FÉNIX

 

 

Luiz Damo

 
 

SANTUÁRIO MÃE DE DEUS
Luiz Damo

Ó Virgem! Santa Maria,
exemplo de doação,
pelo SIM a Deus, um dia,
trouxestes a Salvação.

Com fervor, vos suplicamos:
atendei nossos clamores.
Confiantes esperamos
que amenizeis nossas dores.

Para sempre, sois bendita,
luz do nosso itinerário,
acolhei quem vos visita
em preces no Santuário.

Sobre nós, num lar fraterno,
vossas bênçãos derramai
e por vosso amor materno,
conduzi-nos para o Pai.

Mostrastes ser a partilha,
a fonte que o céu compraz,
transformai nossa família
num altar de amor e paz.

Mãe de Deus, sede na vida,
dos filhos, alento à dor.
Vós que fostes a escolhida
pra ser mãe do Salvador.

Luiz Damo
Caxias do Sul - RS - Brasil
escritorluizdamo.blogspot.com.br


Luiz Damo - Nasceu em Casca, RS.Reside, desde 1976, em Caxias do Sul, RS. É comerciário. Pós-graduado em filosofia.
Acadêmico de Ciências Jurídicas (Direito).Tem oito obras literárias individuais editadas (crônicas, poesias, trovas literárias e história). Tem mais de quatro mil trovas literárias publicadas.Participa em mais de 50 antologias. Possui várias premiações em concursos literários e fotográficos.
É membro titular da cadeira 32 da Academia Caxiense de letras-RS, desde agosto de 1991.
É membro correspondente de mais cinco academias, no Rio Grande do Sul e Espirito Santo.
Participa de movimentos literários, como a UBT – União Brasileira de Trovadores.

 
 
 
 

Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta

 
 

SABI, MEU CUMPÁDI ?
(primeiro poema de 2018)
Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta

Sabi, cumpádi, essi bandu di safadu
Qui todu anu ganha a merma inleição, ??
Inquantu us pobri trabaia feitu uns coitadu
Eis, na mintira faz inté pós-graduação.

Eis só percisa de um anu di mandatu
pra recebê a sua contribuição,
I nóis, us pobri, 35... nu baratu...
Só pra ganhá uma miséria di pensão.

Eis são inzentu inté du impostu di renda
Qui sacanagi ! E o povãu num fala nada !
Inhá justiça, tadinha... perdeu a venda
E tem miopia, nem inxerga as trapaiada!

Seus assessô ganha inté mais qui uns dez di nóis
Cadê a voz qui si ispaiava pelas rua ?
É, seu dotô, acho qui u pôvu tá sem voz
pobri do nóis, dispois di tanta farcatrua !

Eis só legisla in carza própia, óia só:
Nossos imposto vão indu só prus partidu!
Eis vota tudo nus mião sem nein tê dó
I num si tein dinheiru nein prus comprimidu !

Si tein istudu, adispois qui vão in cana,
Eis tein direitu a uma cela ispeciá,
Põe nas canela, uma arruela bem bacana...
Essis sacana fica presu é nu quintá!

Sem sabê lê nein iscrevê, u candidatu,
Que é novatu, istuda a nova lição:
Ganha um mião di argumas dessas lavajatu
I como um gato, l come us resto da nação.

Já us letradu usa a constituição
Pra si sarvá das robalhera que fizeru...
É, seu dotô, é tudo um bando de ladrão
Qui adora pôr nus seus bião, muito mais zéru

Eis só viaja tudo di premera crássi,
Si num bastassi us carrão oficiá,
I as mordomia, tudo prelis é mais fáci,
Incontu nós pindura as conta nu vará !
As nossas féria qui era só di trinta dia
Angora vão sê dividida in duas veiz
Eis farta, forga e ainda tira sempre uns dia,
Eis tem, di féria, u direito a cinco meis !
Sábi, cumpádi, eis acumula cargo e
i ganha,
Uma fortuna de incargu e outros tantu,
Inquantu a genti implora, pede i faz barganha
I num consegue, a genti apela inté prus santu.
Dizoito mês, dispois qui acaba us mandatu,
Eis inda ganha mais di oitenta pur centu
É, meu cumpádi, fui presu pur disacatu
Só pruque que quis sabê pruque num tive armentu.
Inquantu a genti vivi inté sem tê transporti,
Eis fura as fila na maió cara di pau
Cunheçu um qui inté tirô um passaporti
Pru segurança passiá in Portugau.

Us ex ministru i secretáriu di estadu
Podi inté acumulá otro salário
Di otru cargu, inquantu nós, pobris coitadu,
Tem só uns réis di um salarinho ordinário.

Eis pódi usá televisão, rádio, u qui fô
Sem pagá nada, pra falá tanta bestera
I u nossu pôvu anarfabetu i eleitô,
Nunca percébi qui elis tão di brincadera.

Si si fizesse nova constituição
Que arretirassi todas essas mordomia,
Num percisava atrapaiá us cidadão
I nem mexê cum nossa aposentadoria.

Ou eis são burro i nem sabi fazê conta,
Ou qué fazê u nossu pôvu si
Si daná
Eis toma uísque i a massa é qui fica tonta
Pagandu conta i morrendu
di trabaiá.

Eis sempre alega fóru prevelegiadu
Quando cométi uns ilícitu quarqué
Si a gente é presu, somo inté acorrentado,
Inquantu eis fica durminu cum a muié.

É, meu cumpádi, do jeitu qui as coisa tão,
Ieu vô votá nu presidenti da Coreia!
Quem sábi êli escói uns missi dessis bão
I manda tudo pra Brasía... é boa a ideia ?

Sábi, cumpádi... Ieu vô saindu di finim,
Pois si fô presu, in veis da tar tornozeleira,
Argum juiz ainda vai si ri di mim,
Mi condenando a sê preso a vida inteira.

Num tenho fóru dessis prevelegiadu
Qui us deputadu teim, mêrmu presu in fragranti
Si róbu um pão, sô, sem dó, sempre enquadradu
I sô tratado como qualqué melianti !

É, meu cumpádi, a prosa tá muito boa,
I eu vou saindu muntadu nu meu burricu
Só resta mêrmu umas gracinha cá patroa...
Falei dimais i u teu ovidu né pinicu

Si fô botá u que eu falei na internet,
Apaga us crédito, essis omi tem uns ráqui
qui sábi inté que ieu mi casei cá Ivonete
I que ieu gosto de prosá, sortantu uns tráqui.

Bãu, já mi vô ou vou-mijá, pego meu trem
antis qui us omi grampeie meu celulá,
mas num si esqueça dum detai, escoi bem
um que num roube...ih... Tá difícil pra daná !!!

Luiz Gilberto de Barros – Luiz Poeta
Rio de Janeiro - Brasil
www.luizpoeta.com.br


Luiz Poeta – o carioca e acadêmico Luiz Gilberto de Barros é Professor de Literatura Brasileira e Portuguesa, cronista, contista, ensaísta, revisor, prefaciador, poeta, trovador, aldravianista, produtor musical, compositor e artista plástico, possui uma extensa obra literária editada e publicada em línguas portuguesa, espanhola, italiana, inglesa e francesa, formatadas, editadas e impressas em livros, antologias, e-books, CDs, DVDs e afins, sendo detentor de diversos prêmios literários nacionais e internacionais como produtor de artes lusófonas e afins, sendo ainda Embaixador, Comendador, Chanceler, Delegado, Oficial, Honoris Causa, Acadêmico Efetivo, Fundador, Honorário e Correspondente de Diversas Entidades Acadêmicas nacionais e internacionais.(Poema premiado em 2012 pela Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro – Brasil)

 
 
 
 
 

Luiza De Marillac Bessa Luna Michel

 
 

NOTAS PERFUMADAS
Luiza De Marillac Bessa Luna Michel

Sabedoria Que Toda Instintiva
Nessa Grande Rosa Escarlate
Tantas Fragrâncias Idealizadas
Pele Do Meu Amado Poeta Maior

Grapefruit Bergamota e Mandarinas
Vou Esculpir Em Argila Frasco "Luna"
Íntimo Momento De Nosso Pacto
Da Emoção Traçada Bem Sensual

Com Notas De Âmbar E Bergamota
Faças Um "Carolina Herrera" Pequeno
Mas, Quero Mesmo Todo Teu Cheiro
Das Notas Másculas Sem As Grifes

Já Que Pousaste em Meu Coração
Numa Nota De Pura Compreensão
Afetiva Forma De Ouvir Falar e Sorrir
Hábito De Amor Virou Nossas Vidas...

Luiza De Marillac Bessa Luna Michel
S.Paulo - Brasil


Sou formada em Letras. Mestrado. Professora aposentada. Poeta e Escritora

 
 
 
 

Lusandro Oliveira Leite

 
 

SONETO DA ALMA
Lusandro Oliveira Leite

Ó poetas e filósofos,
Vamos escrever!
Grafar algo mais lúcido
E mais prazeroso!
A beleza filha de Deus,
Menininha formosa,
Que jazia a sepultura,
Teu aroma tens santuários celestes!
Tua forma nos completa
O que a magoa eterna nos afoga,
Divisíveis em essência!
Em dia horrendo vejo ecoa-se a alegria
Deixa-me respirar bastante os teus efeitos,
Mergulhar no mar, admirar as estrelas,
Como homens embriagados
Perdemo-nos em atritos,
Quando esvazia-se a violência
Se prende a perfeição por um estante!
Beleza palco velado pela agonia!
Se pudesse sentir tudo que és!
Ver tudo o que ver!
Sentir tudo que sente!
Minha alma seria a nona sinfonia!
Beethoven de paixão!
Após reles, pôs um caminho
Nada isolado na terra,
Além de nós, há um céu estrelado
Bordado por Deus!
Alegremente entoaremos
Sua grandeza!
Quem já conseguiu decifrá-la,
Herdou maior tesouro!
De tudo, até o amor
Será tua benção!
Quem sabe se a morte não é solidão
Mas o início da beleza!

Lusandro Oliveira Leite
Santa Inês Paraíba - Brasil


Lusandro Oliveira Leite nasceu na cidade de Mauriti, Ceará, em 1993, mas mora no município de Santa Inês Paraíba desde a infância e começou a ler poesia nacional na pré-adolescência, logo passou para a poesia americana e francesa, quando encontrou livros de poesias clássicas na biblioteca na escola onde estudava. Também, desde cedo, começou a se interessar por Filosofia e Teologia, onde começou a gostar de ler os teólogos e filósofos clássicos. Autor do livro Fragmentos do Coração. Série – Poemas Profundezas do Coração. Professor de Sociologia e Filosofia. Lusandro Oliveira Leite

 
 
 
 
 

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