FÉNIX

 

 

Marisa Schmidt

 
 

TANATUS
Marisa Schmidt

Mas é preciso que venha a morte
nas suas vestes preciosas
feitas de memória
lembranças
desejos
sonhos
risos
lágrimas
e beijos.
E que venha na hora aprazada
do nascer da lua
ou do por do sol
com a mesma sutileza
da borboleta
farfalhando
em tafetá
ou do pequeno besouro
em voo leve
de pluma e algodão
A morte deve chegar
como o imprevisto
da rosa que desabrocha
em cada abertura de pétala
exalando aromas
mudando nuances
forçando que se veja a beleza
do que sempre existiu
e que após a explosão de vida
tão somente se deixe dormir
sobre a própria corola
e que cada pétala caída
acolha as gotas de chuva
sendo guardiã das sementes
das quais sobrevirão
outras vidas.
Vidas que também um dia
repetirão o destino
de ser breve sopro
um aceno de nunca mais
uma maravilhosa e única
experiência de finitude
na vasta amplidão
do perfeito Universo!

Marisa Schmidt
Bertioga- São Paulo

 
 
 
 

Marlene Constantino

 
 

BRISA POETICA Poética
Marlene Constantino

Deixo a brisa vir, tocar meu rosto...
Mansa, acalentar o meu coração...
Suavizar minh'alma com seus incensos
de rosas, acácias, jasmins, açucenas.

Brisa perfumada, de tantos roteiros,
olha- me, toca-me, faz-me sentir gotas enamoradas.
Na ida, em silêncio, leva contigo, a emoção
das horas, que me invade com teus ares poesia.

Poética do amor... faz-me amada
beijada, acariciada, pois doce é o sonho,
a espera, a quimera....Ah quem dera,
fossem só meus os versos, que vem
do sopro da tua boca!

Marlene Constantino
São Paulo - SP - Brasil
http://www.recantodasletras.com.br/
http://www.marleneconstantino.prosaeverso.net/

 
 
 
 

Marlete Alves

 
 

O SOL
Marlete Alves

Eis a lanterna de Deus
Que
Comprovadamente, não existe maior luz
Impiedosamente, assola o sertão
Cientificamente, faz brotar da terra a matéria que nutre a vida
Eternamente, reina intocável
Incomparavelmente, sua justiça é igual para todos
Enigmaticamente, aquece os corações.

Marlete Alves
Aracaju – Sergipe – Brasil
www.facebook.com/marlete.alves

 
 
 
 

Marli Terezinha Andrucho Boldori

 
 

DEVOLVAM O PAPEL DO HOMEM AO HOMEM
Por Marli Terezinha Andrucho Boldori


Não conhecia a literatura de Martha Medeiros. Havia assistido ao filme Divã, ótimo roteiro, ótima interpretação de Lilian Cabral, mas não sabia que era uma adaptação da obra literária dessa cronista brasileira, por ignorância, preguiça momentânea ou simples falta de curiosidade, apenas assisti ao filme, sem interesse nos créditos, fato que não é comum, pois vejo o roteiro e, se é adaptação, procuro saber sobre o autor e obra.
Estava eu na fila do mercado, algo que adoro, por sinal, e deparei-me com o livro “Feliz por nada”, perguntei-me: e por que não? Comprei.
Fazia alguns meses que não abria um livro novo, e estava sentindo falta das folhas entre meus dedos. A leitura digital tem suas vantagens para quem não tem tempo, mas jamais substituirá o prazer de um bom e tradicional livro físico. Trata-se de um livro com várias crônicas, escrita por Martha, em vários momentos de sua vida, todas com o teor do tema: é preciso muito pouco para ser feliz. Entre os textos lidos, o que mais me chamou a atenção foi “Mulheres na Pressão”, as mulheres de hoje não se comparam em nada às mulheres do tempo da minha avó, por exemplo , ou melhor, o único elo comum que ambas têm é que são mulheres. No fundo, apenas mulheres, mas não estou aqui para discorrer sobre nós, mulheres, mas sobre algo que, em uma frase, uma pequena frase, já no final do texto, Martha me fez parar por um momento, fechar o livro, dar um sorriso e exclamar: é isso aí ! “Estou com saudades de ler e ouvir sobre as adoráveis qualidades dos homens. Eles merecem voltar a ser valorizados em seus atributos.”
Pensei na hora: essa gaúcha entende da coisa! Resumiu o que há tempo não se consegue explicar: por que os relacionamentos homem x mulher duram pouco? Por que os homens andam apagados? Por que os homens se sentem tão ameaçados pelas mulheres? Por que os homens não tomam mais iniciativas? Por que há tantas mulheres tomando conta da casa, emprego, filhos, família? Cadê os nossos homens? Refiro-me a todos : namorados, maridos, amigos, irmãos, avôs, tios, primos, pais...Não se vê mais tal espécime na mídia (escrita ou falada).
Antes eu abria uma revista e via uma página inteira referindo- se a eles. Hoje, no máximo, um anúncio de duas frases. Antigamente, o homem fazia seu papel, e muito bem feito, diga-se de passagem.
Hoje, o homem está esquecido, o homem está jogado de lado, está em um canto da sala e fala quando é convidado pela anfitriã. As mulheres tomaram frente de tudo, inclusive quando ele deve se aproximar e se afastar. Quebrou-se o encanto, esqueceu-se a magia, e o homem encontra-se perdido num mundo moderno, num mundo em que temos mulheres fazendo papel de pai e mãe.
Os mais afoitos e feministas, respirem, contem até três. Não estou difamando, nós, mulheres. Não estou descartando nosso papel na sociedade, na evolução, nem mesmo esquecendo as coisas boas que trazemos todos os dias, para o mundo, mas creio que devemos deixar o homem voltar ao seu papel: ser homem, ser pai, ser amigo, ser irmão, ser avô, ser tio, ser namorado, ser empregado, ser patrão, ser companheiro. Não há substituto para o homem, assim como não há para a mulher.
Ficamos tantos anos sendo descartadas, que, quando abriram a porta, avançamos com tanta sede ao pote, e não paramos mais, nem mesmo para tomarmos fôlego, e o pobre homem, acuado, estagnou-se.
Não sei se ainda há tempo para que eles reencontrem seus papéis na sociedade moderna, mesmo sendo polêmica a frase: vale a pena deixarmos tentarem.

Marli Terezinha Andrucho Boldori
Porto União - SC - Brasil


Marli Terezinha Andrucho Boldori, nasceu em União da Vitória, Paraná. Graduou-se na FAFI/UNESPAR, União da Vitória, em Letras/Inglês e pós graduou-se em Produção de Textos pela FAFI/UNESPAR. Acadêmica da ALVI, Academia de Letras do Vale do Iguaçu de União da Vitória. Lançou em 2015 o livro,” Pensando a Vida”; participou da Antologia de Poesia e Prosa V Prêmio Literário do escritor Marcelo de Oliveira Souza,2017.
Participou e participa de vários concursos de poesias, contos, crônicas, publicações em jornais, nacionais e internacionais, participou da Revista Carlos Zemek - Arte e Cultura, na homenagem “à palavra” na página da poesia, colunista do Jornal Caiçara da cidade de União da Vitória PR, mantém um BLOG na INTERNET ativo desde 2007.

 
 
 
 
 

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