FÉNIX

 

 

Nathália Rodrigues Barbosa

 
 

ADOÇÃO
Nathália Rodrigues Barbosa

Minha mãe biológica
não pode cuidar de mim
e levou-me para adoção.
Lá, conheci as pessoas
mais maravilhosas do mundo,
meus pais adotivos.
Estes são extra especiais;
cuidam de mim com muito amor.

Minha família recebeu-me
de braços abertos
e coração caliente.
Agradeço todos os dias a Deus
por ter os encontrado.
Minha família é singular.

Nathália Rodrigues Barbosa
Porto Alegre - RS - Brasil


Nathália Rodrigues Barbosa é filha de Ana Lúcia Rodrigues Barbosa & Ruy Job Barbosa Júnior, nascida em 20.01.1998, em Porto Alegre/RS. Teve uma infância muito feliz, tendo realizado inúmeras atividades: sapateado, ballet e ginástica rítmica. Cursa o Ensino Médio, no Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS; Membro Efetivo da: Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS; Academia de Artes Literárias e Culturais do Estado do Rio Grande do Sul; e do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. Em suas produções, revela-nos apuro poético e lírico. Trabalha com esplendor, emoções, sentimentos e sonhos, levando-nos a percorrer caminhos fascinantes. Tem participação em Coletâneas e Antologias Nacionais e Internacionais impressas e virtuais.

 
 
 
 

Nemilson Vieira de Moraes

 
 

POR CAMINHOS ERRANTES
Por Nemilson Vieira de Moraes


I
Não somente no plano inferior, minava água em abundância.
Das montanhas, também a víamos, descendo pelas fendas rochosas; num barulho suave e gostoso de se ouvir. Em queda livre parecia um véu de noiva estendido sobre a serra.
Água limpa e transparente como um cristal bonito. Carreando do solo, nutrientes minerais; para suprir nossas demandas básicas, refrescando a vida.
II
Vejo a Terra cambaleando pelos maus tratos que recebe!...
Nascentes, riachos e rios estão secando, numa velocidade nunca vista.
O cerrado, acorrentado, vai sendo exterminado covardemente. Por enormes correntes de aço, entrelaçadas em elos desumanos; que, conectadas em tratores D-8, tombam as árvores para sempre. Virando carvão.
Às matas vão sendo gradativamente queimadas criminosamente; as madeiras suprimidas, cortadas e vendidas no Mercado Negro. Espaços de coberturas vegetais viram pastos para bois. Quem não se alimentar de carne e capins viverás de quê?!
Aos poucos, a flora, a fauna e os microrganismos vão desaparecendo para por completo.
III
Há poluição com abundância, em tudo que se vê.
Contaminamos nossa água; que mata a nossa sede e limpa a sujeira de nossos corpos, nos refrescando; hidratando nossas plantações e saciando nossos animais...
Onde brincávamos nadando, há montes de resíduos sólidos e dejetos ancorados. Boiando.
Pessoas como feras, vorazes, banais, se exterminando por nada.
Deus do céu olhando, sem poder tolerar, tanta maldade.
IV
Ele ainda suporta tais insultos à sua criação e a si; nem sei como!
Quanta insanidade da nossa raça!... Maltratarmos sem misericórdia nossos corpos hídricos e a terra fértil que Deus nos deu para termos vida de graça. Em troca de quê, essa agressão?!
Onde antes fadigados, submergíamos nossos corpos, em límpidas águas, hoje nem mais os pés, arriscamos banhá-los.
V
Também não podemos mais beber daquela água dos riachos antes tão boa.
Não chove com regularidade e quando chove nunca é o suficiente; e o desânimo toma conta até dos bichos: carentes, os animais reduzem sua mobilidade; que, uma vez comprometida, não andam nem brincam com desenvolturas.
Os pássaros, não exibem voos mirabolantes; e seus cânticos são dolentes.
Pobre de nós e do Meio Ambiente: febris, vivemos doentes - em fases terminais. Pela situação calamitosa que os nossos olhos contemplam e os poetas denunciam, declamando em prosa e versos.
VI
E, de repente, vem à chuva envolta em vendavais tremendos!...As edificações são invadidas ou engolidas pela fúria das enxurradas e forças dos ventos. Cidades viram mares. Pessoas em nados levam consigo o que podem; em barcos improvisados ou salva-vidas, são salvas; - quando dão sorte de contar com esses recursos e livramentos.
Procuram lugares seguros não conseguem. Não são resgatados das intempéries a tempo; e perdem o de mais precioso: suas vidas.
Nesses momentos, a natureza se vinga: convertendo a alegria em pranto. Deixando, nos sobreviventes, uma marca profunda e amarga tristeza; e um desencanto com a vida - que anteriormente era maravilhosa. Por um tempo sobrevivem de favores.
VII
Ainda há motivos de otimismo eu creio; bem como antídotos para serem usados. Mas, não queremos alimentar a esperança e nem mitigamos os impactos de nossas atitudes impensadas e maléficas; somos mesmo pobres mortais sem juízo.
Fora grande o mal que já causamos a nós mesmos. No lugar do amor, alimentamos o ódio e a ganância por um lucro fácil. Ignorando as práticas de uma relação harmoniosa e saudável: com as Legislações afins e com a NATUREZA; e, corrompemos nosso caráter e a afetividade que mantínhamos com as criaturas e com o Criador; na fundação do mundo. E vivemos como náufragos, em lugares sem respeito às Leis e ao próximo.
VIII
Desorientados, ainda seguimos sem um norte ideal para as nossas vidas, prejudicando 'NOSSA CASA COMUM' e nossos irmãos – irracionais ou não; sem lucidez, andamos de um lado para outro em desvarios, por caminhos errantes, sem termos um horizonte definido para deslumbrarmos e um destino bom, para nós e nossos filhos.

Nemilson Vieira de Moraes
Ribeirão das Neves - MG - Brasil


Nemilson Vieira de Moraes, é graduado em Gestão Ambiental pelo Centro Universitário UNA; é membro efetivo da cadeira 03 da Academia Nevense de Letras, Ciências e Artes (ANELCA); membro vitalício da cadeira 23 Academia de Letras do Brasil Minas Gerais, Região Metropolitana de Belo Horizonte (ALB/MG/RMBH); membro do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa (NALAL),com registro no Gabinete Real Português de número 6.907.8; atualmente, é Conselheiro Municipal de Cultura de Ribeirão das Neves - MG, representando a Sociedade Civil Organizada.

 
 
 
 

Nícholas Barcelos de Oliveira

 
 

MOMENTO CERTO DOS SONS
Nícholas Barcelos de Oliveira

O silêncio pode ser bom ou ruim,
depende do nosso humor.
Eu gosto de ficar em silêncio
para descansar e para dormir
Há momentos em que não o aprecio.
Ele é favorável para ouvirmos músicas
e para conversarmos com amigos
O silêncio tem seu momento.
Com ou não tem hora!

Nícholas Barcelos de Oliveira
Porto Alegre - RS - Brasil

 
 
 
 
 

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