FÉNIX

 

 

Manuel Gonzalez Alvarez

 
 

HAN AHORCADO UN PERRO
Por Manuel Gonzalez Alvarez


Intento explicar a las personas mayores que lo del perro ahorcado no ha sido un sueño ,pero ellos están tan ocupados
con eso de las guerras , con eso del dinero, que no se creen nada de nada y, yo me digo, si yo lo he visto, otros lo verían .
Pero nada, nadie ha visto nada, o no le dan importancia .
Volvíamos de casa de un familiar , después de pasar el domingo casi todo el día con el culo pegado al sofá viendo todos los accidentes , todas las muertes que nos habían puesto en la "tele " , que casi era un alivio el regresar.
Tomamos un autobús que sale de la urbanización y vinimos a Madrid por la carretera de Valencia.
Y a los pocos minutos de haber partido , vi unos perros que hociqueaban el hambre, con las patas hurgando entre apellidos de miseria, en unos cubos de basura .
También vi unas patas que colgaban de una higuera
´¡ Un perro ahorcado !
Y eche hacía atrás todo mi ser de hombre.
Era un perro ahorcado, que más parecía el juguete de una horrible pesadilla.
Alguno más lo debió ver , pues escuché estas palabras : Así esta mejor -
Quizás era un profesional de la basura desde su más tierna infancia , a lo mejor llevaba varios días sin comer ni roer un hueso.
¿ Cómo se puede hablar así cuando se trata de un ser ?
Nunca vi tanto asco amontonado , y me hubiese revelado contra esa humanidad agonizante en tan brutal y odiante comentario . .
Os extraña que tenga mojados los ojos . - De buena gana habría gritado-
Dejadme en esta esquina os lo ruego , soñar con ese perro entre soñado.
Le veo jugar a juegos que ya nunca jugará , o buscar en el cubo nuestros malolientes desperdicios , que quizá lo hizo así desde la infancia .
¡ No, pero eso no! ¡ Ahorcar un perro !
Cuando diga esta noche al acostarme mis últimas y perdidas oraciones, quiero pedir al
Dios del hombre y del perro, que me lleve a jugar con el perro del cubo de basura , y si ya estoy mas conformado porque alguien me hubiese dicho que los perros también tienen un mundo mejor , quizá le compre " pirulinas "que son cosas que nunca le compramos a los perros .
Lo que no podré explicarle nunca el porque fué muerto , ya que nunca lo sabré.
Ni le diré tampoco que hay una palabra que se llama amor .
Y mucho menos le hablaré de la gente que hace comentarios , pues estos seres estarán incompletos "por los siglos de los siglos
Me duelen estas cosas , me ahogan las palabras , la risa de la gente comentando las hazañas macabras ,
Me duelen estas cosas … Me duelen estas cosas …

Manuel Gonzalez Alvarez
Madrid - Espanha


Suas publicações são numerosas. Revistas e jornais em vários países têm estampado em suas páginas este poeta de carreira exemplar, cuja obra literária é refletido nos seus livros anteriores publicados, "Continuação poéticos" e "Esticar Versos". Como distinções reconhecido neste campo poético, destacamos: Placa e Diploma de Brasil, Argentina e Bluftón (América do Norte) Prize bilingue Poesia Catania (Sicília), Bastremoli (Itália) e Perpignan (França), Antonio Machado Award Collieure (França) para quinhentos versos bilíngüe, Award Francofonia em Agen (França).

 
 
 
 

Mara Lígia Biancardi

 
 

CALIBRE 32
Mara Lígia Biancardi

Canos encapuzados
Atiram por todos os lados

Canos encapuzados
Amedrontam os cidadãos

Canos encapuzados
Esvaziam as cidades

Canos uniformizados
Revidam os tiros dados

Canos uniformizados
Estão em que lado?

Canos uniformizados
Patrulham as ruas da cidade

Não sabem o que fazer,
O desgoverno tomou conta do ser

Em meio ao caos suburbano
Ali, uma linda flor branca!

Mara Lígia Biancardi, Prof Dr
Jundiaí – São Paulo – Brasil


É professora de inglês e professora universitária no curso de Letras em Jundiaí. Tem experiências em realizar projetos sobre leitura em língua inglesa e língua portuguesa, em ministrar oficinas pedagógicas e culturais (como escritora e como professora). Também ministra palestras e oficinas para professores e estudantes com temas relacionados tanto à Língua quanto à Literatura.
Na área de Literatura especificamente, realiza estudos sobre a concepção de leitura sob dois pilares: prazer e fruição e sobre a concepção de leitor (cuja referência da pesquisa é o autor francês Roland Barthes), pesquisa essa que resultou na monografia: “O leitor de Hamlet: entre o prazer e a fruição”.
No tocante à Língua Portuguesa, faz revisão de textos.
Livros publicados: Momentos, As chaves mágicas, Os Três Rs Mágicos, In Verso.

 
 
 
 

Mara Narciso

 
 

"SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO” (Coelho Neto)
Por Mara Narciso


Há mulheres que, antes do casamento (ou não), optam pela laqueadura das trompas, para nunca engravidar. A sociedade é dura com elas, dizendo-as egoístas, que a maternidade é a realização da mulher, e que vão se arrepender. Há quase um apedrejamento público. A exigência social de ter filhos faz com que mulheres inférteis sintam-se incompletas, secas por dentro, por não terem gerado um rebento. Outras mulheres buscam em seu íntimo um motivo para ter uma descendência e não o encontram. Sentem-se preenchidas por outras atividades que não sejam criar filho. Suas vidas são preenchidas por marido e trabalho, ou sem marido e trabalho, ou ainda com a fé e o celibato da vida religiosa. Existem freiras que passam suas vidas em contemplação, adorando a Deus, dentro da clausura, e o trabalho é para a manutenção pessoal da comunidade. A plenitude vem da fé. Outras religiosas ganham o mundo indo a lugares pobres e em conflito, convivendo com a fome e a violência para levar amor aos miseráveis globais. Completam-se, abrindo mão das suas vidas pessoais, do nome, da família e até do seu país. Num universo oposto, as prostitutas sobrevivem do seu trabalho, enquanto podem. Algumas são mães, outras preferem não sê-lo.

Há mulheres apaixonadas que se casam, trabalham, são felizes no amor e na profissão, se cobrem de dúvidas e depois têm a certeza de que não querem procriar. Além das convictas, algumas delas vivenciam a gangorra do querer e do não querer, num sobe e desce de aflições, por isso preferem não tomar medidas definitivas. Evitam filhos com anticoncepcionais hormonais ou Dispositivos Intra Uterinos, ou métodos de barreira, mas deixam uma janela aberta, que algumas vezes pensam estar fechada. As cobranças as levam a longos conflitos, até ultrapassar os 40 anos. O medo do desconhecido ameaça suas vidas, tornando-as insatisfeitas consigo próprias. Então, deixam-se engravidar, por decisão pensada, no susto ou por acidente. Solteiras maduras também podem passar por esse processo. Num caso e noutro, podem recorrer ao aborto. Há estimadas 900 mil interrupções da gravidez por ano e a maior parte escapa das estatísticas. A criminalização do aborto, até aqui, não tem interferido nos números, que costumam se mover para cima, acompanhando o crescimento da população. Mesmo que os deputados obriguem as mulheres a parir filhos dos seus estupradores, os abortos, indiferentes às leis, devem continuar.

Quando a grávida rejeita o “estado interessante”, mesmo decidindo continuar, a pressão a sua volta a esmaga. Sente-se mal pelo enjoo, dúvidas e cobranças. Parece banal, já que neste momento há tantas grávidas, mas é dramático para quem vive isso. Muitas mulheres gastaram suas juventudes com múltiplas gravidezes, gerando dez, doze, dezesseis filhos. Ter uma pessoa dentro da barriga é aterrador. Eu sou eu, e tem mais alguém dentro de mim. Há alguém me parasitando. Com essas ideias é possível perder o juízo, mas persiste a ideia de que gravidez não é doença. Algumas buscam recurso na psiquiatria, nos remédios e na psicoterapia, para vencer os nove meses, quase um ano. No ventre da outra, passa rápido, mas na própria barriga é uma eternidade. E nem se pensa em vaidade, flacidez, estrias, nem na dor do parto ou na recuperação da cesariana. Imaginar o médico vir com um bisturi e cortar a barriga de fora a fora dá agonia, mas a questão maior é enfrentar o estranho que vai chegar. Quem está nessa situação piora seu medo quando ouve que vai amar aquele serzinho, assim que ver a cara dele.

Mesmo conhecendo grávidas que tiveram depressão durante os nove meses e que, depois do nascimento, sem seguir roteiro pré-estabelecido falaram: “estou bem! Quando nasce um filho, nasce uma mãe”, é covardia apelar para o senso comum. Para tranquilizar uma gestante apavorada, pode-se dizer que, com o tempo a paz vai chegar. Não é obrigatório aceitar o ser em formação. Não se sinta culpada por não amar esse feto. O enjôo e a deformação do corpo, já são ruins o bastante. Melhor não se torturar, por estar infeliz. Dê a si mesma a chance de sentir o que tiver de sentir, sem repetir clichês nem obrigações. E se, quando nascer, não ficar apaixonada, como todos dizem que ficará, não se atormente. Ninguém sente coisa alguma por decreto. O mais natural é amar o filho, algumas loucamente, desde o resultado do exame, ou então, quando olham para o neném ou o pegam para levá-lo ao seio, porém, esse reflexo ancestral pode falhar. Poucas se atrevem a mencionar isso. A rejeição existe, não é rara, e explica as mães indiferentes. Ninguém suporta não ser amado pela própria mãe, mas há mulheres que não nasceram para a maternidade.

28 de dezembro de 2017

Mara Narciso
Montes Claros - Brasil
http://www.jornaloportunidades.com/montesclaros/colunas/maranarciso/
http://www.geraisnews.com.br/colunistas/coluna-de-mara-narciso.html
http://www.dm.com.br/
http://www.minaslivre.net/site/


Mara Narciso é mineira de Montes Claros, sendo médica endocrinologista há mais de 35 anos. Antes dos oito anos ganhou dois concursos literários. Na adolescência escreveu um diário durante quatro anos. Aos poucos passou a escrever crônicas, aceitando o incentivo dos amigos. Como seu filho é portador de TDAH – Transtorno de Déficit de Atenção de Hiperatividade, escreveu em 2004 o livro “Segurando a Hiperatividade” contando a história dele. A repercussão foi boa, dando-lhe a oportunidade de fazer palestras sobre o tema. Disseram que o livro tinha linguagem jornalística. Devido a isso, foi estudar Jornalismo, formando-se em julho de 2010. Desde então atua nas duas áreas, trabalhando como médica em seu consultório e publicando crônicas em vários sites e blogs além de jornais online (Jornal Oportunidades) impressos (Jornal de Notícias, Diário da Manhã de Goiânia). Também fez por dois anos matérias jornalísticas para a revista Plataforma, de distribuição gratuita na empresa de ônibus Transnorte. Escreve textos exclusivos sobre saúde na coluna “Sem Excessos e Com Saúde” para o Jornal Virtual Gerais News.eM

 
 
 
 

Marcelo de Oliveira Souza

 
 

VIVA ESSE ESPETÁCULO!
Marcelo de Oliveira Souza

Viva esse espetáculo,
Olhar o oráculo...
Ver o futuro apaixonado
Procurando o ser amado
A vida tem que ser vivida
O amor vivenciado...

O mundo gira rotineiramente
A paixão paira acima da gente
O amor permeia a nossa mente.

Tudo mais lindo e belo
O amor enriquece a vida
Nessa jornada contínua
Nada continua sem amar.

Não gastemos o nosso tempo
Antes que não haja tempo
Siga o conselho do oráculo
Dentro do teu coração.
Amor...
Viva esse espetáculo!

Marcelo de Oliveira Souza, IWA
Salvador - Bahia - Brasil
http://marceloescritor2.blogspot.com
Site do Concurso de poesias: www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net
Face: psfronteiras
Instagram: marceloescritor


Marcelo de Oliveira Souza: Natural do Rio de Janeiro, formado na Universidade Católica do Salvador. Pós-graduado pela Faculdade Visconde de Cairu com convênio com a APLB/UNEB;Ganhador do Prêmio Personalidade Notável 2014 em Itabira MG ; Membro da União Baiana de Escritores; da Academia de Letras de Teófilo Otoni MG; da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências RJ; da confraria de Artistas e Poetas pela Paz – CAPPAZ; da Associação Poetas Del Mundo; do Clube dos Escritores Piracicaba SP; Da IWA International Writers & Artists EUA; participa de vários concursos de poesias, contos, publicações em jornais e revistas estaduais, nacionais e internacionais sempre conseguindo ser evidenciado pelos seus trabalhos louváveis; colunista do Jornal da Cidade, Debates Culturais, Usina de Letras, entre outros. Organizador do Concurso Literário Anual POESIAS SEM FRONTEIRAS e Prêmio Literário Escritor Marcelo de Oliveira Souza

 
 
 
 
 

 Flag Counter

Clique aqui para ver todos os detalhes e estatisticas do site