FÉNIX

 

 

Marcos Antônio Lima

 
 

AMIZADE INFANTIL
Por Marcos Antônio Lima


Quando se mora em Povoado rural. Longe da violência iminente dos grandes centros urbanos, “selva de pedra” que nos cerca e sufoca. Ficamos afastados da hipocrisia ambicionista que nos escraviza e devora. A aproximação com a natureza abre vácuos de sensitiva sensibilidade em seu viver. Aguça os sentidos, permitindo ouvir o farfalhar das folhas nas árvores. Ver o voou rasante da andorinha. Sentir a fragrância aromática das flores. Deliciar-se com a sinfonia lírica dos pássaros, o chuá chuá das águas em fúlvida cascata do riacho chocando-se nas pedras. Tudo isso enaltecem os refolhos do coração.
Eu sempre quis morar no campo. Vislumbrar o crepúsculo, apreciar a noite prateada do plenilúnio para escrever, narrar reminiscências de uma amizade pueril da infância de cerol multicor nos laços afetivos do amor. É justamente na infância que se constrói o alicerce para uma vida adulta repleta dos conceitos morais, dito “conservadores”, Educação, Moral e Cívica. Porém explicitamente comprovado em eficácia na formação do individuo.
Aqui neste cantinho chamado sertão, onde o ser “sertanejo” luta garridamente contra a seca causticante e avassaladora. Eu vi nascer, não uma, mas duas lindas flores do campo. Tinham elas nuvens murchas no sorriso imaculado dos anjos. Olhar vidrado quanto à pérola. E um grande conceito de amizade plena, mesmo sem saberem. Essa amizade eu posso afirmar que nasceu no berçário.
Veja você, caro leitor, eu acompanhei essas duas pérolas desde as primícias das alvoradas em suas vidas. As primeiras fotos, os primeiros passos, os primórdios sorrisos. Portanto tenho propriedade para afirmar que são elas amigas entrelaçadas pelo condão. Homogêneas, feito olho e lágrima, saliva e língua. Eu lembro muito bem, o dia no qual Janaine nasceu. Era manhã de uma terça feira. O fulgor do sol fulgurava dente as nuvens, que se amalgamavam formando silhuetas celestiais, pareciam anjos querubins tocando banjo.
Alguns meses depois nascia a segunda pérola. O seu nascimento antecedeu o crepúsculo deixando fluir o plenilúnio, e sua cascata de raios fúlvidos prateados invadiram á noite. Da porta do quarto já pude sentir o “cheirinho” de bebê invadir toda a casa. Era uma mescla de fragrância framboesa, com orquídeas aromáticas dos campos silvestres de ária. Dona de cabelos negros quanto à pérola, e vastos quanto à mata. Quão meigo anjo, quão linda Micaely. Recordo que desde os primeiros meses de vida, elas já eram unidas. Feito carne e unha, peixe e água, isca e anzol.
Dividiam os mesmos espaços, os mesmos abraços, os mesmos carinhos, e os mesmos afagos. Dividiam alguns tios, algumas tias, alguns avôs, e algumas avós. Até chegaram a dividir, em algumas ocasiões, os seios que as amamentavam. Reversando-se entre mãe e tia. Juntas aprenderam a engatinhar. Uma, primeiro, outra depois. Foram parceiras desde os primeiros passos, os primeiros risos, e derramaram juntas, as primeiras lágrimas.
Hoje, quase um quinquênio depois, elas “ainda” são pequeninas e continuam doces, delicadas, às vezes zangadas, mas sempre amáveis. Continuam dividindo os mesmos espaços, a mesma escola, a mesma sala, a mesma professora, e suas carteiras escolares são “grudadinhas” umas na outra. Compartilham das mesmas brincadeiras de crianças, as birras, arengas e afetos. Agora elas têm um desígnio, o dogma de concluírem, ano a ano, as séries, para que o condão não seja separado.
A imensurável amizade dessas duas graciosas “criaturinhas” é solida em carinho, afeto e onírica sorte. Aureolas eternizada nesta vida, e creio, não culminará nem mesmo após a morte. Não pode morrer o que é eterno e terno, harmonioso, e por quer não dizer; “um sentimento tão sublime e imortal como o tempo?”...

Marcos Antônio Lima
Santa Brígida - BA - Brasil
(Amor em Versos e Reversos)
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Marcos Antônio Lima é um versátil poeta Pauloafonsino. Escritor, Cronista, Poeta e Acadêmico da ALAS, Membro da Comissão de Admissão – Academia Literária do Amplo Sertão Sergipano – Ocupante da Cadeira de Número 22. É Membro Correspondente da ALPA (Academia de Letras de Paulo Afonso) Ocupante da cadeira de Nº 28. Autor das obras poéticas; Amor em Versos & Reversos (Scortecci Editora - 2001); Jardim de Árida Poesia (Editora Kazuá – SP/2016) & Aquarela Poética (Coletânea Abrindo Alas - 2017). Um homem à sombra de seu destino é seu primeiro romance regional.

 
 
 
 
 

Marcos Penna

 
 

OS CORAÇÕES NECESSITAM LAPIDAR
Marcos Penna

Amor, no mesmo ar é perfume,respirar
Saudade, no mesmo verso é refletir, lembrar
Que podemos ser felizes
Mais o eternizar é desenho
E para se realizar è preciso se conhecer um ao outro
Com dedicação, carinho e atenção
Sempre nos perdoando
Pois os corações necessitam de lapidar
Para descobrir amor em erros e acertos
E ser feliz

Marcos Luiz Mattos Penna - Marcos Penna
São Paulo - Brasil


Me chamo Marcos Luiz Mattos Penna, tenho 40 anos, sou paulistano e resido nessa mesma capital, compositor filiado ao sicam eu adoro escrever versos e textos. Nesse derramar de busca já consegui algumas publicaçôes em revistas e jornais como a revista da hora. Inclusive participei da edição numero cinquenta da vossa importante revista EISFLUÊNCIAS. Meu pseudônimo é Marcos Penna

 
 
 
 

Mardilê Friedrich Fabre

 
 

REDESENHO-ME
Por Mardilê Friedrich Fabre


Foram muitas as vezes que me redesenhei.
Era menina tímida e sonhadora, interiorana, protegida pela família.
Interna em colégio de freiras na capital, vi-me, de repente, sozinha, conquistando meu espaço.
Depois de três anos, era outra, embora sonhadora (ainda o sou), agora impulsiva, determinada, segura, persistente.
A perda prematura de minha mãe, amadureceu-me à força, principalmente porque havia minha irmã menor.
No trabalho, a dedicação tornou-me profissional respeitada.
Como mãe, sempre me preocupei em legar bons exemplos.
Uma grave doença mostrou-me uma faceta diferente, passei a valorizar as pessoas, a compreendê-las, a dar-lhes atenção, a aceitá-las como são. Entendi que até então tinha sido um rascunho de mim.
Com a maturidade, contenho o meu lado explosivo com mais facilidade, ouço quem precisa, observo mais e opino menos, afinal somos indivíduos, portanto diferentes, com personalidades distintas. Aprendi que o erro é característica do ser humano (quem não erra?) e que perdoar não é esquecer, e sim ter a humildade de aceitar essa peculiaridade, que é inerente às pessoas.

Mardilê Friedrich Fabre
São Leopoldo - RS - Brasil
http://fremitosdaalma.blogspot.com.br/

 
 
 
 
 

Margarita Dimartino de Paoli

 
 

¿POR QUÉ…?
Margarita Dimartino de Paoli

¡Por qué si estás en mi… no estás conmigo…?
¿Por qué si yo te busco… jamás te encuentro…?
¿Por qué si te presiento y te adivino
te llevo tan profundo… tan adentro…?

¿Por qué me forjo sueños imposibles
que mas que sueños son una tortura...?
¿Si tú no sabes que mi amor existe
a que sufrir lo que no tiene cura...?

¿Por qué me alegra y me apasiona tanto
el saber de que pueda hallarte un día...?
¿Si tú no sabes que mi amor existe
a que sufrir lo que no tiene cura...?

¿Por qué si estás en mi... no estás conmigo...?
¿Por qué si yo te busco... jamás te encuentro...?
¿Por qué si te presiento y te adivino
te llevo tan profundo... tan adentro...?

(Registrado en Safe Creative)

Margarita Dimartino de Paoli
Mar Del Plata - Argentina
www.margadepaoli.blogspot.com


Soy poetisa y escritora de cuentos románticos y escultora por aficción, habiendo ganado muchos 1º premios con ellas, y sobre todo el 3ª premio del salón municipal de bellas artes de bs. as.- escribo desde los 12 años y publico desde los 17 años en revistas de capital federal y diarios de la provincia. he ganado desde entonces muchos primeros - segundos y terceros premios – menciones y diplomas de honor y he incursionado en varias antologías nacionales e internacionales.- escribo en varios foros de varios paises y tengo editados; 1 libro de poesía 1 de cuentos románticos y otro de poesía ganado en un 1º premio internacional y otro libro de poesías editado en el mes de septiembre del año 2015, de 480 páginas.-
en el mes de febrero del 2018, publico mi 5ª libro de poesía.- el día 1 de noviembre del 2016 se edita un cd. de mi autoría, con 10 poemas mios musicalizados por el cantautor josé maría villegas “antú” ante numeroso público de mar del plata.- y el día 8 de julio de 2017, se estrena nuevamente un nuevo cd. de los mismos poemas, pero interpretados por cantantes profesionales de mi ciudad, y con un poema de mi autoría recitado por mi.- he ganado el premio faro de oro, en mar del plata,
en el mes de enero 18, por todo mi curriculum y mi trayectoria de poeta, el que me darán en una cena sohw el 15 de febrero.-
y he ganado también en este mes de enero, el primer premio, sobre la trova de navidad que organizara la ciudad de brasil y la organización universal de trovadores.

 
 
 
 
 

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