas da Academia Amazonense de Letras à qual tomou posse no dia 30 de setembro de 2011.
Por outro lado, peço ao distinto público aqui presente que me perdoe a linguagem coloquial e sem estilo com que me proponho a dizer o que sei sobre o meu amigo e conterrâneo Francisco Vasconcelos, porque, sinceramente, o que sei dele, penso que todos aqui já sabem; mas vou contar a história de como o conheci e, depois de um longo interregno voltei a contatar com ele, porque o procurei e porque penso que precisava conhecê-lo melhor por três motivos: primeiro, porque era meu conterrâneo, nascido em Coari, Amazonas, no dia 14 de abril de 1933, e eu em 1945. Claríssimo está que ele nascera antes e eu logo após a II Guerra Mundial; segundo, porque vim conhecer-lhe pessoalmente em 1964, em Manaus, quando possuía somente 19 anos de idade e participei da II Feira de Artes Plásticas, promovida pelo Clube da Madrugada, sendo ele àquela altura o dinâmico presidente do Clube, cuja gestão de 64/65 foi, segundo os registros colhidos nos Suplementos Literárias desse período, de uma grande movimentação cultural, e de uma agenda que sacudiu a nossa metrópoles com atividades como a II Feira de Artes Plásticas, festival de música, publicação de livros ao pé do mulateiro (árvore pau mulato) onde fora fundado o Clube da Madrugada em 22 de novembro de 1954. Portanto, como me dissera depois em conversa que tive com ele em Brasília, onde o procurei e, assim, nos aproximamos e nos tornamos amigos; terceiro, pela leitura, embora apressada, da maioria de seus livros publicados, como “O Palhaço e a Rosa” (contos), 1963, já estando na sua terceira edição; “Casa Ameaçada” (romance), 1922, estando em sua segunda edição; “Meus Barcos de Papel (crônicas)”, 1999; “Coari, Um Retorno às Origens” (memórias), 2002; “O Menino e o Velho” (crônicas), 2008; e um romance que, segundo me dissera, estava encerrando para enviá-lo ao prelo, que acredito, porque acontecera o imprevisto, ele, como me dizia por mensagens eletrônicas de e-mails, que não estava podendo ficar muito tempo sentado em razão das dores que sentia mesmo depois de operado; O seu encantamento pegou-me de surpresa porque ele não estava mais se comunicando normalmente, afora às vezes que conversamos por telefone.
A história de como ingressei no Clube da Madrugada para mim virou lenda, porque a informação que tinha era a que tinha sido ele que havia me indicado para o Clube da Madrugada, como ele já se referira outras vezes em conversa e mesmo em uma Carta/Depoimento que escrevera para o meu livro em preparo “Fragmentos – Uma Biografia Compartilhada”. Porém, eu tomei posse no CM em 1066, já na gestão do presidente Aluísio Sampaio, que me lembre, estivera junto com o Jorge Tufic visitando-me na Rua Lobo D´Almada, onde morava em um quarto à época. Tanto é, que depois disso, a convite do Tufic mudei o meu ateliê para o porão de sua casa na Rua Izabel, próximo ao Igarapé de Educandos e porto das catraias.
Vasconcelos, como tive a oportunidade de dizer de forma resumida em homenagem que lhe prestou a Confraria Aberta, livre, às 12:00 horas do dia 27/09/2013, onde se fizeram presentes os Acadêmicos Arlindo Porto (presidente da AAL à época), Almir Diniz, Max Carphentier, Moacir Andrade, Elson Farias e esposa, Zemaria Pinto, entre outros escritores como Adrino Aragão (que também mora em Brasília, onde nos reunimos com ele várias vezes, em sua biblioteca, ou saímos para tomar um cafezinho em lanchonete próxima ou mesmo ir almoçar a meu convite. Realmente formamos laços de amizade muito forte, não só por ele ser meu conterrâneo mas também por ser um clubista, e como está previsto nos Estatuto do Clube, onde estiverem dois ou mais clubistas, o Clube está reunido.
No dia da homenagem que a Confraria Aberta lhe prestou muitos intelectuais, artistas e escritores compareceram para prestigiar o evento. Foi uma homenagem em vida que vai ficar registrada em livro que estou remetendo à editora para comemorar os OS MAIS DE MEIO SÉCULO DE EXPRESSÃO CULTURAL (poesia, prosa e arte), textos seletos.
Como não sou crítico literário, deixo ao Zémaria Pinto, e nem me considero escritor propriamente dito, porque “sou um escritor sem livro”, embora venha publicando em jornais, revistas, suplementos literários desde 1963, quando publiquei o meu primeiro texto, que mais tarde o imortal Anísio Mello publicara em sua Antologia “Lira Amazônica”, editada em São Paulo – SP.

José Coelho Maciel
Campo Grande – Brasil
Facebook: José Coelho Maciel


José Coelho Maciel é filho de Coari – AM. Estudou o Ensino Fundamental em sua terra natal, o Secundário em Manaus, formando-se em Direito pela vetusta Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas. É pós-graduado em Direito do Trabalho e Previdenciário. Diplomado em Psicanálise Clínica pela SPOB – Niterói –RJ. Lecionou Prática Forense de 1971 a 1972, pela Faculdade de Direito da Universidade do Amazonas em convênio com a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Amazonas, e Educação Artística, Organização Social e Política Brasileira, Educação Moral e Cívica, Direito e Legislação, e Português e Literatura Luso-Brasileira, em várias escolas estaduais da rede pública e privada. Fez parte do Teatro Experimental TESC-SESC, em Manaus, e participou do “Grupo dos Sete”. Como artista plástico, em 1964 realizou sua 1ª Exposição Individual de seus desenhos e pinturas; nos anos seguintes participou de inúmeras exposições coletivas, recebendo vários prêmios, numa delas (1970) recebeu o Prêmio Governo do Estado, juntamente com o pintor Moacir Andrade. Tem publicado artigos, poemas e crônicas, em jornais, suplementos literários, revistas e livros (antologias) desde 1964. É fundador de algumas entidades profissionais, artísticas e literárias, como a AAMAT, SPOB-AM, AMAP, e pertence, além destas, ao CEA, GEC, CM, UBE-AM, ASSEAM, ALCEAR, ALB e ABEPPA. É pintor, ilustrador, desenhista, escritor e poeta (bissexto).

 
 
 
 

José Ernesto Ferraresso

 
 

COMO POETA...
José Ernesto Ferraresso

Tenho meus momentos,
e procuro discorrer aquilo que sinto.
Angustio quando chega a dor,
e sei fingir quando é preciso.
Escrevo versos, e reversos e
procuro devanear pela poesia.
Faço a palavra dançar e embaralhar
e com conexão, consigo chegar a emoção.
Sinto prazer, quando escrevo,
nas entrelinhas do tempo e
do pensamento.

Reclamo...
Sofro...
Grito...

Sou ousado e às vezes,
cometo um deslize, naquilo
que quero expressar.

José Ernesto Ferraresso
Serra Negra - Brasil
www.joseernesto.com/

 
 
 
 

José Hamilton da Costa Brito

 
 

UM CASO DE AMOR EM PORTUGAL
Por José Hamilton da Costa Brito


-O desfribilador , rápido.
Uma, duas vezes e a paciente não reagia. Lembrou-se da frase do Chico:
“ e eu que não creio, peço a Deus por minha gente”.
Adaptou-a para a situação; pediu pelo seu amor.
Conheceu-a em Lisboa, andando despreocupado pelo Parque das Nacões depois de ter descido do teleférico. Uma esbelta morena ia à sua frente. De repente ela escorregou e caiu. Ajudou-a se levantar.
-Bom dia, senhorita, você esta bem?
-Bom dia, estou sim, foi só o susto. O senhor é brasileiro, que bom ter caído para ser socorrida por um conterrâneo; estava precisando falar um pouco do português da minha terra. Cheguei ontem mas o sotaque já me dá nos nervos.
-Heloisa é o meu nome, Eduardo.
-Como você sabe o meu nome?
-Está escrito no bolsinho da sua camisa, pode olhar.
-Deus, que estúpido eu sou.
Continuaram a caminhada dando sonoras risadas, chamando a atenção dos transeuntes, aos quais Eduardo, sorrindo, acenava.
Aquela tarde passaram andando pela cidade até se depararem com o famoso Vértigo Café, com os seus móveis da década de 50 e 60, com o seu visual retrô. O interessante é que mesmo com toda a pompa e circunstância , serviam uma refeição simples e saborosa.
Como estavam cansados, ela havia chegado um dia antes, resolveram que após o jantar, recolher-se-iam para um merecido descanso. Estavam hospedados no mesmo hotel e....mão de Deus, no mesmo andar.
Descobriram estar em apartamentos contíguos.
-Heloisa, na minha geladeira, tenho um champagne no ponto exato.
-Na minha também tenho. Boa noite.
-Tenho algumas garrafas de vinho do |Porto e....
Ficou ali, com a maior cara de besta...mas prometeu vingança.
No outro dia saíram para passear, conhecer mais a linda cidade. Perguntaram ali mesmo no hotel um roteiro a seguir e foram sem preocupação alguma. Caso se perdessem, um táxi os traria de volta . Sem que tivessem feito uma pergunta a alguém, de repente estavam no Culturgest. Trata-se de uma galeria de arte localizada no porão do maior banco Português, cuja sede os de Lisboa acham feia.
Assim como navegar era preciso, alimentarem-se também era.
-Amigo, somos brasileiros e queremos ir a um bom restaurante. Pode nos indicar um?
-Claro, será um prazer, amo a sua terra. Minha filha está fazendo direito lá na Instituição Toledo, em Araçatuba, Estado de São Paulo. Recomendaram-me por tratar-se de uma conceituada faculdade. Ela também está estudando gramática e literatura com um renomado professor...ah! como é mesmo o nome...Dito...Dito Tomazo.
-Amigo, não seria Tito Damazo?
-O mesmo. Vocês o conhecem?
Das palavras aos fatos, chamou um táxi e disse ao motorista:
- Leve estes amigos até a rua Marquês de Fronteira, 37, restaurante Elevem e, por favor, diga ao Maitre que eles são meus convidados. Não esqueça dessa recomendação.
Heloisa e Eduardo se olharam...será?
O táxi já estava com a porta aberta, esperando. O jeito foi aceitar a oferta.
Não era um restaurante dos mais bonitos, sofisticados mas tinha um salão de jantar confortável e moderno. Tinha a melhor vista da cidade para o rio e para o castelo e uma cozinha inspirada no Mediterrâneo.
_Heloísa, teremos que tomar vinho nacional.
Ah! Não quero nem saber, eu quero um....desgraçado!
Tomaram o vinho nacional acompanhado pelo bacalhau mais apetitoso, cheiroso, maravilhoso de suas vidas.
-Helô, menina, vai ficar uma grana; só valeu a pena porque durante toda a refeição eu estava olhando para você e pensando:
-Quem é mais linda, ela ou aquela vista do rio Tejo?
-Por favor, veja a despesa.
-O que ! Que despesa, querem ver-me no olho da rua? Vocês são convidados do dono do restaurante. Aquele que chamou o táxi é o proprietário da casa.
Foram para o hotel e aquele champagne da geladeira dele introduziu uma linda noite de amor. O da geladeira dela, deu o arremate romântico que faltou devido à sofreguidão com a qual se atiraram sobre os límpidos lençóis.
Retornaram ao Brasil. Ele para o hospital onde era cirurgião geral e ela para a universidade, onde era mestra em Filosofia. Mas a casa onde passaram a residir, era a mesma.
E a vida caminhava como pediram a Deus, até o dia no qual ela teve um problema cardíaco, em plena sala de conferência para um grupo de professores Escandinavos.
Era caso de cirurgia urgente. Foi chamado pelo interfone, o cirurgião chefe, pois o caso era complexo.
-Doutor Eduardo, comparecer urgente na sala de cirurgia número três.
Eduardo saiu na correria, preparou-se para a intervenção e:
_Meu Deus, você?
Alegou as razões pelas quais não poderia fazer o atendimento, não estaria emocionalmente apto para intervir naquela paciente.
_Doutor, não dá mais tempo de convocar outro cirurgião, ou é o senhor ou ela morre, simples assim.
Quando gritaram alto pela segunda vez, pedindo o uso do desfibrilador, ele, superando-se, deu o melhor de si e mais ainda , pediu, não por sua gente, mas por ela....e por ele mesmo.
Ao sair do hospital, o dia estava radiante. Ele não percebeu.Tinha pedido, foi atendido mas estava envergonhado.
Havia pedido muito mais por ele....Não poderia mais viver sem ela.

José Hamilton da Costa Brito
Araçatuba - Brasil

 
 
 
 
 

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